Um problema cabeludo

No Dia da Consciência Negra, o episódio “Um problema cabeludo” de “O Mundo de Karma” oferece uma lição vital. Acompanhamos Karma em uma festa do pijama, onde suas amigas reagem com curiosidade invasiva à sua touca de cetim e ao seu cabelo crespo, fazendo-a questionar se seu cabelo é “normal”.

O episódio aborda microagressões de forma precisa. O ponto alto é a conversa de Karma com sua mãe, que transforma a vergonha em orgulho ao celebrar a “longa linhagem de mulheres negras com cabelos lindos”.

Karma aprende a estabelecer limites e a educar sobre respeito. É uma história essencial sobre identidade, orgulho e a importância de celebrar a beleza negra desde a infância.

Identidade e “Normalidade”

1.         O que significa “normal”? Existe um jeito “normal” de ter cabelo, ou de se vestir, ou de se comportar? Por que a Karma sentiu que precisava ter um cabelo “normal” como o das amigas?

2.         A Beleza das Diferenças: A mãe da Karma diz que todo cabelo é normal porque todos são diferentes. Se tudo fosse igual no mundo (se todos tivessem o mesmo cabelo, a mesma cor, as mesmas roupas), o mundo seria mais ou menos interessante? Por quê?

3.         Orgulho: O que significa ter orgulho de si mesmo? Como o cabelo ou a cor da pele da Karma podem ser uma “coroa” que a faz se sentir forte?

Curiosidade, Respeito e Microagressões

4.         Curiosidade vs. Invasão: Qual é a diferença entre ser curioso sobre o cabelo de alguém e ser desrespeitoso? Se você está muito curioso sobre algo de uma pessoa, como deve perguntar para não fazê-la sentir-se “estranha”?

5.         Limites Pessoais: Por que a Karma pediu para que ninguém tocasse no cabelo dela sem permissão? Se o seu cabelo está na sua cabeça, ele faz parte do seu corpo. Por que é tão importante pedir antes de tocar no corpo de outra pessoa?

6.         O Poder das Palavras: As amigas de Karma não queriam ser “malvadas”, mas as palavras delas machucaram. Você já disse algo sem querer que acabou magoando alguém? Como podemos usar nossas palavras para construir e celebrar, em vez de magoar?

Conexão Familiar e Histórica

7.         Ancestralidade: A mãe da Karma fala sobre uma “longa linhagem de mulheres negras” com cabelos lindos. O que significa fazer parte de uma história familiar ou de um grupo maior? Como as histórias da sua família ou da sua comunidade te fazem sentir?

8.         O Papel da Família: Por que foi importante para a Karma conversar com a mãe sobre o que estava sentindo? Quem são as pessoas que te ajudam a ter orgulho de quem você é quando você se sente triste ou diferente?

Cores & Botas

“Cores e Botas” (2010), é um retrato da infância nos anos 80/90, focado no sonho de Joana, uma menina negra, de ser Paquita. Joana e sua amiga treinam intensamente, mas o teste de elenco expõe o racismo estrutural. O momento crucial é quando uma jurada questiona se teriam uma “paquita exótica”, tratando a diferença de Joana como anomalia. A desilusão da menina, e a dificuldade do pai em validar sua dor, intensificam o drama. Joana. O filme sugere que a verdadeira aceitação reside em criar espaços de pertencimento fora de estruturas excludentes.

Sonhos, Barreiras e Inclusão

1. Joana sonhava em ser Paquita, mas o teste parecia ter regras invisíveis sobre quem poderia participar. O que é mais triste: não conseguir algo porque você não se esforçou, ou não conseguir porque as regras não foram feitas para você?

2. Ser “Exótico”: Uma das juradas perguntou se Joana seria uma “paquita exótica”. O que significa ser “exótico”? É um elogio ou uma forma de dizer que você é diferente e que essa diferença é um problema?

3. Se todos os heróis, apresentadores e artistas na TV fossem iguais (por exemplo, tivessem todos a mesma cor de pele), o que isso ensinaria para as crianças que são diferentes? É importante ver pessoas parecidas com a gente em lugares de destaque? Por quê?

Sentimentos, Dor e Apoio Familiar

4. Quando Joana estava triste, o pai dela disse que ela estava “exagerando”. O que acontece quando alguém diz que você está exagerando um sentimento que é real? Como podemos apoiar um amigo ou familiar que está triste por algo que parece pequeno para nós, mas que é muito importante para ele?

5. Por que Joana jogou as botas fora? O que aquelas botas representavam para ela antes, e o que elas representaram quando ela as jogou no lixo?

6. Joana não conseguiu ser Paquita. O que ela fez depois disso? Quando um sonho é bloqueado, é melhor tentar encaixar-se ou criar um novo caminho?

O Poder da Imaginação

Joana e sua amiga, no final, constroem um foguete imaginário para “viajar” para lugares onde podem ser livres. O que é a imaginação? Ela pode ser mais poderosa do que o mundo real às vezes?

Se o mundo não te aceita ou não te convida para a festa, o que você deve fazer? É melhor forçar a entrada ou construir a sua própria festa com quem te ama? O que é mais importante: pertencer a um grupo famoso ou pertencer a um grupo onde você é verdadeiramente aceito?

O Saci-pererê

Numa noite de vento e assovios, no meio da mata fechada, nasceu o Saci-Pererê — de dentro de um redemoinho de folhas secas. Dizem que ele surge quando o vento gira em espiral no coração da floresta, trazendo consigo uma gargalhada curta e travessa. O Saci tem uma perna só, um gorro vermelho encantado e fuma um pito que nunca apaga.

Travesso como nenhum outro, ele adora se esconder nas cozinhas, azedar o leite, esconder as ferramentas e trançar o rabo dos cavalos. É o rei das travessuras e da confusão. Mas, apesar da bagunça, o Saci também é guardião da mata: protege os bichos e as plantas, e castiga quem maltrata a natureza.

Quem quiser pegar o Saci precisa ser rápido e esperto. É preciso esperar o redemoinho aparecer, jogar uma peneira de cruzeta por cima e capturá-lo no ar. Depois, basta colocá-lo numa garrafa verde e tapar bem com uma rolha. Mas cuidado: ele vai prometer riquezas, pedir liberdade e tentar enganar com seu riso zombeteiro.

Para evitar o Saci, basta deixar um cachimbo aceso ou uma corda de nós perto da porta. Ele perde tempo tentando desatar os nós ou fumar o pito e esquece de pregar peças.

