As chamadas grandes superfícies comerciais foi o pior que poderia ter acontecido aos consumidores

Lembram-se todos aqueles que viveram no anterior regime ditatorial, que, na altura não existiam cadeias de super e hipermercados para comercialização de produtos alimentares,  mas apenas e só merceerias,  lojas de ferragens, drogarias, etc., nos bairros urbanos em que existia uma relação quase pessoal entre o logista ou o seu empregado, com o cliente que habitualmente, ali fazia as suas compras. De tal modo que até na altura os comerciantes criaram o livro de registo de compras de cada cliente o qual normalmente vinha pagar a sua conta ao fim da cada mês. Nos anos setenta surgiram as chamadas grandes superfícies comerciais que à medida que os anos foram passando e através do recurso a publicidade algo insistente e violenta, conseguiram influenciar os antigos clientes das lojas de bairro, para passarem a ser os consumidores dos seus produtos. Convém lembrar que antes as mercearias de bairro, as drogarias, as lojas de ferragens e até as lojas de café, que era vendido a vulso e quando nelas se entrava o odor era agradável, proporcionado pelas tulhas que possuiam os lotes de café, tudo isso está a desaparecer, porque as pessoas pensam que comprar os seus produtos nos super e hipermercados compram mais barato o que não é vredade, pois os anúncios televisivos que garantem a receitas dos operadores de televisão e que são extremamente caros, quem os estão a pagar são os clientes que enganadamente adquirem nesses locais os seus produtos, onde a publicidade a que eles recorrem e custa milhares de milhões de euros, permite-lhes recuperar não só essa investimento, como ainda, e isso é por nós sabido, obtêm todos os anos lucros avultados. E entretanto as lojas de bairro, vão encerrando porque apesar de não recorrerem a contratos publicitários que quem os paga são os clientes, vão tentanto vender os produtos que comercializam a preços mais acessíveis, embora a habituação dos clientes influenciados pela publicidade televisiva, preferem recorrer ás grandes superfícies comerciais, pois embora comprem mais caro, sentem-se bem servidos.

O ressurgimento da extrema direita em Portugal tem muito que ver sobretudo com netos e filhos nascidos nas ex-colónias

Tenho andado a evitar publicar este post pelo risco que tal representa mas pela certeza da realidade que vou citar. Nasci em Angola na Vila de Camacupa, em 1944 e faço parte daqueles filhos de europeus também nascidos em Angola, cujos pais não eram, nem comerciantes, nem agricultores, nem industriais das várias actividades que por lá existiam e cuja mão de obra era normalmente assegurada por trabalhadores autóctones, com salários que mal comparados se poderia equiparar aqueles que na maioria se praticam actualmente. O meu saudoso pai foi um dos funcionários do regime do ditador Salazar, porque iniciou a sua actividade profissional como empregado comercial em Angola, mas pelo que lhe foi imposto no mau comportamento do empresário, face ao roubo descarado que era praticado então em relação à população autóctone, não quis aceitar o procedimento, concorrendo aos CTT, onde foi admito e seguiu uma carreira que culminou com a categoria de director dos correios no distrito de Malange. Não me pareceu possível dispensar este detalhe para salientar os empresários europeus provenientes do Continente e que face aos cinco séculos de colonização de Angola, tiveram filhos e netos, que,  não aceitaram na sua maioria, o 25 de Abril de 1974, porque a maioria deles, perderam tudo quanto tinham construído naquele pais. E isso, embora alguns dos empresários tivessem salvaguardado a sua sobrevivência no Continente onde investiram no imobiliário, constava que os prédios na avenida de Roma em Lisboa, eram na sua maioria pertença de proprietários residentes em Angola, a denominada revolução dos cravos não foi bem-vinda para a maioria, dos filhos e netos dos retornados, nascidos em Angola. E por estranho que pareça a muita gente, este ressurgimento da extrema direita no nosso País, deve-se em parte a alguns milhares de descontentes com o 25 de Abril que tiveram de abandonar as ex-colónias. E eles estão quer, no Chega, quer no IL que pouco ou nada difere do IL. Esta é a realidade, que encontrou resposta nos filhos e netos dos apoiantes do anterior regime,  que cá existiam, os quais também aderiram a estes dois partidos.

As altas temperaturas registadas no País, continuam a ser o argumento para justificar este flagelo dos incêndios, mas não é verdade

Os ditos especialistas em matérias de incêndios florestais insistem no argumento que são as altas temperaturas que que registam no País a justificação para a continuidade deste flagelo, mas isso não é verdade. Nasci, cresci e vive em Angola, que conheço praticamente todo o território angolano, não me lembro da existência duma corporação de bombeiros que não fosse numa importante cidade capital de distrito, havendo neste território também florestas com aquelas árvores que asseguravam a manutenção no Continente de madeiras nobres que eram transformadas em mobiliário e eram transportadas, até pelos navias de passageiros, as quais agora têm sido objecto de extorsão pelo governo chinês que as exporta de Angola para a China. O problema dos incêndios em Portugal, prende-se com os interesses que existem em torno das empresas de pasta de papel, que apesar de possuirem plantações de eucaliptos essas não são suficientes para garantirem a sua produção. Mas não só os produtores de paletes também se servem de madeira dita ardida para assegurarem a produção de peletes. E não só os próprios donos dos pinheiros que são afectados pelos incêndios e que antes eram uma das fontes de rendimento através da extracção da seiva do pinheiro para produção de colas, mas como agora isso caiu no desuso, os pinheiros depois de ardidos, que só perdem a casca que os envolve dado que o tronco é aproveitável, podem depois vendê-los. Só quem não viaja pelo norte do País não se apercebe da enorme quantidade de camiões alguns com atrelados, cheio de toros de árvores que foram objecto de fogo, a circularem com destino ás várias industrias que deles se servem para transformação. Portanto caros especialistas deste registo dos fogos o principal problema dos incêndios florestais não é a excessiva temperatura, mas sim os interesses existentes e esses não há nenhum governo que os consiga debelar.

