O remate final do pivô é de uma assinalável parvoíce. Deve ser de se levantar cedo, perdeu a noção do tempo e do bom senso. Acho que, ainda em on ou em off, o teria mandado tomar magnésio e outros fortificantes cerebrais.
Coitaditos dos chineses, dos árabes, dos tailandeses… devíamos todos voltar aos grunhidos e às cunhas sumérias, que os hieróglifos egípcios já eram tramados.
Inspirado no Ronde, o tipo de letra que se aprende em Portugal é “dos piores para ensinar a crianças”, dizem dois professores de caligrafia. O debate sobre a escrita à mão já avançou noutros países.
A ideia de juntar o 1.º e 2.º ciclos tem décadas. É uma ideia velha. É uma ideia do passado acerca de um futuro que já passou. Não existem evidências de qualquer ganho para os alunos, a menos que se entenda que um maior período de infantilização é o adequado a uma era de aceleração e vivências mais rápidas. Os dados demonstram que o pico do insucesso, em regra, é no 7.º ano e não no 5,º. Isto está mais do que falado e só não o entende quem achar que “mudar”, mesmo que seja sem base empírica, sem condições práticas e sem qualquer noção de que esta “novidade” passou o prazo de validade é patético. Isto era o projecto dos “bostonianos” de finais dos anos 80, de que nos resta no “activo” o presidente do CNE (organismo onde a larga maioria teve poiso durante décadas a fio), ele próprio já muito para além do prazo de validade. O argumento que é para alinhar com a alegada maioria dos países da OCDE apenas serve para nos mostrar até que ponto, por cá, não se percebeu ainda que o modelo educativo “transnacional” da instituição colapsou, no que às aprendizagens dos alunos diz respeito. Mas pode ser que com o sonso por lá e com a avaliação da “reforma” do MECI entregue à OCDE o que menos interesse seja fazer qualquer tipo de mudança que vá ao encontro das reais necessidades dos alunos e de ultrapassagem dos bloqueios existentes na rede pública de ensino.