Dizem que, quando o Saci é solto da garrafa, ele some girando em vento, deixando só o som de sua risada no mato. Mas há quem jure que, de vez em quando, ao entardecer, o redemoinho volta a dançar — e lá está o Saci de novo, pulando numa perna só, pronto para aprontar mais uma travessura.

Sobre o Saci-pererê eu só escrevo de noite. Ele é um personagem fantástico, um elemental encantado com provável origem entre os indígenas da região sul do Brasil. Moleque que pula em uma perna só, o danado gosta de pitar seu cachimbo de barro e é chegado a fazer travessuras.

O saci é visto por alguns como um diabinho perigoso e por outros como um moleque brincalhão. Oriundo de um Brasil florestal, é capaz também de fazer suas traquinagens nas cidades. Por isso, fique atento.

De origem indígena, o saci acabou ganhando contornos resultantes de influências africanas e portuguesas que caracterizam a formação brasileira. Ele talvez seja um pouquinho como Aroni, um menino que pula em uma perna só e acompanha nas florestas o orixá Ossain, o grande curandeiro das folhas dos candomblés afro-brasileiros. Em alguns mitos de Ifá, o próprio Ossain só teria uma perna, feito um tronco de árvore.

O saci pode ser também o Trasgo, encantado que vive de fazer peraltices na região de Trás-os-Montes, norte de Portugal. O Trasgo é baixinho (há quem diga que tem no máximo 20 cm) e usa um gorrinho vermelho que concentra o seu poder sobrenatural.

E você sabe de onde vem a palavra pererê? Do tupi pererek-a: andar aos pulos, saltar.

Hipátia de Alexandria: A Guardiã das Estrelas

Em uma Alexandria pulsante, onde o conhecimento do mundo antigo se concentrava em papiros e pergaminhos, viveu uma mulher cuja inteligência brilhava mais que as estrelas que tanto amava estudar. Seu nome era Hipátia. Filha de Theon, um renomado matemático e o último diretor do lendário Museu de Alexandria, ela cresceu entre os sussurros da filosofia e a precisão dos números.

Desde cedo, Hipátia demonstrou uma mente inquieta e uma sede insaciável por sabedoria. Sob a tutela de seu pai, ela mergulhou nos estudos da matemática, astronomia e filosofia, superando rapidamente seus mestres. Sua casa tornou-se um farol intelectual, atraindo jovens mentes de todo o Império Romano, cristãos e pagãos, todos ansiosos por aprender com a mulher que ousava desvendar os segredos do universo.

Com uma túnica de filósofa e a mente afiada, Hipátia lecionava sobre as obras de Platão e Aristóteles, e desvendava os complexos teoremas de Diofanto e Apolônio. Para ela, a busca pelo conhecimento era a mais nobre das jornadas, uma união com a verdade. Aos que a questionavam sobre o motivo de nunca ter se casado, ela respondia com um sorriso sereno: “Sou casada com a verdade”.

Hipátia não se limitava à teoria. Com suas próprias mãos, construiu instrumentos como o astrolábio, que mapeava os céus, e o hidrômetro, que media a densidade dos líquidos. Sua fama de grande solucionadora de problemas se espalhou, e matemáticos de terras distantes enviavam-lhe cartas com questões que apenas sua mente brilhante poderia resolver.

No entanto, a Alexandria de Hipátia era uma cidade em ebulição. O cristianismo, agora a religião oficial do império, expandia sua influência, e as tensões com o paganismo e o judaísmo cresciam a cada dia. Hipátia, uma filósofa neoplatônica pagã, era uma figura de destaque e influência, conselheira de Orestes, o prefeito romano da cidade.

Sua amizade e influência sobre Orestes a colocaram no centro de uma perigosa disputa política com Cirilo, o bispo de Alexandria. Em uma cidade dividida pelo fanatismo, a sabedoria e a lógica de Hipátia foram vistas como uma ameaça. Rumores maliciosos começaram a se espalhar, acusando-a de bruxaria e de impedir uma reconciliação entre o prefeito e o bispo.

Em uma manhã fatídica de março de 415, durante a Quaresma, o ódio que vinha sendo semeado floresceu em violência. Uma multidão de fanáticos, incitada por discursos inflamados, cercou a carruagem de Hipátia. Arrastada para uma igreja, a mulher que dedicara sua vida à razão foi brutalmente assassinada.

A morte de Hipátia não foi apenas o fim de uma vida extraordinária, mas um símbolo trágico da perda do conhecimento clássico e da ascensão da intolerância. A chama de uma das mentes mais brilhantes da Antiguidade foi extinta, mas sua história ecoa através dos séculos, um lembrete atemporal da coragem de uma mulher que ousou ser sábia em um mundo que temia a luz do conhecimento.

aquela bagunça …

https://www.oecd.org/en/publications/results-from-talis-2024-country-notes_e127f9e2-en/brazil_1e93d3b5-en.html

A Talis é uma das principais pesquisas do mundo sobre a condição de trabalho de professores e diretores de escolas. Realizada desde 2008, ela permite comparações internacionais sobre a docência. Nessa edição, a pesquisa ouviu mais de 280 mil professores e diretores de 17 mil escolas em 54 sistemas educacionais

Período Hadeano

O Período Hadeano, ou Éon Hadeano, é a primeira e mais antiga fase da história da Terra, estendendo-se desde a formação do planeta, há cerca de 4,5 bilhões de anos, até aproximadamente 4 bilhões de anos atrás. O nome “Hadeano” vem do grego Hades, que se refere ao submundo, refletindo as condições infernais do planeta nesse período inicial.

“Hades era um dos deuses presentes na mitologia grega, conjunto de mitos que fazia parte da religiosidade dos gregos antigos. Hades é conhecido por ser o deus do submundo, o lugar dentro da cosmogonia grega para o qual iam os mortos. O submundo na mitologia grega também é conhecido como Hades. Assim, o nome pode ser usado para designar tanto o deus quanto o lugar em que ele reinava.” – VEJA MAIS –

Alienígenas

Extraterrestres? Talvez a vida seja uma condição universal e não particular da biosfera terrestre.

Alienígena: O termo tem origem no latim “alienus”, que significa “estranho” ou “de outro”, e é sinónimo de extraterrestre ou estrangeiro, dependendo do contexto…

utopia.cientifica

🚀 O rover Perseverance pode ter encontrado um dos sinais mais claros de vida já vistos em Marte. Em julho de 2024, ele perfurou uma rocha no antigo leito de rio Neretva Vallis, que abastecia o lago da cratera Jezero.

A amostra revelou minerais como vivianita e greigita, comuns na Terra em locais onde micróbios vivem e transformam o ambiente. Além disso, foram detectados padrões de carbono orgânico e texturas que se formam em baixas temperaturas — condições favoráveis para preservar possíveis marcas de vida.

