quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O tão desejado Troféu

“Surfcasting”

Boas pessoal, este não tem sido um Inverno nada fácil de programar umas jornadas naquelas praias que são mais castigadas pelos mares fortes que têm entrado constantemente nas últimas semanas, não há nada a fazer a não ser esperar com paciência e deixar a Mãe Natureza fazer o seu trabalho, eu chamo-lhe de defeso natural e nos últimos anos o mês de Janeiro tem sido muito assim…

No entanto, quem muitas vezes vai à pesca no Inverno e carrega muitos chibos às costas, com o passar dos anos acaba por aprender a muito custo que alguns spots ou praias ficam mais protegidas de certas ondulações, algumas mais acessíveis e outras que para lá chegar são autênticos treinos dos Fuzileiros com vários kms, dunas, travessias e horas de caminhada até encontrar o spot ideal para meter as canas a pescar…

Nesta tarde especialmente escura em que as nuvens ameaçavam despejar água a qualquer instante e que a previsão anunciava uma entrada de Mar forte ao início da noite apostei tudo numa pesca direcionada exclusivamente aos Robalos.

Tudo indicava que seria uma pesca rápida efectuada ao final da tarde e primeiras horas da noite. Com as canas a pescar e sem sentir “ruama” comecei a acreditar que poderia fazer ali um ou dois Robalos de bom tamanho, e foi o que aconteceu mais tarde quando este velhaco entrou no pesqueiro e sem pedir licença abocanhou o pitéu que eu lhe tinha preparado, vergou-me a cana já no silêncio da escuridão e logo de seguida começou a deslocar-se para a esquerda, ordenou-me que o acompanhasse e eu não pude dizer que não, ou então arriscava-me a perder o velhaco que estava cheio de força, eu do lado de cá e a besta do lado de lá, ambos lutávamos para sairmos vitoriosos mas passo a passo e metro a metro a distância entre nós dois diminuía até que por fim começou a ficar cansado, sem água para nadar ficou meio encalhado e foi quando eu lhe joguei a mão, estava ali um grande velhaco que ao vivo era qualquer coisa, no entanto as fotos não deixam perceber bem o tamanho e peso deste animal, naquele momento fiquei muito satisfeito com o que os meus olhos viam. Depois de tirar umas fotos e o guardar na saca voltei à luta, mas foi por pouco tempo, pois o mar anunciado começava a entrar e com ele o malvado limo que em pouco mais de trinta minutos arruinou-me as horas seguintes que eu ainda tinha para pescar, com o limo a fazer de fronteira ou muralha entre mim e o peixe senti-me como se estivesse preso, pois sabia que podia tentar ali mais um Robalo ou dois e assim não tinha qualquer hipótese. O limo é que é um problema gravíssimo, não é a pesca lúdica tal como eu um dia ouvi dizer...

Nos últimos tempos tenho assistido em grupos de pesca no Facebook a alguns comentários de pescadores indignados sobre a questão de se sacrificarem Robalos grandes nesta altura do ano e que alguns supostamente serão as fêmeas ovadas. Pois eu acerca desse assunto penso que a partir do momento em que não exista um defeso absoluto obrigatório para (lúdicos+profissionais) cada um tem o direito de fazer o que quiser quando apanha Robalos grandes, quem quer devolver devolve e desde já dou os meus sinceros parabéns a quem o faz, e quem quer levar para casa leva e assunto arrumado. Da minha parte não faço intenção de devolver qualquer Robalo acima da média, eu gosto de selecionar o peixe dentro dos possíveis e gosto de trazer os bons comigo, para devolver já basta os pequenos e até são bastantes, para além disso ainda há aqueles que se desferram e que também não são poucos, então acho que já faço a minha parte, mais do que isso só se deixar de ir à pesca…

Há por aí muitos indispostos cheios de azia que criticam quem apanha Robalos ovados no Inverno e depois guardam robalotes sem medida que apanham no verão… Mas voltando um pouco atrás; ora se um gajo vai devolver os pequenos porque são pequenos e depois também devolve os grandes porque estão ovados, então não traz Robalos para casa, nem grandes e nem pequenos, mais vale deixar de pescar e aplicar as centenas de euros que gasto em gasóleo para ir à pesca todos os anos em outras coisas que me fazem falta.

