0440. Ataque dos EUA à Venezuela

Diz a Carta das Nações Unidas que…
«As guerras são proibidas e os países devem abster-se de recorrer à ameaça ou ao uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de outro Estado» … e que «é proibido o uso da força, da agressão, da ocupação militar ou da guerra para resolver diferenças entre nações».
Perante o que diz a Carta, o que dizer do ataque dos EUA à Venezuela, com captura do presidente Nicolás Maduro e da sua esposa incluída?
O Secretário Geral da ONU, António Guterres, disse, ou mostrou-se, “profundamente preocupado com o fato de as regras do direito internacional não terem sido respeitadas”!
A maior parte dos países ocidentais, incluindo Portugal, pouco ou nada disseram… assumindo uma atitude passiva e de expetativa, limitando-se a classificar o ataque como “Ilegal”.
Curiosamente, exemplos de “rigor comportamental”, as primeiras reações oficiais viriam da Rússia que não só disse, como também se mostrou «profundamente preocupada e condenou o ato de agressão armada» e da China que referiu que o «comportamento hegemônico por parte dos EUA viola gravemente o direito internacional, infringe a soberania da Venezuela e ameaça a paz e a segurança na América Latina e no Caribe».
O presidente do Brasil, Lula da Silva, também disse que «atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo».
Também o presidente francês, Emmanuel Macron, referiu que, «embora Maduro tenha gravemente violado os direitos dos venezuelanos, a operação militar que levou à sua captura contraria o princípio da não utilização da força, que sustenta o direito internacional».
Internamente, o The New York Times criticou o ataque, afirmando que, «até ao momento, o presidente Donald Trump, ainda não tinha oferecido uma explicação coerente para suas ações na Venezuela». O jornal destacou ainda que, «a intervenção militar viola a legislação americana, que exige que o chefe da Casa Branca requeira aprovação do Congresso para qualquer ato de guerra».
Bernie Sanders, senador Democrata, disse que Donald Trump desprezou a Constituição Americana e o Estado de direito, classificando a ação como «imperialismo grosseiro que dará luz verde a qualquer nação que queira atacar outra para confiscar os seus recursos ou mudar os seus governos».
Ora, é evidente que Trump, não consultou o Conselho de Segurança da ONU nem o Congresso americano. Apenas justificou e legitimou o ataque com a «guerra contra o narcotráfico», embora à posteriori, em conferência de imprensa tenha também admitido o «petróleo anteriormente roubado pela Venezuela aos americanos».
Questionado sobre a «operação especial dos EUA», Zelensky não poderia ser mais objetivo:
«Se se pode lidar com os ditadores dessa forma, então os Estados Unidos da América sabem o que fazer a seguir…» -sugerindo obviamente que medidas similares sejam aplicadas a Vladimir Putin, presidente da Rússia.
Parece que da ordem internacional baseada em regras, passamos à regra do mais forte submeter o mais fraco…
Parece que se depois da invasão da Ucrânia, este tipo de intervenção se banalizou e transformou num instrumento legítimo de política externa.

Onde e quem fará o próximo ataque?

Autor: Carlos Silva
Data: 2026-01-04
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0439. O que seria “deus”?

 

Li, algures, que não se deve perguntar «quem é deus?», mas sim «o que é deus?».

Ora, na minha modesta opinião, independentemente da nulidade da questão e da resposta, o que realmente se deveria colocar seria a hipótese…

Se existisse um deus, quem seria ou o que seria?

Não se observando ou comprovando cientificamente a existência de qualquer entidade divina, vulgo “deus”, a questão transforma-se em mera nulidade, levando-nos, obviamente, para o campo da especulação/imaginação.
O que realmente se impõe questionar é…
Que “deus” é este que as religiões nos pretendem precocemente incutir e impingir sem nenhuma prova ou evidência?
Que “deus” é este, milagrosamente materializado pela ação do “Espirito Santo” num judeu da antiga Galileia e cujos relatos bíblicos garantem ter sido o “Messias” que foi crucificado, morreu e ressuscitou para salvar a humanidade, por ele próprio concebida?

Se eventualmente a qualquer mente minimamente sensível ou racional a questão parecer ridícula, aconselho a não continua a ler… a resposta, logicamente, também será inútil e ridícula!