Mas a ciência exige cautela. Esses sinais também podem surgir sem biologia, em reações químicas naturais ou até por meteoritos. Por isso, a NASA chama o achado de bioassinatura potencial, não de prova definitiva. Ainda assim, o estudo mostra que Marte teve ambientes aquosos e químicos compatíveis com a vida.

Agora, a expectativa é trazer essas amostras para a Terra, onde exames avançados poderão revelar se realmente estamos diante de evidências de antigos micróbios marcianos. 🌌🔴

✨ Será que estamos mais perto de confirmar que não estamos sozinhos no Universo?

Fonte 👇🏻

https://www.nature.com/articles/s41586-025-09413-0

Japão de Hayao Miyazaki

A casa de banhos do filme “A Viagem de Chihiro” foi inspirada principalmente pelo Dogo Onsen, em Matsuyama, e também pelo Sekizenkan, em Shima Onsen, no Japão, e pela Casa de Chá Amei em Jiufen, Taiwan. Estes locais são estabelecimentos históricos de águas termais (onsen) com arquitetura impressionante que se assemelha ao mundo mágico do filme de Hayao Miyazaki.

O Dogo Onsen, em Matsuyama, na província de Ehime, Japão, é uma das fontes termais mais antigas do país, com um edifício de madeira icónico, o Dogo Onsen Honkan, construído em 1894, que foi Património Cultural Importante e inspiração para o filme “A Viagem de Chihiro”. O complexo, que tem uma história de mais de 3.000 anos, oferece águas termais ricas em nutrientes, o acesso à área é feito de bonde a partir do centro de Matsuyama e a região mantém uma atmosfera de cidade turística com várias lojas e ryokans, de acordo com Dogo Onsen em Matsuyama, Ehime.

Dogo Onsen

O Sekizenkan é um histórico e prestigiado ryokan (estalagem japonesa) em Shima Onsen, Gunma, Japão, conhecido por ser a mais antiga estalagem de fontes termais do Japão e por sua conexão com a animação “A Viagem de Chihiro”. A propriedade é composta por três edifícios e oferece diversas opções de banhos termais, incluindo o icónico Genroku no Yu, e é um importante bem cultural devido à sua arquitetura e história.

Sekizenkan

Tainá e a Chuva

A menina indígena Tainá, o urubu-rei Pepe, o macaco Catu e a ouricinha Suri são os Guardiões da Amazônia. Mas hoje está chovendo e os animais estão todos recolhidos. Inclusive eles, que estão abrigados embaixo de uma grande folha. Suri, no entanto, não está muito feliz. Ela morre de medo de chuva e conta que uma vez quase se machucou numa tempestade. Um a um, os Guardiões contam suas histórias sobre a chuva. Para Catu, a chuva é poderosíssima porque pode transformar simples macaquinhos em super-heróis! Para Tainá, a origem da chuva remete a uma antiga lenda indígena. Já Pepe, usa os argumentos científicos para convencer Suri que não tem porque ter medo da chuva. Mas será que Suri vai se convencer?

O formato da Terra

Na mitologia egípcia, o céu tinha nome, rosto e alma. Era Nut, a deusa celeste, representada como uma mulher arqueada, cobrindo a terra com seu corpo repleto de estrelas. 🌌 Seu corpo formava a abóbada celeste. Ela engolia o Sol todas as noites… E o dava à luz todas as manhãs. Abaixo, Geb representava a Terra. Entre eles, Shu (o ar) mantinha o equilíbrio entre o visível e o invisível, entre o alto e o baixo. Essa imagem não era apenas um mito: Era um mapa simbólico do universo e da alma humana. ✨ Para os egípcios, tudo tinha vida e significado. A Natureza era divina. O céu era sagrado. E o ser humano, parte viva dessa grande harmonia. Hoje, ao compararmos essa imagem com a Via Láctea, percebemos que a Sabedoria. Antiga não falava apenas de astronomia, mas de cosmovisão: De como viver com reverência, ordem e propósito. 📚 A Filosofia resgata esse olhar simbólico. Para lembrar que o mundo não é só matéria: É também mito, símbolo… e mistério. – @novaacropolepalmas
Essa é a representação da formação da Terra de acordo com os mitos egípcios
Nas mitologias chinesa, hindu e de povos indígenas americanos, o mundo era carregado por uma tartaruga – em alguns acasos por elefantes sobre o seu casco.
Navegar até o fim do mundo.
Terra Oca
Atlas carregando a abóbada celeste

O formato da Terra e sua posição no Universo tem intrigado o homem desde o início dos tempos.

Para desvendar como ela era, da forma que a conhecemos, foi necessária uma complicada façanha.

O que está além do que podemos ver?

Como a curiosidade é inerente aos seres humanos, esta questão foi compartilhada por diferentes culturas. Muitos, apesar de adotarem sistemas metafísicos e cosmológicos distintos, partiram da premissa de que a Terra é plana.

Mapa tradicional coreano
Mapa mundi, do século 8, com representação tradicional da crença coreana de que a Terra é plana

Essa era uma visão comum na Grécia antiga, na Índia, na China e em várias culturas indígenas.

Os antigos povos gregos, egípcios e mesopotâmicos acreditavam, por exemplo, que a Terra era um enorme disco rodeado por água. Os nórdicos, que compartilhavam de visão semelhante, acrescentavam que uma grande serpente vivia no mar.

Já para os chineses, a abóbada celestial era esférica, mas nosso planeta era plano e quadrado – assim como acreditavam os povos ameríndios.

Como explicar as estrelas

No século 6 a.C., os gregos acreditavam que o planeta era um disco plano rodeado por um oceano, mas coberto por uma cúpula hemisférica, pois a trajetória das estrelas seguia a forma de um arco.

O que os intrigava era que, dia após dia, o mesmo ritual se repetia.

Alguns pensavam que, quando as estrelas mergulhavam no horizonte, simplesmente desapareciam, e no dia seguinte surgiam estrelas novas, acesas em algum lugar do planeta; outros acreditavam que as estrelas ficavam submersas no mar e retornavam para o lugar de onde saíam diariamente.

No entanto, havia uma questão talvez ainda mais complexa para ser esclarecida: o que sustentava a Terra para que não caísse do céu?

Desenho que aparece no livro Astronomical Myths (1877)
Ilustração da Terra, conforme descreviam os mitos dos Vedas, textos considerados sagrados pelos hindus que datam do primeiro e segundo milênio a.C.(Foto: Science Photo Library)

Se sustentava sobre um ou mais pilares, é a resposta que parecia ser plausível em diversas culturas.