Antes de aparecer essa moda de pescar e libertar já se pescavam Robalos ovados no Inverno para consumir, não sei porquê essa indignação toda agora por parte dos praticantes do “catch and release” e dos acomodados que ficam em casa no quentinho de pijama e pantufas…

Aí um dia destes também fiz uma maré onde apanhei uns bons lingueirões.

E como um gajo tem de comer qualquer coisa, lá tive de virar uns lingueirões com uma cerveja, pois atão 😉

Bom pessoal por hoje é tudo, agora parece que temos aí uma tempestade à Homem e vamos lá ver no que isso dá, coisa boa não deve sair daí com certeza.

Haja saúde e força aí…


 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Batida aos Robalos

“Spinning”

Boas pessoal, há uns dias atrás aproveitei uma janela de oportunidade para programar uma jornada aos Robalos na zona onde eu gosto de pescar, as oportunidades de pescar por estas bandas no Inverno são muito poucas e há que aproveitá-las, ainda bem que o fiz porque já pegou Mar rijo outra vez até enjoar.

Por vezes quando vou a caminho da pesca surge sempre a dúvida entre este ou aquele pesqueiro, se o resultado for positivo é gratificante pois fico a pensar que fiz a escolha certa, já se o resultado for negativo fico a resmungar de que devia ter ido para o outro spot, mas no fundo um gajo nunca ficará a saber se teria sido melhor ou pior...

Adoro este spot, um pesqueiro daqueles que comecei a ir para lá ainda não tinha barba e agora a magana já vai ficando branca 😊

Aproveito para frisar que na noite antes estive a spinnar a 180 km de distância deste pesqueiro, durante cerca de três horas a fazer lançamentos sem obter qualquer resposta por parte do adversário, passei por casa para apanhar umas coisas e dormir um par de horas à pressa e lá fui eu com o rumo certo para outra costa, tinha poucas horas de sono neste dia e estava tão cansado que a minha voz parecia que estava a sair de uma cassete dos anos 80 que tinha caído à água, ninguém me obriga a ir à pesca, mas há oportunidades que me dá pena de desperdiçar.

Antes de começar mais uma batida aos Robalos achei melhor preparar ali um reforço a fim de ter energia para aguentar mais este ataque, um gajo também tem de comer alguma coisa, atão!! 😋

Ao segundo lançamento apanhei um robalete sem medida que foi prontamente devolvido, pouco depois sinto um toque  que não percebi bem o que foi e logo a seguir ferrei um robalinho do tamanho da amostra 😄 até me deu vontade de rir, grande fera que estava ali; mandei-o para a água e disse-lhe que crescesse e depois logo falávamos um dia quando fosse adulto, cerca de meia hora mais tarde levo uma boa mocada e cravo um peixe já bem jeitoso que aos poucos por entre as pedras veio até mim e uma onda empurrou-o para seco, acendi a luz e ali estava ele aos meus pés, fiquei satisfeito e disse para mim (olha chibo já não levas) 😊

Com o peixe guardado na saca voltei à carga e pouco depois levo outra cacetada à qual eu respondo com uma ferragem fortíssima, mas não o suficiente ou então não tinha de ser, pois ele respondeu-me com duas cabeçadas violentissimas e foi à vida dele “considerem como uma libertação forçada”.

Apesar de irritado no momento não desanimei e continuei esta batida aos Robalos afincadamente, mais tarde cravei outro peixe de bom tamanho embora mais pequeno do que o outro que já tinha na saca, trabalhei este robalo fácilmente e ao sabor de umas ondecas também veio ter comigo, mais tarde levei uma porrada que me pareceu de um peixe kileiro talvez mas não ferrou, depois disso pesquei cerca de mais 1h talvez não sei precisar bem e dei por encerrada esta batida aos Robalos, parece que as cinquenta passas que comi na passagem de ano estão a fazer efeito, ou pelo menos estão no caminho certo 😉

Meti o ceirão às costas e dei à perna por ali acima com rumo à carrinha para dormir umas horinhas antes de seguir viagem de volta.

Material utilizado:

Cana: 3m

Carreto: 4500

Multi: 0,18

Amostra: Atila (Masato)


Um dia em que não tinha nada que fazer fui espreitar um sítio novo para ver se havia por lá uns búzios.

