Love Me Or Not

Pega a visão desse vídeo, narrado pelo Dr. Dre, lançado pela Beats e legendado pelo Quebrando Tabu…

Tomei a liberdade de postar aqui, pra circular a ideia!

O modelo do inimigo é retilíneo e acumulativo, o nosso é circular e cooperativo.

Se não for assim, tá copiando um modelo que nos ferra e nos coloca pra construir castelo pra outros morarem.

Até quando, hein? Até quando vamos ser os Patetas da Disneylândia dos outros?

Construindo castelo de princesa pra vagabunda e vagabundo. Chamo assim mesmo, tão montados no que não construíram, são vagabundos.

Fogo nos castelos! Teus antepassados e você construíram, tu pode destruir! E olha ao redor quantos castelos e quantas formas de destruí-los… É um universo de oportunidades.

Fogo na Disneylândia, liberta o rato das mãos dos Playboy!

O rato canta, dança, sorri e se arrebenta todo pra fazer fortuna pra playboy, comemorando em Wall Street e na Faria Lima, fingindo de consciente e bonzinho, usando tua dor pra capitalizar e como auto indulgência.

Mas vão questionar e dizer que o Dre não é diferente. Vixi, essa argumentação já conheço… Dre é pirata, caçador de tesouros. Tem que conhecer a história, há mil e uma maneiras de ser gangsta, e mil e uma utilidades em ser. Mas isso aqui não é sobre ele, é sobre a gente.

A gente, que tem que voltar pra discussão do ser e do ter! Discussão que separa mundos.

E tem coisa que demanda separação mesmo, “nóis pra cá e vocês lá, cada um no seu lugar… Playboy bom é chinês, australiano, fala feio mora longe e não me chama de mano…”

É disso que fala o vídeo, né? Dessa forma que criam e recriam pra sempre nos usarem como produtos. Individualmente, coletivamente e também de forma sistêmica, cada representante e agente da branquitude e/ou da elite vai te usar como um produto.

É como são e o que mantém o sistema deles funcionando.

Somos o combustível da existência deles, e por isso eles são capazes de te invejar e ainda assim te usar.

Energia, juju, axé, não importa o nome, é isso que os vampiros e vampiras querem sugar de você! Energia é algo caríssimo! Tu é caríssimo!

Vou falar igual os cristãos…. “vigia”! Fica de olho, pois os vampiros aparecem em formatos variados, e infelizmente, em cores variadas também…

Orai pelos ratos pastor, pra gente não tem volta, mas vamos sempre correr pelos nossos!

PJL!

Quando sentir alguma dúvida ou confusão nessa percepção lembra do “ser e ter”, lembra do perspectivismo da exclusão.

O inimigo nunca vai te amar, não exija isso dele, não espere isso dele e não tente ensinar isso a ele.

Energia… Olha quanta energia você gasta tentando fazer esses três movimentos, fazendo o time jogar pra trás.

Energia que você poderia estar investindo no seu poder e dos seus! Ataque! Imagina que o Pep tá lá gritando do lado do campo!

Poder, pra libertar o eu negado, como explicado por Fanon.

“We’re on offense! All the time”

Perspectivismo da Exclusão

Ailton Krenak, que estava no Roda Viva ontem…

A lucidez dele é apaixonante, uns podem escolher adjetivos como sábio e inteligente.

Eu escolho lúcido!

É interessante observar como em sua fala ácida e crítica, porém calma, ele está constantemente tentando traduzir entendimentos que embora simples, se tornam complexos para aqueles que não entendem a diferença entre o ser e o ter.

Uma tradução constante de entendimentos, interpretação e leitura de mapas e códigos destruídos ou embaralhados pelo colonialismo, pela elite e pela branquitude!

Cosmovisão! Dos povos originários, dos pretos, dos favelados…

É contra o Estado sim, são outras cosmovisões sim, outros modos de ser, sentir e entender.

Há outras realidades, ou outras formas de se entender a realidade… Só que essa em que nos metem eles fazem à força! Que respeito e acato se deve ter para o que lhe é empurrado à força?

Corrompa, subverta, destrua, da maneira que bem entender, mas sempre com a lucidez de Krenak!

Pro inferno quem não gostar! É guerra ou não é? Feia e suja! E nos jogam na guerra e clamam por paz, domesticação e entendimento…   

É ruptura sim, para quem já nasceu excluído é crucial compreender, criar e aceitar o seu próprio mundo e narrativa, que naturalmente são múltiplos. E isso não é nem um direto, é um dever!

Perspectivismo da exclusão!

Se voltar para o que é nosso, criar e recriar o que é nosso!

Tem um mapa do tesouro seus bobos e bobas, mas tem que ser pirata pra caralho pra navegar nessas águas!

“Live off the land!”

O Bikeiro Solitário

Monólogo… “Cena de peça em que o ator, achando-se só, fala consigo mesmo ou se dirige ao público, expressando seus pensamentos, as lutas interiores do seu espírito, etc”.

O namoro ligeiro com a hipotermia e a fome [a grit mindset quote just was higlighted here] nos trouxeram estas memórias à tona naquele momento, a Flying Gang por ela mesma!

Ou um simples ato, já que “teatralidade e ilusão são armas importantes”, como uma vez nos ensinou o Sensei Ras Al Ghul?!? [a pop culture reference just was inserted here]

É difícil definir sutilezas… Pra entender, ou não entender, melhor, “o Bikeiro Solitário” nem mesmo é um vídeo, é uma foto, do mestre @bike_salada [a click bait just was inserted here] … Pegou a visão? 📸 Teatralidade e Ilusão [a bullshit super villian quote just was inserted here] nos mantém navegando as estradas e subindo as montanhas!