De acordo com textos que são base da antiga religião védica, a Terra seria sustentada por 12 pilares que, por sua vez, repousariam sobre os “12 sacrifícios dos virtuosos”. Eles poderiam ruir se a humanidade, guiada pelos monges védicos, não oferecesse sacrifícios aos deuses.

Os gregos também imaginavam um pilar, mas no século 6, Tales de Mileto sugeriu que o disco circular flutuava na água, o que explicaria fenômenos naturais como os terremotos.

Ilustração do mundo sob ponto de vista de Anaximander
O mundo de Anaximandro era assim, visto de cima, e rodeado por um céu esférico (Foto: Bibi saint-pol e angelito7)

No mesmo século, Anaximandro ousou dizer que a Terra flutuava no ar, sem qualquer outro suporte, além do equilíbrio que a proporcionava estar no centro de um céu completamente esférico, pelo qual as estrelas podiam viajar sem interromper sua trajetória.

A Terra seria esférica, como o céu?

Uma vez que o conceito da esfera foi introduzido, não tardou a aparecer a ideia de que a própria Terra tinha esse formato.

Questiona-se se foi o próprio Pitágoras ou alguém próximo a ele que concebeu essa ideia, mas o que se sabe é que a Escola Pitagórica foi responsável pela teoria da harmonia das esferas, segundo a qual todos os corpos celestes conhecidos são esféricos.

Desenho de cosmos pitagórico
No cosmos pitagórico, todos os planetas são esféricos, cada um tem seu céu, a órbita é o Sol, que gira ao redor da Terra, está entre Vênus e Marte (Foto: Science Photo Library)

Embora a tese de que o mundo é plano permaneça viva até hoje, a partir deste momento o conceito de que a Terra é redonda não parou de ganhar seguidores.

Um deles foi Platão (428-348 a.C.), alegando que:

  • Durante os eclipses da Lua, a sombra projetada na Terra é circular.
  • A curvatura da Terra – que impede uma visão completa do céu – é o que explicaria a mudança na configuração dos céus estrelados (altura das estrelas no horizonte) durante os deslocamentos latitudinais.

Mais tarde, o geógrafo grego e historiador Strabo (63 a.C.-24 d.C.) apresentou uma prova que requer apenas uma simples observação:

Quando um barco se afasta do porto, sua popa desaparece no horizonte antes do seu mastro… graças à curvatura da Terra.

Barcos
Quando os barcos navegam ao horizonte, a última coisa a desaparecer é o mastro

Perfeitamente esférica?

No fim do século 7, após anos de experimentos, medições, teorias e avanços, o acúmulo de conhecimento parecia indicar que a Terra não era perfeitamente esférica.

Até então, já se sabia, por exemplo, que nosso planeta não só gira em torno do Sol, como também gira sobre seu próprio eixo, como os outros planetas.

Isso levou o estudioso Robert Hook (1635-1703) a afirmar que os planetas eram elipsoides. Ele alegava que havia duas forças atuando sobre a superfície da Terra em diferentes direções: a gravidade, que puxava para o centro, e força centrífuga, uma força expulsiva.

Ilustração da Terra
Questionava-se se havia diferença entre os polos e o equador (Foto: Harvepino)

Uma das pessoas que decidiu explorar o tema foi o físico Isaac Newton (1642-1727).

Segundo ele, se a Terra não tivesse rotação diária, seria perfeitamente esférica porque a força da gravidade seria a mesma em todas as partes. Mas, como gira, ganha uma forma elipsóide.

Ao fazer cálculos teóricos a partir de um método engenhoso, no qual ele imaginava dois canais com líquido – um orientado pelo raio equatorial e o outro pelo raio polar – que se encontravam no centro, ele descobriu que o achatamento nos polos era de 1/230.

Mas ele não era o único a tentar. O proeminente matemático e cientista holandês Christiaan Huygens (1629-1695) usou seu próprio método e obteve um resultado diferente de Newton: 1/578.

Mas como comprovar as teses deles experimentalmente? Como determinar a forma do planeta?

Para acabar com as dúvidas e evitar desentendimentos teóricos, a Academia Francesa decidiu enviar, sob o comando do rei, duas equipes para fazer medições em latitudes muito diferentes.

Um grupo saiu em 1735 com destino ao Peru e o outro, em 1736, para a Lapônia, no norte da Escandinávia.

A expedição à Lapônia voltou sem problemas e relatou seus resultados em 1737: suas medições indicavam claramente que o achatamento era de 1/178.

Mas não botou um ponto final no debate.

Enquanto isso, no Peru…

A expedição ao Peru não teve a mesma sorte que a da Lapônia.

A equipe partiu com a ideia de passar 3 ou 4 anos fazendo medições. Mas se passaram nove anos até que alguns voltassem ao solo europeu, e muitos nunca retornaram.

O cirurgião da expedição foi morto com uma espada, enquanto o mais jovem da equipe sucumbiu à malária. Membros do grupo lutaram entre si e ficaram doentes porque estavam preparados para o calor úmido da selva e foram surpreendidos pela altitude e o frio. Além disso, gastaram todo o orçamento, tendo que abandonar dois integrantes do grupo no Novo Mundo por falta de dinheiro.

Em 1744, eles finalmente regressaram munidos de dados científicos que sanaram todas as dúvidas e deram razão a Newton.

Desde então, descobriu-se que a Terra não é uma esfera perfeita: o diâmetro de um polo a outro é menor do que o diâmetro da linha do equador. A diferença é pequena: o diâmetro equatorial tem cerca de 12,7 mil quilômetros, enquanto o dos polos mede cerca de 40 quilômetros a menos.

O motivo dessa diferença não está apenas nas forças da gravidade e centrífuga perpendiculares ao eixo de rotação, mas também em sua consistência.

Se a Terra fosse de um material sólido, essas forças não teriam efeito algum em sua forma.

Mas nosso planeta tem um interior fundido, com placas tectônicas em sua crosta fina que podem se mover e, portanto, não é uma esfera sólida.

A Terra é “viscosa” e isso explica o ligeiro achatamento nos polos.

E identificar isso também é uma façanha da mente humana, uma vez que do interior do planeta sabemos menos do que do espaço.

FONTE!!!

VER MAIS – Terra plana: e se fosse verdade?