Apanhei só uns poucos para o petisco mas havia em abundancia, já tenho mais um spot para atacar nos búzios 😉

Neste dia juntei-me com o João Santana e outros dois amigos, o Cristóvão (Mata Chibos) e o Bruno Cavaco (Capitão, Cabeçudo, Escalfa Charrocos) fomos conversar um pouco de pesca e beber uns copos e lá tivemos de comer umas bifanas assim meio raquíticas, mas foi o que se arranjou, um gajo enquanto conversa também tem de comer alguma coisa atão 😄

Bom pessoal por hoje é tudo, aproveitem para fazer umas pescas enquanto eles deixam, porque já sabem que a Pesca Lúdica é um problema gravíssimo, não me consigo conformar com esta triste afirmação que ouvi um dia.

Fiquem bem e tudo a correr pelo melhor…


 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

A primeira Tempestade do Ano

“Surfcasting”

Boas pessoal!

O ano começou logo com uma tempestade vinda do quadrante sul, ainda bem não tinha arrumado o material da última jornada da passagem de ano e já estava a estudar onde e quando poderia tirar algum proveito da primeira tempestade do ano…

Depois de decidir quando e onde atacar arrumei tudo para ir no dia seguinte pescar na ressaca da tempestade, este ano perdi o medo de apanhar chibos e estou preparado para o que tiver de ser, quando cheguei ao pesqueiro já lá estavam uns pescadores a tentar a sua sorte e a lutar contra o limo que estava impossível, cedo me apercebi que não ia ter uma jornada fácil pela frente, cá de fora não se notava nada mas quando as pescas caíam na água rapidamente as linhas ficavam forradas de limo, era uma missão impossível mesmo…

A sorte é que tinha ali um colchão por perto e pensei logo que se não houvesse peixe ao menos cama para dormir já tinha 😄 o que vale é que há sempre espírito para uma brincadeira…

A água ainda estava demasiado tapada devido às fortes chuvas que haviam caído nos dias antes e que coincidiram com marés vivas, água vinda das ribeiras e das barreiras que existem junto ao Mar fazem com que a cor da água fique assim com este tom barrento por toda a costa Sul, decidi aguardar umas horas a ver se ao menos o limo diminuía um pouco e deixava as linhas pescarem uns dez minutos pelo menos.

Um par de horas mais tarde isso aconteceu, no entanto quanto mais longe lançava mais limo apanhava, decidi então esquecer os Sargos que supostamente deviam andar lá mais por fora e decidi pescar um pouco mais perto na esperança de capturar algum Robalo que passasse por ali e ao mesmo tempo apanhar menos limo.

Ao final do dia houve ali uma altura em que o lixo deu algum descanso e foi também quando fui brindado com este bonito Robalo que seria o único exemplar a comparecer ao encontro neste dia difícil, no momento enquanto o recuperava chegou a convencer-me de ser bem maior pela força que fazia e pelo peso do limo que vinha à mistura.

No momento em que tirei este peixe da água até fiquei motivado para continuar, mas uma hora mais tarde com o limo a voltar em força novamente e sem sentir mais nenhum sinal de Robalos decidi levantar ferro e rumar a casa, o objectivo estava cumprido dentro dos possivéis e a noite adivinhava-se bastante fria e não compensava tal sacrifício de ficar ali a lutar contra este adversário poderosíssimo chamado limo.

Aproveito para partilhar aqui mais uma maré de marisco da Ria Formosa

Búzios

Canilhas

Aí um dia destes fiz uma caldeirada de marisco à Lobo; lingueirão, ameijoa canita, camarão e tudo o resto que leva uma boa caldeirada; batata, cenoura, cebola, alhos, azeite, coentros e condimentos ao gosto, um gajo também tem de comer alguma coisa, atão 😋😄

Bom pessoal por hoje é tudo, aproveitem para pescar enquanto eles deixam porque há por aí quem diga que a pesca lúdica é um problema gravíssimo, vejam bem, com tantos problemas que há no País e a pesca lúdica é que é um problema gravíssimo, não sei se é para rir ou para chorar.

Haja saúde e força aí…


 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

A Última Ceia

“Spinning”

Boas pessoal!

Mais um ano que chegou ao fim e com uma previsão de quebra de Mar onde eu gosto de pescar lá decidi ir passar a minha meia-noite ao território Lobo em busca de tranquilidade e boas sensações, ainda desafiei dois amigos de confiança para me acompanharem, mas foi em vão, as mesmas desculpas de sempre; a mulher, o puto, a sogra, o cão, a gata, aiii tá frio, mas há lá melhor coisa do que passar o ano a fazer aquilo que mais gosto rodeado pelos elementos da Natureza!!!