Aos mais perseverantes que ousaram continuar… deixo apenas algumas considerações para reflexão:
É um facto que ao longo da história, desde a sua génese, o ser humano imaginou e criou, a maioria à sua imagem, inúmeros “deuses”, materializados em esculturas, que idolatrou freneticamente ao longe de gerações.
É um facto que nenhum desses “deuses, quando invocados, ressuscitou ou respondeu a qualquer medo de extinção ou pedido de eternidade humana.
É um facto que ter fé na existência desse “deus” não o faz existir; trata-se de um mero conceito mental abstrato…
É, pois, uma questão de perceção individual relativamente à análise da realidade… inúmeras vezes cruel com todos os seres vivos… e com os “deuses” que criam.
É, pois, completamente indiferente ter fé, tal como é questionar «quem é deus?» ou «o que é deus?».

Não pretendo negar perentoriamente a existência de entidades divinas… apenas constato a realidade… e esta diz-me que nunca foram observadas nem existe qualquer prova de tal.
Constatar e expressar a nulidade desta questão/resposta, não significa desrespeitar a fé de quem crê… e muito menos a crença… trata-se apenas de não desrespeitaria a minha racionalidade!
Se perante os factos não existe, é, pois, incorreto partir do pressuposto da sua existência baseada num simples ato de fé!

Independentemente da nulidade de qualquer questão/ resposta…
Perante a falta de provas, obviamente que apenas posso deduzir que não existe nenhum “deus”!

Autor: Carlos Silva
Data: 2024-06-03
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0438. Dor

 

Quando sentimos a dor física e mental
Descobrimos o autêntico sofrimento
Quando sentimos a dor física e mental dos outros
Descobrimos que somos seres humanos

Autor: Carlos Silva
Data: 2024-06-11
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0437. Que importa

 

Que me importa ser desejado ou rejeitado
Que me importa ser amado ou abominado
Que me importa ser adorado ou repulsado

Se apenas importa a leveza dos teus traços
Se apenas importa a beleza dos teus laços
Se apenas importa a volúpia dos teus abraços

Importa apenas a loucura de te sonhar acordado
Importa apenas a sedução de dançar a teu lado
Importa apenas fazer do teu amor meu sublime fado

Autor: Carlos Silva
Data: 2024-04-29
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0436. Se eu morrer amanhã

 

“Se eu morrer amanhã…”
Não te lamentes… nem me lamentes!

Afinal não te poderei escutar nem lamentar…
Não vale a pena chorares porque o tempo não volta atrás.
O tempo não se importa com o teu lamento…
E muito menos com o meu fim!

Por isso se quiseres chorar…
Chora hoje por mim quando ainda podes!
Chora hoje ou sorri se assim quiseres!
Sorri ainda hoje e vem abraçar-me completamente,
Sorri ainda hoje e vem amar-me perdidamente,
Chora ou sorri quando ainda podes sorrir e chorar…

Ignora o amanhã e a consciência da minha essência…
Ignora o amanhã e a inconsciência da minha ausência…

Não te lamentes… nem me lamentes!
Chora ou sorri quando ainda podes sorrir e chorar…
Vive agora!

Autor: Carlos Silva
Data: 2024-04-10
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0435. “Deus”

Existem inúmeras provas sobre a evolução das espécies, incluindo a humana.

Não existe nenhuma prova nem evidência sobre a existência de seres sobrenaturais.

Não existe nenhuma prova sobre um suposto “deus” que saiba tudo sobre todas as coisas; que esteja presente em todos os lugares e que tenha um poder infinito.

Se houvesse um “deus” omnisciente, obviamente que não existiriam erros e muito menos ressurreições absurdas para salvar imperfeições da sua própria criação.

Se houvesse um “deus” omnipresente, obviamente não permitiria tanta guerra e tanto sangue derramado!

Se houvesse um “deus” omnipotente, obviamente não seriam necessários missionários ou profetas para divulgar a sua mensagem!

Obviamente que “deus” não passa duma aspiração humana sem qualquer lógica ou confirmação objetiva no mundo real.

“Deus” não passa de uma simples construção humana baseada em crenças e mitos.