AULA EXTERNA -Etnoastronomia e o surgimento da Terra – khanacademy

As imagens que mostram como a Terra mudou nos últimos 50 anos

Ônibus espacial

O ônibus espacial, também conhecido como vaivém espacial, foi um sistema de transporte espacial reutilizável desenvolvido pela NASA. Ele consistia em um orbitador, um tanque externo e dois foguetes auxiliares de combustível sólido. O orbitador era a parte principal, onde a tripulação e a carga eram transportadas, e que retornava à Terra para pousar como um avião. O programa do ônibus espacial realizou diversas missões importantes, como lançamento e manutenção do Telescópio Espacial Hubble e construção da Estação Espacial Internacional. 

Estação Espacial Internacional (EEI)

Estação Espacial Internacional (EEI) (em inglês: International Space Station, ISS) um laboratório espacial completamente concluído, cuja montagem em órbita começou em 1998 e terminou em 2011.

A estação encontra-se em uma órbita baixa em torno de 400 km de altura e pode ser vista da Terra a olho nu, viaja a uma velocidade média de 27 700 km/h, completando quase 16 pores do sol por dia.

O ambiente espacial é hostil à vida. A presença desprotegida no espaço é caracterizada por um campo de radiação intensa, alto vácuo, temperaturas extremas e microgravidade.

Algumas formas simples de vida podem sobreviver neste ambiente em um estado extremamente seco chamado dessecação.

Escravos do celular Hordas e hordas a digitar


OS INFERNAUTAS
Carlos Melo (Castelo) e Laert Sarrumor


Ó, senhor deus da internet, diz quem são esses zumbis navegando por aífeito uns marionetes Não é coisa nada bela ó deus dos conectados, bilhões de pobres coitados olhando pra uma tela Clica, clica, clica, clica Curte, parte compartilha Clica, clica, clica, clica Tudo se digitaliza Escravos do celular Hordas e hordas a digitar Escravos do celular Horas e horas a digitar É uma estranha escravidão que desvaloriza o homem até na hora que comem eles clicam a refeição Porque é preciso postar mostrar o que se fez até no Canal de Suez partilhar, compartilhar Clica, clica, clica, clica Curte, parte compartilha Clica, clica, clica, clica Tudo se digitaliza Escravos do smartphone Seja da Apple, seja da Sony (2x)
No Egito era Ramsés quem mandava e desmandava em Roma, César falavα se curvavam as galés Hitler dominou a terra detonou os Rosenberg mas o Mark Zuckerberg esse, sim, ganhou a guerra
(Recitativo: aí os mano do Língua de Trapo, tamo junto nessa onda tecnológica, se liga na mensagem… Em 86, Língua de Trapo já falava, do assunto informática, na Balada Cibernética, e no Poema da Eletricidade que dizia, que o computador não seja eterno, posto que é fabricado em Manaus, mas que seja infinito enquanto dure, a garantia. Anos 90, continua a temática, com a música Conformática, do Ayrton Mugnaini, onde ele assim se exprime, informatização, informatização, a máquina evolui, o homem fica paradão. Informatização, informatização, a máquina evolui e os “playba” fica paradão. 2015, no meio de toda zona, o assunto volta à tona, agora com os Infernautas, escravos do celular, hordas e hordas a digitar. E assim encerro esse meu breve resumo, já não sei mais qual é o rumo, que esse mundo vai tomar, o futuro ninguém sabe, e não há ninguém que escape, qualquer hora nós se tromba, num papo do WhatsApp)
Navegar é um vício Viver já não consigo Digitar é um vício Viver já não consigo Celular é um vício Viver não é possível

Egoísmo – imagens sobre

EGOÍSMO

É colocar os seus próprios interesses, opiniões, desejos ou necessidades acima dos outros, sem considerar o ambiente ou a vontade das demais pessoas que está se relacionando.

O contrário do egoísmo é o altruísmo.

É a atitude de quem se recusa a compartilhar o que tem demais com as outras pessoas.

Numa conversa, uma pessoa é considerada egoísta quando só ela quer falar ou só as histórias delas importam, ou ainda, quando não dá atenção quando o assunto não é com ela.

Uma pessoa egoísta vive num mundo estreito, que só cabe ela mesma.

O egoísmo pode parecer força ou independência, mas, na verdade, revela insegurança e medo de perder algo.

É preciso lembrar que viver em grupo exige empatia, escuta e partilha.

ALTRUÍSMO

É colocar o outro em consideração: seus sentimentos, necessidades e realidades.
Ser altruísta não significa esquecer de si, mas lembrar que ninguém vive sozinho.

Chamamos de altruísmo a atitude de quem oferece ajuda, divide o que tem e escuta com atenção.

Ser altruísta é aceitar os outros e tornar o convívio mais leve — e a vida, mais justa e bonita para todos.

o que é identidade?

O que define nossa identidade: nossa aparência, nosso passado, nossas ações?

Reflita esse aforisma: “Ser eu é descobrir, todo dia, quem sou e quem posso ser.”

A identidade é aquilo que faz você ser você mesmo, mesmo quando tudo à sua volta muda. É como um fio invisível que atravessa o tempo e conecta todas as suas versões — o bebê que você foi, a criança que brinca hoje, e o adulto que ainda vai ser.

Alguns filósofos dizem que a identidade está na memória — nas histórias que você conta sobre si mesmo. Outros pensam que ela está nas suas ações, nas escolhas que você faz. E há ainda quem diga que a identidade não é uma coisa fixa, mas algo que vai se formando ao longo da vida, como uma escultura em construção.

A identidade também é o modo como você se vê e como é visto pelos outros. É um espelho por dentro e por fora.

No fundo, ser alguém é uma mistura única de corpo, pensamento, sentimento e história.

Ritual de passagem para vida adulta – Sateré-Mawé

No Brasil, entre os povos originários, as crianças precisam passar por um ritual para deixarem a infância.

Um ritual é um evento ou acontecimento que marca uma mudança. Pode ser um aniversário, um casamento ou uma formatura.

Os rituais são encenações em que as pessoas repetem antigas histórias, cheias de palavras e símbolos, que servem para iniciar ou encerrar uma mudança existencial.

O ritual de passagem da infância para a vida adulta do povo Sateré Mawé é um dos mais conhecidos.

Nele, um menino, depois de um longo ritual, em que formigas tucanderias são colhidas e costuradas em uma luva, deve colocar as mãos nela, recebendo muitas picadas. Durante esse período, músicas são cantadas dizem que ele deve suportar a dor e o medo com força e coragem para se tornar um guerreiro.

Segundo o povo Sataré-Mawé a dor e o medo servem para fazer a criança acordar e entender que a partir desse momento as pessoas também vão precisar dela e que vai precisar criar formas de lidar com os outros e de resolver problemas.

O ritual da Tucandeira Sateré-Mawé: corpo tradição e dor.