🏴‍☠️⛰🃏🖤💰

Instagram: https://www.instagram.com/flying7gang/

Contatos e Collab: [email protected]

O meu, o seu, o nosso rio Tietê

Quem já foi em um jogo entre times paulistas e cariocas com certeza já ouviu o canto provocativo: “êêêê, a praia do paulista é o rio Tietê”. Mera zoação entre os habitantes das duas maiores necrópoles brasileiras vivendo em pontas distintas da via Dutra, mas cada um convivendo com suas mazelas, onde antes era um reino de Mata Atlântica, o bioma mais ameaçado do Brasil, na mira da civilização que não pode parar.

Mas o que os cariocas talvez não saibam é que antes o Tietê era praia sim, e seu processo de degradação só começou na dec de 1920, e até a dec de 1940 ainda se nadava e pescava nele, Maria Lenk, João Havelange e o Corinthians já ganharam medalhas no Tietê, que em tupi significa Água Verdadeira. Mas na dec de 1960 a mentira prevaleceu através da industrialização e crescimento populacional, criando o símbolo da falta de qualidade de vida dos habitantes de São Paulo, a locomotiva desgovernada do Brasil.

A jornada do Tietê é invejável, começa em Salesópolis e segue para oeste, pois por rebeldia e capricho não desce a serra e faz um caminho inverso, anárquico e desbravador, onde é violentado e atacado com dejetos químicos e orgânicos, domado por marginais automotivas, castigado por onde passa, principalmente na maior e mais rica metrópole da América Latina, onde milhares moram nas ruas ou favelas, e ainda assim vence e se transforma, para encontrar o Atlântico, já falando espanhol no Rio de La Plata.

A nascente agora é uma prisioneira dentro de cercas, e o vislumbre de Mata Atlântica só está nos cartazes do local, que embora mantido pelo poder público, estava fechado. Ok, shoppings estão abertos para comprarmos Gucci e Dior. No local onde nasce o milagre do Tietê agora reinam as fazendas de Eucaliptos, um deserto verde que abastece companhias que devoram a Terra na esperança de um dia também devorarem Marte.

Uma co-produção @bike_salada e @flying7gang
Texto: Denilson Silva @savagesatori

A história da foto…

A história da foto… Pois pra gente foto tem que ter história, senão vira catálogo da Avon! Momentos antes desta aí ser capturada, estávamos na saída do Posto Marcão, topo da estrada mais alta do Brasil, ainda era dia, com o sol caindo atrás da Serra Fina, e o fotógrafo Sérgio Barzaghi @bike_salada resolve que devemos correr pra pegar o lusco fusco lá da ponte do quilômetro 7-8 (um local que funciona como uma espécie de mirante) pois teríamos uma luz ideal e a visão da Serra Fina de ponta a ponta. Só que ele estava de Mountain Bike, pneu grosso 2.25, eu de Gravel, pneu 42 fino igual graveto, e para completar, a carga da lanterna estava baixa, foi uma descida tipo Mr. Magoo, cada minuto ficando escuro, e mais frio, mas o foco era a captura do lusco fusco! É doideira acompanhar de gravel bike uma MTB descendo em terreno bravo no escuro, pior ainda acompanhar um fotógrafo na busca de uma boa cena/luz. Chegamos com essa quase luz aí da foto, e esse fundo da serra que é obsessão dos trilheiros brasileiros. O fotógrafo não gostou, mas resolvi postar mesmo assim, se eu tivesse caído na pedra, areia e cascalho a foto seria outra, ou nenhuma, então a nossa caçada valeu. Daí pra baixo, até o café na Garganta do Registro (BR-354) seriam mais alguns quilômetros de escuridão e estrada arredia, com a história de uma onça nos arredores da região, mas essa fica pra outra prosa.

+10 Brasil

01. Pico da Neblina, Serra do Imeri, 2993,78m
02. Pico 31 de Março, Serra do Imeri, 2972,66m
03. Pico da Bandeira, Serra do Caparaó, 2891,98m
04. Pico do Calçado, Serra do Caparaó, 2849,00m
05. Pedra da Mina, Serra Fina, 2798,39m
06. Pico das Agulhas Negras, Serra do Itatiaia, 2791,55m
07. Pico do Cristal, Serra do Caparaó, 2769,76m
08. Monte Roraima, Serra da Pacaraima, 2734,06m
09. Morro do Couto, Serra das Prateleiras, 2680,00m
10. Pedra do Sino de Itatiaia, Serra do Itatiaia, 2670,00m
11. Pico dos 3 Estados, Serra Fina, 2.665,00m *

  • Algumas listas não incluem o Pico do Calçado, por entender que ele é ligado ao Pico da Bandeira (sendo assim uma única montanha). Ao que acrescenta-se o Pico dos 3 Estados como um tira-teima.

Perspectivismo Ameríndio

“Segundo Viveiros de Castro (2005), os ameríndios acreditam que cada espécie animal se vê a si mesma como humana. Assim sendo, as onças veriam os humanos como caça (como se fossem, por exemplo, porcos selvagens) e, por isso, os atacariam. A isso ele chama de “perspectivismo ameríndio”. De acordo com suas observações, os ameríndios percebem os grupos de animais como se fossem sociedades, com organização social, chefes, pajés, etc. Ou seja, eles entendem que esses animais estão organizados e pensam da mesma forma que eles, humanos. Viveiros de Castro explica que, enquanto nós, ocidentais, percebemos que temos uma natureza comum com os animais – por sermos também animais – mas que nos diferenciamos deles por possuirmos cultura, os ameríndios entendem que compartilham com os outros animais a cultura e que se diferenciam deles pela natureza, por serem de espécies diferentes.”