Bom, com tudo arrumado no dia anterior acordei um pouco mais tarde para passar a noite com mais energia e boa disposição, fiz a viagem nas calmas e fui directo para o spot que tinha em mente, antes de qualquer jornada de pesca seja ela na vertente de surfcasting ou spinning gosto sempre de ver as condições do spot para não dar um tiro no escuro como se costuma dizer…

Assim que cheguei fui logo dar uma vista de olhos do cimo da falésia, depois fui lá em baixo ver se as pedras estavam todas no mesmo sítio 😊 este é daqueles pesqueiros que convém levar apenas o mínimo essencial, pois o acesso sombrio mais parece uma trincheira da 2ª guerra mundial mas a pique, pois se fosse na horizontal era uma papa, a lama era tanta que a descer dava para fazer skú e para subir cada dois metros andava um para trás 😄

Nas poças que se formam na maré vazia entre as pedras detectei alguma vida, o que para começar era um bom sinal, pois dá a entender que a zona está em bom estado de saúde e assim sendo, à partida quando a maré virar e meter água no pesqueiro poderá entrar algum predador (Robalo) em busca de alimento e eu lá estarei escondido à espera dele 😉

Novamente cá em cima e enquanto o sol se despedia no horizonte daquele que seria o último dia do ano os pássaros na falésia ensaiavam a banda sonora da Natureza, adoro estes momentos em comunhão com tudo o que envolve aquele cenário idílico.

Aqueci uma comida que tinha levado de casa para a aquela que seria a Última Ceia do Lobo (carne de porco com castanhas e arroz) um gajo antes de ir à luta tem de comer alguma coisa, atão!!! 😋 E para empurrar abri uma garrafinha de Reguengos que o meu amigo Lucas me tinha oferecido havia já um tempo, quando quiseres trás outra amigo 😉

A seguir e para amaciar a digestão fiz um café para acompanhar umas empanadilhas e cravei-lhe dois medronhos para aquecer a alma e afastar a gripe que anda por aí malina…

Bom então vamos lá ao que interessa; depois de ter descido pousei o ceirão em cima de uma pedra que me serviu de bancada durante aquelas horas em que lá estive, já levava umas dezenas de lançamentos até que um robalete já com medida tirada a olho decidiu que me queria conhecer, disse-lhe logo que não ia sujar a saca com ele e mandei-o para a vida e pedi-lhe que chamasse o pai ou o avô quem sabe. O tempo passava e nada, até que dei ali com um peixe já bom para sujar a saca e mais tarde outro da mesma bitola, já tinha sentido peixe e tinha dois para trazer era um bom sinal, mais tarde ferro outro maior que deu uma luta porreira e foi para a saca também e no lançamento logo a seguir prendi um belo peixe que veio até à borda de água, mas desferrou-se, a bitola estava a subir mas fiquei pior do que uma fera, fico mesmo irritado quando isso acontece, entendam como uma libertação, forçada; mas não deixou de ser uma libertação, o vento que supostamente seria pelas costas nesta altura já era tanto que lá em baixo no buraco fazia remoinho e tanto vinha da direita como da esquerda e estragava-me grande parte dos lançamentos, essa foi outra…

Adoro quando duas garrafas de 1,5L se tornam pequenas ao lado uma da outra 😉

Mais tarde tive outro ataque de um belo peixe que depois de uma luta interessante lá o consegui meter cá fora e este trazia um estralho de 0,30 com um anzol na goela já ferrugento, acho que alguém teve um desgosto no passado, pois calha a todos e um pouco depois calhou-me a mim novamente, eis que cravo outro peixe de um calibre brutal que andou por ali entre as pedras durante uns minutos e não se deixou render, andou andou e foi até se desferrar e foi à vida dele aquele malvado velhaco, outra libertação forçada e mais uma vez fiquei irritadíssimo e levei alguns segundos para interiorizar o que tinha acontecido, era o 2º peixe de bom tamanho que perdia nesta noite (deixa estar que um dia destes logo as mamas todas juntas seu velhaco), mais tarde num momento de distração ferro outro velhaco dos bons sem querer e depois de mais uma batalha interessante consegui metê-lo fora de água, desta vez ganhei eu, acreditem que aquilo estava ao rubro e eu continuava a usufruir da generosidade do Mar para comigo neste dia e quando a amostra já teimava em bater nas pedras pela falta de água no pesqueiro ainda cravei o último Robalo desta jornada que por entre as pedras lá o consegui sacar para fora sem nenhum azar e pouco tempo depois encerrei esta jornada que apesar daquelas duas perdas foi uma prazeria do caraças para mim fazer esta pesca na noite que foi e sem ninguém por perto…