O som do Í-nhaã-bé do rito Sateré-Mawé
Nas mão do menino, a força e coragem vencem a dor
O som do Í-nhaã-bé do rito Sateré-Mawé
Nas mão do menino, a força e coragem vencem a dor

As mãos pretas pintadas jenipapo e carvão
Trêmulas ansiosas a espera do ferrão
As mãos pretas pintadas jenipapo e carvão
Trêmulas ansiosa a espera do ferrão

Saaripé, saaripé, saaripé, saaripé, saaripé
Dança povo mawé
Dança, dança, dança

Saaripé, saaripé, saaripé, saaripé, saaripé
Dança povo mawé
Povo mawé, povo mawé

Menino Sateré-Mawé
Levante tuas mãos, não tenha medo filho
Essa é a prova pra te ser guerreiro

Héi rawê, rawê. Hêi rawê, rawê. Hêi rawê, rawê
A força é a coragem vencem a dor
O som Í-nhaã-bé do rito Sateré-Mawé
Nas mãos do menino a força e coragem vencem a dor

A invenção da infância

O premiado documentário de Liliana Sulzbach entrevista crianças em situações sociais distintas, abordando suas diferentes perspectivas sobre a infância.

Atravessando do trabalho infantil à exposição midiática de conteúdos adultos, o filme traça uma reflexão sobre o que é ser criança no mundo contemporâneo.

Infância …

Saiba: todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão também
Hitler, Bush e Sadam Hussein
Quem tem grana e quem não tem

Saiba: todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
E também você e eu

Saiba: todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar

Saiba: todo mundo vai morrer
Presidente, general ou rei
Anglo-saxão ou muçulmano
Todo e qualquer ser humano

Saiba: todo mundo teve pai
Quem já foi e quem ainda vai
Lao, Tsé, Moisés, Ramsés, Pelé
Ghandi, Mike Tyson, Salomé

Saiba: todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara, Pinochet
E também eu e você

Villa Lobos – 12 Cirandinhas

01. Villa-Lobos – Cirandinha No.1 Zangou-se o cravo com a rosa 02. Villa-Lobos – Cirandinha No.2 Adeus, bela morena 03. Villa-Lobos – Cirandinha No.3 Vamos, maninha 04. Villa-Lobos – Cirandinha No.4 Olha aquela menina 05. Villa-Lobos – Cirandinha No.5 Senhora pastora 06. Villa-Lobos – Cirandinha No.6 Cai, cai, balão 07. Villa-Lobos – Cirandinha No.7 Todo o mundo passa 08. Villa-Lobos – Cirandinha No.8 Vamos ver a mulatinha 09. Villa-Lobos – Cirandinha No.9 Carneirinho, carneirão 10. Villa-Lobos – Cirandinha No.10 A canoa virou 11. Villa-Lobos – Cirandinha No.11 Nesta rua tem um bosque 12. Villa-Lobos – Cirandinha No.12 Lindos olhos que ela tem.

Mário de Andrade, sobre Villa-Lobos:

“(…) O grande compositor brasileiro foi realmente o único dos compositores que até agora nos deu a história da criança. E se lhe descreveu sorridentemente as felicidades e lhe interpretou gravemente o trágico psicológico, na série incomparável das “Cirandas”, fundiu inventivamente a graça e o drama, pelas formas bipartidas em que a primeira parte intensamente dramática se continua por uma segunda, florida pelas nossas cantigas-de-roda, que são das mais belas do mundo.” (Mário de Andrade. “Sonoras crianças”. In: Música, doce música. 2ª ed. São Paulo: Martins, 1976, pp. 303-308)

Sempre que você se sentir perdido, que de dentro do seu peito, você sentir que algo não está bem, ouça seu interior. Pare! Nossa mente nos ensurdece, tentando fazer o mundo ter sentido. O problema é que ela faz parecer normais os maiores absurdos, se esses absurdos forem revestidos de sentido, de uma lógica. Sabendo que a fonte do sentimento de verdade reside em nosso coração, e não em nossa mente, saber ouvir essa voz/luz de dentro do seu peito é um dos primeiros sinais de grande sabedoria.

Avarento

Avarento é um adjetivo* que se refere a uma pessoa que tem um desejo obsessivo* por adquirir e acumular dinheiro, ou que guarda ciosamente* o que possui.

Uma pessoa avarenta é também conhecida como: Pão-duro, Mão-de-vaca, Unha-de-fome, Muquirana, Mão de figa.

A avareza é considerada um dos sete pecados capitais, pois é um vício que gera outros pecados e vícios.

A palavra avarento deriva do latim e significa “ávido por cobre”

* Obsessivo: preocupação muito grande com alguma coisa, ao apego exagerado a uma mesma ideia. Necessidade intensa ou ideia fixa de fazer algo independentemente da sua própria vontade.

* Ciosamente: adjetivo que significa ciumento, zeloso, ou que deseja conservar algo sem mexer. 

Um conto de Natal:

Um conto de Natal (Charles Dickens)

Breve Resumo de Um cântico de Natal – por Fabricio Fonseca Moraes 

Em Londres do século XIX, havia um homem chamado Ebenezer Scrooge,“Ora, Scrooge era um nome bastante conhecido na Bolsa, e sua assinatura era um documento valioso, onde quer que ele a colocasse.” Sua casa comercial se chamava Scrooge&Marley. Apesar do sócio de Scrooge, Jacob Marley, ter falecido há 7 anos, Scrooge nunca mudou o nome da firma. Fazia exatamente 7 anos que ele havia morrido, justamente numa véspera de natal.

Scrooge era um homem solitário e avarento. Que detestava todo e qualquer desperdício. E era assim que ele considerava o Natal. Desperdício de tempo e dinheiro.

No geral, Scrooge só tinha por perto seu fiel funcionário Bob Cratchit, um homem simples, dedicado, que suportava trabalhar nas mais miseráveis condições que Scrooge impunha. Era casado e tinha vários filhos dentre eles “Tinzinho”.

“Pobre Tinzinho! Trazia umas muletinhas, e suas
pernas eram sustentadas por um aparelho de metal.”

Nesta véspera de Natal, como fazia de hábito, o sobrinho de Scrooge, Fred, veio a sua loja para convidado-lo para comemorar o Natal com sua família. Isso irritou Scrooge, que via no Natal uma grande besteira. Apesar disso, Fred, um homem alegre, otimista, não se abalou com a posição do tio.