Tenho-me andado a conter nesta revelação, mas perante o genocídio dos palestinianos não consigo continuar

Em 1955 o meu saudoso pai, foi colocado como chefe dos CTT, em Vila Teixeira de Sousa, concelho que fazia parte do distrito do Moxico em Angola. Teixeira de Sousa, distava da vila de Dilolo, que era então território colonizado pela Bélgica e a única comunidade branca que existia, era judaica. Eram praticantes dum feroz racismo e xenofobia, pois na vila existiam estabelecimentos nos quais só era permitida a entrada de brancos e os pretos nem sequer se atreviam a entrar lá porque era-lhes imediatamente barrada a entrada. E tal acontecia nos restaurantes e similares. Recordo-me tinha doze anos e o meu cunhado casado com a minha irmã mais velha ambos já falecidos há vários anos convidou-me para irmos a Dilolo, ao então ex-Congo Belga e na caravana também foi o delegado de Saúde de Teixeira de Sousa, que era um médico de origem indiana, que já conhecia o procedimento dos racistas do judeus belgas e não quis acompanhar-nos porque sabia que não o iriam deixar entrar no restaurante do judeu cujo nome me lembro mas não sei como se escreve. Mas o meu cunhado tanto insistiu que ele acabou por ir connosco. Chegados ao restaurante do judeu racista imediatamente apareceu o dono que barrou a entrada do médico apesar do meu cunhado lhe ter explicado que não se tratava duma pessoa qualquer, mas a resposta dele, foi que no restaurante dele não entravam pretos e acabamos por todos regressarmos a Teixeira de Sousa face à atitude do belga racista. O que se está a passar em Gaza não é nem mais nem menos,  o sentimento que move muitos dos judeus que habitam em Israel o que me leva a pensar que pena foi o Hitler não lhes ter acabado com a raça. Mas os judeus belgas do ex-Congo Belga, tiveram a sorte que mereceram quando o povo descriminado de Dilolo se rebeliou através da liderança do Moisés Lumumba, ao transformar aquela colónia belga, no país que é ou seja República Popular do Congo, com sede em Kinshasa . Só para que porventura haja alguém que interprete este post como uma falsidade, que façam uma pesquisa no Google a antigos habitantes da Vila de Teixeira de Sousa, que qualquer um deles confirmará esta que foi a realidade do comportamento abjeto dos judeus belgas, na vila de Dilolo.

Os filhinhos dos papás das ex-colónias estão a querer tomar conta de Portugal

O Rui Rocha líder ainda da Iniciativa Liberal, é do Lobito, a Mariana Leitão diz-se ser de Luanda, mas há muitos outros que fazem parte deste partido dos filhinhos dos papás que vieram das ex-colónias e lá deixaram quase tudo, ou mesmo tudo,  quanto possuiam porque na realidade a descolonização, foi catástrofica, quanto incompreensível, pois bastava que os responsáveis pela revolução tivessem tido apenas e só,  como modelo a descolonização de França, face à sua colónia a Argélia.Mas isso não aconteceu. O País está pois a ser,  numa tentativa de pura vingança, a querer ser tomada por os filhos de ex-colonialistas do anterior regime, alguns vindos de lá ainda usando fralda e outros que nasceram posteriormente. Também sou um natural de Angola e só não nasci na cidade do Lobito, porque a minha mãe uma beata crente em disparates que ainda hoje se divulgam, já tinha tido a minha irmã, ali nascida e deslocou-se de propósito a Camacupa, onde tinha familiares, onde nasci, porque segundo a sua crença era arriscado, tem um segundo filho nascido na mesma localidade. Orgulho-me do meu falecido pai, porque não explorou ninguém em Angola, pois fez parte da estrutura administrativa do regime e também ele um explorado do mesmo. Já a algum tempo que me dispunha publicar este post, porque o partido Iniciativa Liberal representa exactamente o mesmo que foi o regime que vigorou durante 48 anos de ditadura em Portugal pois na altura o ditador Salazar, submetia o regime,  aos empresários muito ricos,  que decidiam sobre as medidas governativas na altura, uma vez que o ditador, nunca tomava uma medida sem os consultar. E isto que o partido da Iniciativa Liberal representa, mas não só, o PSD, o CDS e o Chega também os lá possui, pois a maioria dos ex-colonos com muito raras excepções, foram sempre apoiantes do anterior regime. A minha dificuldade reside, em entender isto,  é que como ser possível haver imensa gente que nunca esteve ou conheceu as ex-colónias se deixem enganar por esta gente. Cuidado podem vir a arrepender-se da vossa estupidez, no apoio da escolha.


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