A razão e o conhecimento científico não comprovam a existência de nenhum “deus omnisciente, omnipresente ou omnipotente!

Considere, pois, a ideia de um “deus” como uma projeção da imaginação humana.

Autor: Carlos Silva
Data: 2024-04-08
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0434. Solstício de Inverno

Não deveríamos celebrar o Natal, mas sim o Solstício de Inverno!
Na realidade, os cristãos copiaram e deturparam o conceito de Natal.
Na realidade o Natal não passa de uma relíquia dos primórdios da civilização humana que tinha por crença a adoração do Sol.
Quase todas as festividades pagãs estavam ligadas a eventos naturais…
Durante milénios, os nossos antepassados celebravam o Solstício com festivais de luz, trocas de presentes e encontros sazonais…
O Solstício de Inverno anuncia o renascimento simbólico do Sol, o prolongamento dos dias…
Celebrar o Natal católico é, pois, celebrar uma imitação… uma ilusão!
Celebrar o Natal católico é manter acesa a chama de um dos mais antigos dogmas impostos pelo Cristianismo.

Celebrar o Solstício de Inverno é celebrar a Vida e a Realidade!

Autor: Carlos Silva
Data: 2024-12-25
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0433. Amor eterno

 

 

Amor não é apenas um “fogo que arde sem se ver”,
Amor é uma sinfonia de pura e perfeita harmonia,
A perfeita harmonia dos sentimentos sem sentido.

Amor é a harmonia d’um simples desejo sem sentido,
Amor é a harmonia d’uma simples noite de fantasia,
Amor é a harmonia d’uma simples e efémera paixão.

O amor não é apenas a harmonia do sentimento…
Amor é a harmonia do momento… e precisa de tempo!
O amor eterno precisa de todo o tempo do mundo!

Autor: Carlos Silva
Data: 2023-03-22
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0432. Projeto de lei da burca

A Assembleia da República aprovou hoje um projeto de lei que prevê a “proibição do uso de roupas que impeçam a exibição do rosto em locais públicos” e a “proibição de forçar alguém a cobrir o rosto por motivos religiosos ou de género”.

A proposta foi apresentada pelo Chega e tem como objetivo primordial a interdição do uso de burca em espaços públicos usando como pretexto a “segurança e a defesa da dignidade da mulher”.

O projeto invoca os princípios da igualdade e laicidade do Estado estabelecidos na Constituição e na Lei de Liberdade Religiosa… “nenhum símbolo religioso deve ser privilegiado ou permitido em instituições públicas…”, argumenta que “esconder o rosto é violar os requisitos mínimos da vida em sociedade” e “permitir o uso da burca ou o niqab é incompatível com os princípios de liberdade e dignidade humana”.

O próprio líder, André Ventura, dirigindo-se especificamente aos imigrantes, afirmaria categoricamente no Parlamento que “o objetivo do projeto é proibir o uso da burca em Portugal”. “Quem chega a Portugal, independentemente da sua origem, costumes ou religião, deve antes de tudo cumprir e respeitar os valores e tradições do país”. “Uma mulher forçada a usar burca deixa de ser livre e independente, tornando-se um objeto”.

Logo após a apresentação, algumas vozes críticas se levantaram alegando que trata de “ódio contra a comunidade muçulmana” … que “o debate promovido pelo Chega apenas pretende atacar os estrangeiros” e que “negar a burca constitui um ataque à liberdade de culto e consciência…”

Vozes mais sonantes optaram pela discrição ou pelo politicamente correto… “é preciso preservar a igualdade de género, defender valores, cultura e tradições do povo português…”; “são valores comportamentais que estão em confronto…”

Mas, afinal, quais são os valores que realmente importa defender?

Os valores do Islamismo… do Cristianismo… as leis do Estado… ou os direitos da mulher?

Perante a conjetura atual, é evidente que andar de cara tapada em espaços públicos pode suscitar algumas questões de segurança… mas, a questão fundamental será realmente o perigo do uso da burca em espaços públicos ou a violação de direitos fundamentais da mulher?

Pode uma mulher ser impedida de vestir o que quer ou forçada a vestir o que não quer apenas porque um homem o diz, uma religião o exige ou um Estado o impõe através de lei?

