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A disseminação das tecnologias da informação e comunicação (TIC) está produzindo impactos no ritmo do desenvolvimento econômico, social e cultural nos países da América Latina. É o que constata, Rubens Kaztman, Consultor da Cepal e membro do Conselho Consultivo INCT Observatório das Metrópoles, através de estudo* cujo objetivo é identificar as condições que favorecem a implantação das novas tecnologias da informação e da comunicação de forma a promover a inclusão social e a universalização dos direitos dos cidadãos.

O propósito específico do estudo de Kaztiman é explorar as condições nas quais escolas e colégios que incorporaram o uso das TIC no ensino viram reduzir a lacuna digital, e possibilitaram o fortalecimento destas instituições como principal agente na desassociação da origem social e dos resultados educativos. Duas grandes questões orientaram a análise: a primeira afirma que a lacuna digital entre os estratos socioeconômicos se ampliam quando a difusão das TIC é gerida pela dinâmica de mercado; a segunda propõe que o sistema educativo seja a principal (senão a única) instituição do Estado com possibilidade para dissociar a origem social dos resultados educativos. Ambas serão analisadas pelo autor separadamente.

De acordo com o autor, os principais beneficiados com as políticas de inclusão digital devem ser estudantes com alto risco de exclusão social. Nesse sentido, Kaztman reconhece que uma parte importante de todo projeto que se proponha dissociar a origem social dos resultados educacionais, é relacionado ao envolvimento da comunidade em benefício do funcionamento das escolas. O Observatório das Metrópoles vem trabalhando, desde 2004, com a relação entre território e educação, especialmente a forma como a segregação urbana impacta na escolarização dos estudantes. Tendo em conta a forma como o funcionamento da escola e a relação que esta mantém com o entorno influencia nos resultados educacionais, Kaztman reafirma um dos pilares da pesquisa elaborada pelo Observatório: que contextos urbanos que conformam condições menos adequadas em termos de oferta de bem-estar social tem menor capacidade de garantir uma oferta de ensino de qualidade.

Em seu estudo, Kaztman sinaliza para a possibilidade de, através do uso das TIC, se garantir a inclusão social, independete da origem social dos alunos.

Clique aqui e leia o artigo Quadro para a interpretação dos possíveis impactos sociais da incorporação das TIC no sistema educativo na América Latina de Ruben Kaztman.

*Este documento foi elaborado pelo consultor Ruben Kaztman, em coordenação com Guillermo Sunkel e Trucco Daniela, da Divisão de Desenvolvimento Social da Comissão Económica para a América Latina eo Caribe (CEPAL), no âmbito do projeto financiado pela União Europeia @LIS 2, Aliança para a Sociedade da Informação 2, “Diálogo político eo intercâmbio de experiências”. A publicação da CEPAL Serie Politicas Sociales é de caráter irregular, cujo propósito é difundir estudos sobre o tema das políticas sociais, elaborados tanto pela Divisão de Desenvolvimento Social como por especialistas de diferentes instituições da região, constituindo-se a partir de 1993 como um importante canal de difusão sobre essas questões.

Para maiores informações veja fonte: http://observatoriodasmetropoles.net

Enviado por Jan Alyne Barbosa, recém-doutora pelo Pós-com:

The dilemma of social media

September 14, 2010 by Mick Phythian
Having debated the pro’s and con’s of social media in government before on this blog, I was pleased to discover, courtesy of Lisa Nelson (GSA New Media Manager) through e-democracy.org,  a new Canadian report entitled “Social Media and Public Sector Policy Dilemmas” by Toby Fyfe and Paul Crookall. The 52 page 2.5 Mb PDF is a very useful addition to the debate, despite being rather too celebratory of the limited success (IMHO) in the UK since it does come up with some conclusions and next steps that are well worth considering.

In the same mail Lisa also publicises a UK report from the Development Research Centre called “Citizenship, Participation and Accountability – So What Difference Does it Make? Mapping the Outcomes of Citizen Engagement” by John Gaventa and Gregory Barrett, which comes in at a healthy 60 pages but only 0.5 Mb.