Nessa mesma tarde, Scrooge recebeu a visita de um homem que pedia doações para os necessitados. Scrooge não lhe deu ouvidos, dizendo que não daria nada. Pois, nada tinha a ver com isso, os necessitados que fossem para a prisão ou asilos.

Nessa noite, Scrooge recebe uma estranha visita. Era seu antigo sócio que havia falecido 7 anos antes. Marley tinha preso a si correntes e nessas correntes estavam livros e cadernos, iguais aos que usava quando trabalhava. Marley contou a Scrooge, que ele estava condenado a arrastar aquelas correntes devido a vida que ele viveu. Mas, ele disse que para Scrooge ainda haveria uma chance, pois, naquela noite ele seria visitado por 3 espíritos do Natal.

O primeiro espirito se apresentou a Scrooge, conforme havia sido dito por Marley. O primeiro Espírito se apresentou como o Espirito dos Natais passados. Ele levaria Scrooge visitar alguns locais.

Primeiro, o espírito o levou ao colégio interno onde estudava e, onde passava os feriados e o natal sozinho.

Depois, levou ao ano em que sua irmã levou a noticia que ele não passaria o natal sozinho mais. Com essa visão, o espirito lembrou a Scrooge de sua querida irmã, que morreu cedo. Deixando apenas seu único sobrinho, Fred, deixou-o constrangido.

O espirito passou por cenas de sua juventude, até leva-lo a ver sua ex-noiva, a quem perdeu por ter se deixado levar pelo dinheiro. O espirito o levou a ver sua antiga amada, que se casou e teve filhos com outro homem, enquanto Scrooge vivia em função do dinheiro.

Após, a visita ao passado, apareceu em seu quarto o segundo espirito, o Espirito do Natal Presente, que o levou para passear (invisível) pela cidade.

A primeira parada foi na casa de Bob Cratchit, onde ele pode ver a família e a modesta ceia de natal de seu fiel funcionário. Toma conhecimento do problema do “Tinzinho”, filho de Bob, que tinha problemas de saúde e deficiência física.

Muito surpreendeu Scrooge quando no momento de levantar o brinde.

Subitamente, ergueu os olhos ao ouvir pronunciar seu nome.
– À saúde do senhor Scrooge! dizia Bob. A saúde de meu patrão, graças ao qual estamos hoje em festa! (…)

 É preciso, de fato, que seja dia de Natal, replicou a mulher, para que se beba à saúde de um homem tão detestável, ladrão, cruel e sem coração como o senhor Scrooge. (…)- Se eu beber à saúde dele; será só por você e por ser dia de Natal, mas não por ele mesmo.

Em seguida, o Espirito o levou a casa de seu sobrinho Fred, que bebia, jogava e se divertia com a família. Quando veio o assunto do encontro de entre ele e Scrooge. Ele dizia, que seu propósito seria todos os anos convidar o tio para jantar com eles. Por fim, após muita conversa, Fred, levanta o brinde.

Assim, pois, à saúde do tio Scrooge!
– ótimo! A saúde do tio Scrooge!exclamaram todos.
– Um feliz Natal e um feliz ano novo a este querido cavalheiro! exclamou o sobrinho de Scrooge. Que este voto, que ele não aceitará de mim, possa ser para ele o portador de mil felicidades! Portanto, à saúde do tio Scrooge!

Após visitar seu sobrinho, Scrooge foi levado para casa, onde Scrooge aguardou a terceira visita. O terceiro espirito era uma figura sombria, encapuzada, não falava, apenas apontava o caminho. Era o espirito dos natais futuros. O espirito o levou pelas ruas da cidade, até a bolsa, onde ouviu conhecidos conversando sobre alguém que havia falecido, mas, que ninguém tinha interesse em ir ao velório.Posteriormente, o levou a uma cabana, onde pessoas falavam de um morto, do qual haviam saqueado seus bens. Scrooge foi levado ate o quarto onde estava o morto do qual falavam, mas, ele não teve coragem de levantar os lençóis que o cobriram Scrooge pediu para que o espirito o levasse para algum lugar onde alguém tivesse alguma emoção pelo morto, o espirito o levou a um casal que tinha dívidas com o  morto, a emoção que ele viu foi de alegria, pois, o falecido era um credor impiedoso. Scrooge pediu que o levasse a um lugar onde houvesse uma expressão de doçura pelo morto. Ele foi levado por ruas conhecidas até a casa dos Cratchts, lá seu fiel empregado, ainda se lamentava por ter perdido também seu filho, o “Tinzinho”. Por fim, vendo que a hora avançava, Scrooge pede que o espirito revele quem era o morto. O espirito o leva até o cemitério e, entre os túmulos, numa lápide abandonada ele vê o seu próprio nome: Ebenezer Scrooge. Ele fica desesperado, pergunta se ainda há uma chance de mudar o futuro, mas, quando se deu por si, já estava no em seu quarto.

Ao verificar que estava no seu quarto, e perceber  e ainda tinha tempo afirmou:

Quero viver no passado, no presente e no futuro, repetiu Scrooge, saltando do leito. A lembrança dos três espíritos virá em meu auxílio para tanto.

Ao amanhecer no Natal, Scrooge se levantou tratou de começar a mudar sua vida, a partir das revelações dos espíritos do Natal. Agradecido por ter ainda chance viver, passou a ser simpático com as pessoas, mandou entregar um peru, para ao almoço de natal da família de Cratchit, ao encontrar o homens q lhe solicitaram uma doação, reviu sua posição e fez uma doação que assustou aos homens. Em seguida, se dirigiu a casa de seu sobrinho Fred, assustando a todos com sua presença, mas, ele aproveitou cada momento, desse dia de Natal. No dia seguinte, no trabalho, aumentou o salario de Bob Crachit, de quem se tornou não só um bom patrão, mas, um bom amigo.

Scrooge cumpriu a palavra, e ainda foi muito além. Fez tudo quanto havia resolvido fazer e ainda fez mais. Com referência ao pequeno Tini – que não morreu –, Scrooge foi para ele verdadeiramente um segundo pai. Em breve, tinha-se tornado o melhor amigo, o melhor patrão, o melhor homem que jamais se encontrou em nossa velha cidade ou em qualquer outra velha cidade.(…) Seu coração estava alegre e feliz, e isso lhe a bastava. Ele não teve relações com os espíritos, mas manteve a melhor das relações com seus semelhantes, e diziam mesmo que não havia nenhuma pessoa que festejasse com mais entusiasmo as festas de Natal”

164 anos do livro “A Origem das Espécies”

  • Charles Darwin era um naturalista britânico que propôs a teoria da evolução biológica por seleção natural.
  • Darwin definiu evolução como “descender com modificações”, a ideia de que as espécies mudam ao longo do tempo, dão origem a novas espécies e compartilham um ancestral comum.
  • O mecanismo que Darwin propôs para evolução é a seleção natural. Em razão dos recursos limitados, organismos com características hereditárias que favoreçam a sobrevivência e a reprodução tendem a deixar mais descendentes do que os demais, o que faz com que essas características aumentem em frequência ao longo das gerações.
  • A seleção natural faz com que as populações se tornem adaptadas, ou cada vez mais bem integradas a seus ambientes ao longo do tempo. A seleção natural depende do ambiente e requer a existência de variações genéticas em um grupo.
  • (fonte)

Veja a aula no khanacademy – clique aqui!

