
Uma seca extravagante
desenha a paisagem do abandono.
A terra, cansada,
gera tão pouco,
e o povo que dela depende
aprende a conviver
com a fome que tortura.
Sem fartura,
a vida se arrasta no limite.
Forte é quem batalha,
quem labuta com a angústia nas mãos,
disputando uma corrida injusta
sob o sol que sangra a pele
e castiga a esperança.
O chão oferece quase nada,
mas esse quase
precisa alimentar muitos.
Ainda assim,
esse pouco sustenta os que ficam de pé,
enquanto a seca leva,
devagar e cruel,
os miúdos e os miolos —
o resto da sobrevivência.
É a vida adulta
de um povo que sonha:
uma vida decente,
descanso merecido
e paz pura.
– José Daniel –
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