In parallel, these papers are positive about citizen participation (using whatever media) but recognize such caveats that communications from several thousand citizens do not necessarily mean whole-hearted support but might indicate the presence of a strong lobby group, a not-unknown occurrence in politics. There is, therefore, when employing citzen participation  a need to be clear about the risks and examine the qualitative data, along with the quantitative. One of the arguments for participative democracy being that the politicians carry out the checks and balances and so are less susceptible to the presence of lobbies – if only we could trust that to be the case.

Simpósio Internacional  “Mídia e Eleições na Alemanha e Brasil: Comparando mass media e new media”.  Ocorre nos dias 16 e 17 de setembro no Teatro do Goethe-Institut/ICBA, no Corredor da Vitória (Salvador-BA).  Informações completas e programação neste link ou clique na imagem acima.

Na última quarta feira, 1º. de setembro,  a aula da disciplina Apropriação social das tecnologias digitais de Comunicação: dimensões políticas foi sobre Ferramentas Colaborativas, mídias socias e política contemporânea. Temas que dão pano para muita discussão.

A proposta era levar o conceito 2.0 para o ambiente offline da aula, em que interatividade e a produção do conteúdo pelo “usuário”, criasse um ambiente colaborativo onde os discentes se sentissem a vontade para debater e compartilhar experiências e conhecimento relacionados as discussões que fossem surgindo. Objetivo alcançado! Já que a maioria dos alunos participou ativamente, até alunos mais tímidos se enconrajaram em determinados momentos  e no intervalo e final da aula vieram falar comigo de maneira carinhosa e animada. Claro, que eu como docente tive que por ordem na discussão e em alguns momentos “monitorar” o que era apropriado para o  momento.

Por outro lado, ao acabar a aula me deu aquela sensação de “poxa não falei isso, ou podia ter estimulando ou interrogado mais a discussão por esse ou aquele ponto”. Por isso o blog é o lugar ideal para aquelas questões que por acaso ficaram de fora da aula.

Hoje quero complementar apenas umas delas. Um dos textos que trabalhamos foi sobre o telefone celular e a esfera pública em três situações críticas. O texto é de 2007 e os casos apresentados são de 2003, 2004 e 2005 o que nos faz pensar que se esse artigo fosse escrito em 2010, com casos mais recentes possivelmente as conclusões da autora seriam ainda mais contundentes.

GORDON, Janey. The mobile phone and the public sphere: mobile phone usage in three critical situations. Convergence: The internacional Journal of Research into New Media Technologies, 2007.

Por isso deixo a sugestão para que assistam o vídeo abaixo, que fala sobre a transformação do panorama das mídias e como o uso das redes sociais (assunto também bastante falado na aula) e os smartphones vem mudando a comunicação. O vídeo traz exemplos mais atuais do uso da telefonia móvel e pode ser interessante para seguirmos pensando sobre a possível influencia na esfera pública tocado no texto trabalhado em sala de aula. O vídeo é de Clay Shirky, jornalista americano que estuda novas mídias e o comportamento do público diante do avanço tecnológico.

Deixem seus comentários!

Uma boa semana a todos/as!

Raquel G. Oliveira @ComuniQuel

Clique na foto para ver vídeo da matéria do Bom dia Brasil sobre uso de telefones celulares, fixos e smartphones

E por falar em eventos, segue informações sobre o “I Workshop Baiano sobre Novas Tecnologias e Desenvolvimento Local”, que acontecerá no dia 14/09 na Escola de Administração da UFBA.

O I Workshop Baiano sobre Novas Tecnologias e Desenvolvimento Local tem como objetivo discutir e divulgar para a comunidade acadêmica e empresarial a importância das novas tecnologias – a exemplo daquelas provenientes da Tecnologia da Informação, Biotecnologia, Produção Cultural – para o desenvolvimento local e os esforços necessários para transformar esses setores em motores de desenvolvimento econômico.

O I Workshop Baiano sobre Novas Tecnologias e Desenvolvimento Local justifica-se devido à necessidade de compartilhar com a sociedade, os entes acadêmicos e empresariais, os resultados de projetos de pesquisas realizados no Brasil e no exterior acerca do papel das novas tecnologias e a promoção do desenvolvimento local.

