No âmbito da actividade “Magia das Histórias” foi divulgada aos alunos a história “A Maior Flor do Mundo” de José Saramago.
No final da obra o autor interroga-se se:
“Quem sabe se um dia virei a ler outra vez esta história, escrita por ti que me lês, mas muito mais bonita?…”
Foi isso que alguns alunos do 5º B fizeram.
Reconto da história: “A Maior Flor do Mundo” Gonçalo 5º B nº 14
Sai o menino a correr, que se chama Bartolomeu e sai de sua casa. Nunca tinha ido tão longe.
Correu, correu, correu, até ao rio. Oh! Já estava farto de rio. Via-o desde que nasceu. Cortou a direito.
Andou até Marte e viu um mato ralo e seco, à frente do qual se encontrava uma colina. Subiu, subiu, subiu e já lá em cima, não viu nada, nada, nada. Quer dizer, nada não: havia lá uma flor. Mas tão murcha, que o menino caiu de cansaço.
Teve pena da pobre flor e teve vontade de a regar. Mas água, lá nem pinga! Só no rio, mas esse, que longe estava! Não faz mal!
20 voltas ao Mundo, 100 viagens à Lua, ir e vir, ir ao rio Nilo e vir. Mas compensou, pois a flor ganhou uns quantos metros! Provavelmente, a maior flor do Mundo, como o título indica.
Os pais, como é normal nestes casos, preocuparam-se e, foram, eles e os vizinhos, à procura do Bartolomeu e, já banhados em lágrimas, viram ao longe uma coisa que nunca tinham antes visto. Correram para lá e viram que o menino estava coberto por uma pétala bem grande com todas as cores do arco-íris.
Levaram-no para casa e ele foi muitíssimo bem recebido.
Agora, quando o vêem. dizem que ele saiu da aldeia para fazer uma coisa maior do que o seu tamanho e maior do que todos os tamanhos.
Reconto da história: “A Maior Flor do Mundo” Eduardo Oliveira Nº9 5ºB
As histórias para crianças devem ser escritas com palavras simples e fáceis para elas as entenderem bem.
Era uma vez um menino muito curioso que foi dar uma volta e o que é que viu?.. Nem a sorte, nem a morte, nem as tábuas do destino…
Era só uma flor, mas não era uma flor qualquer; era uma flor caída e murcha. Ele, com pena dela, atravessou o mundo e trouxe nas mãos um bocado de água do rio Nilo e lá foi ele dár-la à flor.
Depois de tanto esforço, o menino adormeceu e a flor deixou cair uma pétala com as 7 cores do arco-íris para o aconchegar.
Na aldeia, todos procuravam o menino – família, vizinhos, mas nada. Até que viram uma flor enorme, foram até lá e encontraram o menino adormecido. O menino, quando acordou, ficou muito contente por ver os pais. Quando o menino passava pelas ruas da aldeia todos gritavam:
– Viva o menino que fez uma boa acção! Viva!
Esta era a história que eu queria ter contado mas não contei – disse o autor na conclusão.