Paradoxo

Um paradoxo é uma situação ou uma ideia que parece se contradizer, mas que, ao mesmo tempo, pode ter um fundo de verdade ou fazer sentido de uma maneira inesperada.

É como uma espécie de quebra-cabeça para o pensamento: algo que, à primeira vista, parece impossível ou confuso, mas que nos faz refletir profundamente.

1. Paradoxo de Zenão (Paradoxo de Aquiles e a Tartaruga)

Zenão argumenta que, para Aquiles alcançar a tartaruga, ele deve primeiro percorrer metade da distância até ela, depois metade da distância restante, e assim por diante, o que cria uma sequência infinita de passos. Isso sugere que Aquiles nunca poderia ultrapassar a tartaruga, o que contradiz nossa experiência.

2. Paradoxo de Epimênides (Paradoxo do Mentiroso)

Epimênides, um cretense, disse: “Todos os cretenses são mentirosos.” Se ele está dizendo a verdade, então ele está mentindo, mas se ele está mentindo, então ele está dizendo a verdade. Isso gera um ciclo de contradição.

3. Paradoxo do Avô

Um clássico paradoxo temporal: se alguém viaja no tempo e mata seu próprio avô antes de ele conhecer a avó, o viajante não teria nascido, logo, não poderia ter viajado no tempo para matar o avô. Isso cria uma contradição no conceito de viagem no tempo.

4. Paradoxo do Gato de Schrödinger

Um experimento mental da mecânica quântica em que um gato é colocado em uma caixa com um dispositivo que tem 50% de chance de matá-lo. De acordo com a interpretação de Schrödinger, o gato está simultaneamente vivo e morto até que alguém observe a caixa. O paradoxo desafia nossas noções de realidade e observação.

5. Paradoxo de Russell

Esse paradoxo foi formulado por Bertrand Russell e revela uma inconsistência na teoria ingênua dos conjuntos. Pergunta-se: o conjunto de todos os conjuntos que não contêm a si mesmos é um membro de si mesmo? Se sim, então não deveria ser; se não, então deveria ser.

6. Paradoxo da Onipotência

Pode um ser onipotente criar uma pedra tão pesada que ele mesmo não possa levantar? Se pode, então não é onipotente porque não pode levantar a pedra; se não pode, então não é onipotente porque não pode criar a pedra.

7. Paradoxo de Banach-Tarski

Esse é um paradoxo matemático que diz que é possível pegar uma esfera, dividi-la em um número finito de pedaços, e rearranjá-los de tal forma que você acaba com duas esferas do mesmo tamanho da original. Isso é possível devido às propriedades de conjuntos infinitos em matemática, mas é completamente contra-intuitivo.

8. Paradoxo do Barbeiro

O barbeiro é aquele que faz a barba de todos os homens da cidade que não fazem a barba por si mesmos. Quem faz a barba do barbeiro? Se ele faz a própria barba, então ele não deveria se barbear (porque só barbeia quem não faz por si). Se ele não faz, então ele deve barbear a si mesmo. O paradoxo resulta de uma contradição lógica.

9. Paradoxo de Fermi

Levanta a questão: se o universo é tão vasto e potencialmente cheio de vida inteligente, por que ainda não encontramos nenhuma evidência de civilizações extraterrestres? A aparente ausência de sinais ou contato é um paradoxo, dada a probabilidade matemática de que outras formas de vida existam.

10. Paradoxo do Burro de Buridan

Esse paradoxo é sobre um burro faminto e sedento que está igualmente distante de um balde de água e de um fardo de feno. Incapaz de decidir qual escolher, o burro morre de fome e sede. Isso ilustra a dificuldade de tomar decisões quando as opções são igualmente atraentes.

11. Paradoxo da Tolerância (Paradoxo de Popper)

Formulado por Karl Popper, esse paradoxo argumenta que, se uma sociedade for ilimitadamente tolerante, a própria tolerância será destruída pelos intolerantes. Logo, para manter uma sociedade tolerante, deve-se ser intolerante com a intolerância.

12. Paradoxo de Simpson

Na estatística, o Paradoxo de Simpson mostra que uma tendência que aparece em vários grupos diferentes pode desaparecer ou até reverter-se quando esses grupos são combinados. Ele destaca como as correlações podem ser enganosas.

Esses paradoxos desafiam nossa lógica e percepção, forçando-nos a questionar noções aparentemente simples sobre a realidade, o tempo, a verdade e o conhecimento.

Os Doze Trabalhos de Hércules – Zé Ramalho

Os doze trabalhos de Hércules
Destino que Zeus lhe deu
Castigos ou penitências
Nas ordens do rei Eristeu

Caçar o leão da Lua
Em cuja pele nada penetra
A Hidra de Lerna, dragões
9 cabeças tão imortais

Ou a Corça dos pés de bronze
A Cerinita dos chifres de ouro
Golpes de clava vão destruir
O javali do monte Erimanto

Os cavalos do Rei Áugias
Cavalariças para limpar
Muitos perigos esperam Hércules
Tantos segredos por desvendar

Como as aves do lago Estínfale
O touro louco da ilha de Creta
De Diomédes trazer seus cavalos
E da rainha Hipólita, o cinto

Os bois do Rei Gérion
Outro gigante para enfrentar
Tirar o pomo do jardim da Hespéride
Matar a Cérbero que é o cão do mal

Os doze trabalhos de Hércules
A todos eles irá cumprir
Herói dos heróis da Grécia
Com muitos deuses irá seguir

Como as aves do lago Estinfale
O touro louco da ilha de Creta
De Diomédes trazer seus cavalos
E da rainha Hipólita, o cinto

Os bois do Rei Gérion
Outro gigante para enfrentar
Tirar o pomo do jardim da Hespéride
Matar a Cérbero que é o cão do mal

Os doze trabalhos de Hércules
A todos eles irá cumprir
Herói dos heróis da Grécia
Com muitos deuses irá seguir.