Espera-se alcançar os seguintes resultados: fortalecimento de grupos de pesquisa brasileiros e internacionais que abordam a temática da inovação e do desenvolvimento local; intercâmbio de experiências sobre estudos de novas tecnologias e desenvolvimento local; aproximação de atores que interferem no processo de inovação; difusão de conhecimento acerca da temática de novas tecnologias e desenvolvimento local; difusão de informações sobre sistemas de inovação no Brasil e na América Latina; sensibilização dos participantes quanto à importância da inovação como instrumento capaz de promover o desenvolvimento econômico.

As inscrições são gratuitas através do link http://www.observatorio.ufba.br/workshop/

Abraços

André Luiz Ferreira

Olá pessoal, boa noite.

Aproveitando o embalo da nossa (recém) última aula, quero informá-los sobre 2 eventos muito interessantes que acontecerão este mês no ICBA (Goethe- Institut Salvador). A Tatiana nos informou do “Simpósio Internacional Mídias e Eleições na Alemanha (2009) e no Brasil (2010)” que acontecerá nos dias 16 e 17/09. Mas, ao entrar aqui no site do Goethe, descobri que amanhã, dia 02/09, acontecerá o “Colóquio Democracia e Interfaces Digitais para a Participação Pública”, que terá 2 eixos: 1 – Políticas para a cidade e Democracia digital e 2 – Participação Pública e Web 2.0. Ambos os eventos são gratuitos. Seguem os links para maiores informações: Símpósio – http://www.goethe.de/ins/br/sab/ver/pt5653842v.htm Colóquio –  http://www.goethe.de/ins/br/sab/ver/pt6450733v.htm .  Apesar do “bem em cima da hora” na divulgação do Colóquio, vale a pena tentar comparecer.

Abraços

André Luiz Ferreira

O Futuro

Para aqueles que já começam a semana se sentindo atrasados…

Fonte: Galeria de fotos de clases de periodismo

Revista Redes.Com (Revista de Estudios para el Desarrollo Social de la Comunicación) , publicada pelo Grupo Interdisciplinario de Estudios en Comunicación, Política y Cambio Social (COMPOLITICAS) , da Universidad de Sevilla, abre chamada para seu próximo número, referente ao ano de 2010. Políticas Públicas de Comunicação no Mundo é o tema a que se dedica a próxima edição, que será organizado nos marcos de um acordo de cooperação com a revista EPTIC ON LINE. A coordenação do número fica a cargo de César Bolaño, Valério Brittos e Mariana Martins. Os artigos acadêmicos deverão ser submetidos à avaliação do Conselho Editorial até o dia 01 de setembro de 2010.

Diferentes países do mundo passam neste primeiro decênio do século XXI por importantes mudanças em suas políticas de comunicação, em especial, nas políticas públicas. As mudanças provocadas pelas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) e pela adaptação dos sistemas de comunicação (públicos e comerciais) a estas mudanças motivaram diferentes formas e reestruturações das regulações/regulamentações das políticas de comunicação. Tais mudanças tornaram-se, por sua vez, importantes objetos de análises acadêmicas cujos resultados são de interesse da nova edição da Revista Redes.Com, que será publicada em  2010.

Serão aceitos trabalhos em qualquer língua latina e em inglês. A submissão de artigos deverá ser feita até o dia 01 de setembro de 2010 pelo endereço eletrônicoredes.com2010@ yahoo.com. br

Normas para publicação podem ser vistas na página eletrônica da revista Redes.Com

Conheça o grupo COMPOLITICAS

Conheça mais sobre a Revista Redes.Com

Conheça a Revista EPTIC ON LINE

Democracia digital e Twitter

O grupo de Comunicação Internet e Democracia (@grupoCID), está realizando uma prospecção sobre democracia digital no Brasil, fazendo o levantamento de iniciativas e ferramentas que possam promover o empowerment do cidadão, em breve haverá um relatório com os resultados encontrados e isso certamente pode virar um post por aqui.