Foram pescas do passado como esta que me ficam na memória e que me dão força e alento para programar as jornadas de hoje e que me motivam para programar algumas jornadas no futuro certamente, mas isso implica procurar dia após dia, noite após noite numa busca incansável e abdicando de muita coisa na vida…

Material utilizado:

Cana: 3 m

Carreto: 4500

Multi: 0,18

Amostra: Ariel Killer (Masato)

O pior foi depois para subir aquele laredo escorregadio e lamacento com o ceirão carregado, mas é um sacrifício que sabe bem 😊 depois foi desconfortável chegar lá em cima completamente suado e sentir aquele vento que por acaso nesta noite não era gelado mas era frio, tive de trocar logo a vestimenta superior, fui obrigado a pôr duas pedras em cima da toalha onde estendi o peixe porque as rajadas levavam tudo, até as broas e as passas iam pelos ares 😄 agora dá vontade de rir mas no momento não achei piada alguma.

Já um pouco fora de horas é certo, mas ainda fui a tempo de abrir a minha garrafa de champanhe para dar as boas-vindas ao Novo Ano e porque não festejar esta boa pescaria também, e tal como no ano passado não foram doze as passas que comi mas foram cinquenta e voltei a pedir cinquenta Robalos como desejo, já que é para pedir um gajo pede logo à grande, atão 😅

Aproveito para desejar um Bom Ano a todos os amigos, conhecidos, seguidores e aos espreitas também.

Saúde e força aí pessoal.


 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Bem-vindo Inverno

“Surfcasting”

Boas pessoal!

Desta feita a escolha caiu sobre a vertente de Surfcasting, está a ser um Inverno difícil em termos de condições, embora oficialmente o Inverno só tenha começado no passado domingo o Mar há muito que não perde força onde eu gosto de pescar, em algumas zonas da costa há semanas que não deixa fazer uns lançamentos na praia, no entanto continuo a procurar locais abrigados para investir e ao mesmo tempo fazer novas experiências.

Quando vou pescar seja onde for, procuro sempre conciliar alguns factores que possam aumentar as probabilidades de capturas, neste dia a muito custo lá consegui separar este Robalo do Mar e outros dois que apesar do seu tamanho roçar a medida, decidi dar-lhes uma 2ª oportunidade e devolvê-los à vida até porque ficavam mal ao lado deste.

Foram algumas horas de muito frio para apanhar este velhaco, acho que aqueles que não pescam ou quem pesca poucas vezes no Inverno não têm noção da dedicação e dimensão do sacrifício que por vezes um gajo faz para apanhar um peixe bom…

Quando cheguei à praia escolhida o mar ainda trazia bastante força e tive de pescar com chumbada de garras para conseguir aguentar a pesca onde eu queria, não gosto nada de pescar assim mas durante um par de horas teve de ser.

Com o aproximar do final da tarde já se notava alguma diferença em acção de pesca, não pelo tamanho da ondulação, mas sim pela força que o Mar perdera, não havia limo o que a meu ver já era bastante positivo e deixava-me motivado para as próximas horas.

Comecei esta jornada a pensar que os sarguetes iam ser os mesmos chatos de sempre mas afinal nem sinal deles, tem dias que esses meninos parece que combinam em aparecer em força assim como tem outros dias que também parece que combinam e ficam todos em casa, mas neste dia os sargos fizeram mesmo gazeta, nem pequenos nem grandes o que achei estranho porque estava mesmo bom para eles, vai-se lá saber… Bom mas por vezes parece que tudo tem uma razão de ser, ao menos as pescas mantiveram-se mais tempo na água e com maior probabilidade de apanhar um peixe maior tal como aconteceu mais tarde quando fui dar com a cana da direita toda bamba e quase em seco, tinha perdido ali uns minutos a fazer um estralho novo para a outra cana e não me apercebi do que se estava a passar, sendo uma praia de areia e sem obstáculos (pedras) menos mal mas mesmo assim por vezes existem artes da pesca profissional perdidas e trazidas pelos temporais que ficam presas ao fundo e podem deitar tudo a perder, é preciso cuidado…

Ao enrolar umas voltas de linha no carreto com a cana ao alto senti logo que algo de tamanho considerável estava lá, gosto tanto quando isto acontece 😊 e principalmente quando estou a pescar ao Robalo, caminhei um pouco na direcção do Mar ao mesmo tempo que recuperava linha e pouco depois já perto da borda de água é que tive de trabalhar um pouco o velhaco e com calma, pois nunca sabemos como é que o peixe está preso, se bem ou mal.