Pode um Estado que se diz laico, livre e democrático, sobre determinado pretexto político, atropelar a sua Constituição ou a Convenção Europeia dos Direitos Humanos e proibir o uso de determinada peça de vestuário?

Não será a liberdade de escolha um direito inalienável da mulher… e de toda a humanidade?

Referem algumas vozes que a burca é apenas uma “simples peça de vestuário, um mero símbolo de cultura ou tradição…”; outras que a burca é “um símbolo de machismo tóxico, de humilhação da mulher e de extremismo religioso…”

A burca é realmente um símbolo de opressão, submissão e aniquilação da entidade da mulher, sobretudo quando usada num contexto de extremismo religioso! Por isso o que importa realmente proibir/combater é o extremismo religioso que a impõe… o extremismo religioso que humilha, mata e viola a liberdade da mulher!

Nenhuma mulher pode ser precocemente mutilada ou violada… doutrinada ou privada da personalidade… nenhuma!

Nenhuma mulher nasce submissa a mandamentos religiosas absolutamente bárbaros e machistas, seja de que religião for… nenhuma!

Todas, sem exceção, têm direito a uma vida com dignidade, segurança e em plena liberdade.

Um projeto de lei que, sob o pretexto de defesa do laicismo do Estado, da liberdade e da segurança, impõe restrições a direitos fundamentais previstos na Constituição, nunca pode ser Lei. Nunca será demais recordar que tal como a laicidade do Estado, também a liberdade de escolha e a liberdade religiosa são valores fundamentais da democracia!

É, pois um projeto de lei ferido de inconstitucionalidade… uma espécie de nado-morto condenado à nascença.

O único objetivo é o ruido… o tal ruido que confere votos!

Autor: Carlos Silva
Data: 2025-10-17
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0432. Projeto de lei da burca

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0431. Crenças – comentário

Nota: Comentário de um leitor ao texto “380. Crenças”

“Conversa de treta e bom respeitar os outros mesmo q não se identifique ou concorde c ele para merecermos ser respeitados também… os moralistas são os q menos dão o exemplo de bom comportamento e convivência social e humana e se nem sequer praticam qualquer religião ainda pior”

Carlos Palma

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Resposta ao comentário do leitor:

Meu caro Carlos Palma,

Com o devido respeito que o Senhor e todas as pessoas que comentam as minhas publicações me merecem…

O Senhor terá eventualidade idade para ser meu pai, ou a idade do meu pai, que recentemente faleceu… e sempre respeitei!

Com o devido respeito pelos autores de “conversa da treta” (que de treta nada tem!), o João Pedro Gomes e o António Feio, que também já foi…

Quero esclarecer o seguinte:

1 – Estou na minha página pessoal, a emitir a minha opinião pessoal, sobre “crenças e cultos religiosos”;

2 – Decerto estarei no meu pleno direito e liberdade para o fazer, uma vez que não estou a criticar uma pessoa em particular, mas sim “crenças” na generalidade.

3 – Não se trata de “moralismo”, mas sim de expressar livremente a minha opinião, que vale o que vale!… tal como a sua! -que respeito;

4 – Cada um é livre de escolher e acreditar no que entender!… até no Pai Natal!

5 – O Senhor é livre de escolher e acreditar na sua “divindade”… tal como outros nas mais de 10 mil que existem… e eu de não acreditar em nenhuma!

6 – A minha opinião não é “pior” (como refere) nem melhor que a sua… é diferente!

7 – Sou absolutamente livre de escolher o que quiser porque gosto de pensar por mim, de forma crítica e racional. Não sou escravo de ninguém!…. muito menos de ilusões mentais abstratas pois nunca precisei que um “amigo imaginário” me dissesse o que tinha de fazer.

8 – Sempre pautei o meu comportamento de forma exemplar e com respeito por todas as pessoas que me rodeiam… e igualmente exigindo respeito! Por isso tenho amigos crentes e descrentes!

9 – O respeito implica respeitar a opinião dos outros… e por isso nunca fui à sua página pessoal afirmar que aquilo que o Senhor acredita é “conversa da treta”!

10 – Isto sim é respeito!

Carlos Silva

Carlos Silva

Autor: Carlos Silva
Data: 2024-03-01
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0431. Crenças – comentário

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