Buscar espaços de participação nos sites pesquisados é a primeira coisa que pode vir à cabeça de alguns ao pensar em “empoderamento” da esfera civil, porém é preciso também estar atento ao acesso à informação, seja ela relacionada à transparência e accountability, ou outros temas que possam trazer um conhecimento importante para o usuário sobre democracia. Observei esses pontos ao visitar os sites do poder judiciário, que foram os que me tocaram, porém meu interesse também estava em observar o uso das redes sociais e dos multimídias.

Para ambas categorias a constatação foi que poucos dos sites analisados usam as potencialidades que a internet possibilita. As informações são em sua grande maioria textual e as redes sociais são utilizadas por poucos sites e os que usam preferem o youtube – uma forma externa de usar multimídia – e principalmente o Twitter.

Apesar do facebook ser a rede social digital dominante no mundo, a escolha pelo uso do Twitter se deve possivelmente por ser uma rede simples de se usar e pelo seu grande crescimento nos últimos tempo. O uso do Twitter na América Latina cresceu 305% em um ano, o segundo lugar ficou para região asiática com um crescimento de 243%. O Brasil se encontra no segundo lugar de maior penetração do Twitter a nível mundial, depois de Indonésia e fica com 20,5% de penetração nos 20 maiores mercados do mundo.

Alguns países que estão ciente do popular uso do Twitter fazem melhor proveito desta rede social na política. O Template EstratégiaTwitter para Departamentos Governamentais é originário do UK cabinet Office’s Digital Engagement Blog. O autor do documento Neil Willians preve melhorias para futuras versões e pede a colaboração dos usuários, e destaca a importancia do documento por apresentar um modelo genérico de estratégia no Twitter e explicar pontos como a importância do Twitter para os não iniciados, para definir objetivos claros e métricas para se certificar de que há um retorno sobre o investimento de tempo dos funcionários (e se não houver é melhor parar de fazer isso) e para certificar-se que o canal é utilizado de forma coerente e com cuidado, para proteger a reputação corporativa e evitar erros bobos ou uso inadequado.

Ainda falando de Twitter, mas agora sobre uma pesquisa realizada nos EUA. A Universidade de Boston lançou um estudo que reflete o animo das pessoas que estão nesta rede social. Para Sume Lehmann um dos investigadores, os tuits individuais são inúteis para aqueles que não são seus seguidores, porém ao uni-los há muita informação importante que pode ser instrumento para ver como se sente as pessoas sobre as coisas, seja uma reação pública ao discurso de um político ou as atitudes do consumidor de uma marca.

Lehmann e a equipe de investigadores utilizaram um sistema psicológico de classificação de palavras para analisar terminologias chaves em uns 300 milhões de mensagens do Twitter, como os términos felizes ou tristes. Depois criaram mapas a partir da localização das mensagens e dos estados anímicos generais que transmitiam.

Esta pesquisa descobriu que as pessoas são mais felizes aos domingos de manhã e triste as quintas pela noite. Resultado que creio seria diferente aqui no Brasil. Eu pelo menos me animo com a perspectiva do fim de semana chegando na quinta feira a noite e me deprimo ao pensar que ele finaliza no domingo com um péssima programação na TV. E seja lá ou aqui, pesquisas mais interessantes deveriam ser feitas já que o mapa poderia ser útil não apenas para conhecer os usuários, mas para mobilizá-los rapidamente para uma causa, além de ser uma maneira de ter indicativos em tempo real sobre como se sente a opinião pública.


Raquel G. Oliveira @ComuniQuel


Abaixo, segue o link para uma notícia já não tão recente, porém atual.  A matéria traz alguns exemplos de iniciativas  interessantes sobre internet, participação política, engajamento cívico  e cidadania no Brasil. Vale dar uma olhada. Podem ser bons objetos de pesquisa ou, pelo menos,  bons objetos de observação:

Webcidadania’ avança no Brasil e muda o foco da participação política Ferramentas induzem o cidadão a assumir papel ativo na vida pública

Redes sociais e banco de dados ajudam a cobrar e fiscalizar políticos.

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