Com a ajuda de duas ondécas meti o velhaco em seco, foi um momento de felicidade ver aquele lindo Robalo ali aos meus pés e sentir que já tinha a pesca garantida, depois de o guardar continuei a pescar com afinco e ainda saíram mais dois robalécos daqueles que um gajo fica a pensar se leva ou não, mas neste dia decidi devolver, ainda se estivesse a apanhar uns Sargos até podia ser que viessem ali no meio do barulho mas juntamente com este Robalo já velhaco acho que  não combinavam em nada e também sabe bem devolver uns pexecos de vez em quando…

Um pouco mais tarde chegou um vento frio que rapidamente passou a gelado e sem qualquer actividade resolvi arrumar tudo e dar ao slide…

Um dia destes fiz uma maré e apanhei umas ameijoasécas 

No dia seguinte apanhei meia dúzia de lingueirões

E num outro dia apesar de escassos lá consegui apanhar uns berbigões para abrir com alhos e limão e comer com pão torrado e varrer meia garrafinha de vinho, um gajo também tem de comer alguma coisa, atão!!! 😊

Por hoje é tudo pessoal, não é o meu caso mas para aqueles que gostam desta quadra espero que tenham umas boas festas, haja saúde e tudo de bom para vocês…


 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Dias de condições difíceis

“Spinning”

Boas pessoal!

Nestes dias de condições difíceis não tem sido fácil programar uma jornada de spinning aos Robalos, na melhor das hipóteses a alternativa para mim seria investir na modalidade de surfcasting onde até podia apanhar alguns sargos, no entanto a escolha neste dia foi mesmo o spinning.

Nos últimos anos tenho investido bastante tempo e gasóleo à procura de spots e praias onde possa pescar quando entram os mares fortes de Inverno, consoante vários factores por vezes é possível encontrar um cantinho que permita fazer uns lançamentos e com alguma insistência e um pouco de sorte quiçá até capturar algum Robalo.

Para acalmar a mente de alguns menos compreensivos posso adiantar que pelo meio ficaram duas investidas a zero; (áh e tal o gajo tem sempre sorte e tal) nada disso, o gajo é mas é um grande teimoso e insistente do caraças e numa semana levantou-se da cama três vezes às 5h da manhã de propósito para ir pescar em sitios diferentes, mas neste dia fui recompensado com este Robalote jeitoso que ao romper do dia sem qualquer vergonha resolveu atacar a minha amostra que nadava por cima de uma coroa situada na beira da praia. Normalmente estas são jornadas muito rápidas, por vezes perco mais tempo na viagem do que propriamente a pescar, mas quando sou recompensado com um bom Robalo valem todos os minutos perdidos na viagem ou até mesmo em acção de pesca…

Material utilizado:

Cana: 3 m

Carreto: 4500

Multi: 0,18

Amostra: Átila (Masato)

Como nem só de peixe vive um Homem, também houve um dia de mariscada 

Nesta altura do ano mais fria e dias tímidos já se torna desconfortável passar uma maré de 2 ou 3h de manhã cedo só com a cabeça fora de água a arranhar o fundo da Ria em busca deste material, também aqui tem de haver foco e a persistência para tentar chegar a um bom resultado. 

No entanto quando as canilhas formam fileiras é um vício desmarcado apanhar este marisco

Lindas Canilhas

Neste dia até encontrei uma santola escondida no meio das sebes

E para terminar, um dia destes de manhã bem cedo recebi uma sms do meu amigo João Santana a dizer que estava a caminho do Sul do Sul e a convidar-me para comer uma BIG tosta com umas cervejas ao final do dia, claro que eu disse logo que sim, afinal um gajo também tem de comer alguma coisa atão!!!! 😊

Haja saúde e força aí pessoal…