Pedra a Pedra
Há um tempo para tudo e cada coisa tem o seu tempo
25 de dezembro de 2025
21 de dezembro de 2025
IV Domingo de Advento
SE APRENDÊSSEMOS
OS SINAIS DE TODOS
OS TEMPOS DA ESPERANÇA
Sou um peregrino do assombro… Vejo a Deus na esperança do meu hoje… Preparo a casa do advento
E quando já nada mais esperar, que saiba ao menos quem espera por mim. E se até a fé vacilar, que saiba pelo menos que a vida tem sempre esse ponto que nos diz que vale a pena esperar mais um momento. Ninguém é novo demais para fazer o que nunca antes fora feito… ninguém é velho de mais para começar onde tudo acabou. Basta apenas folhear as palavras para que as letras encontrem outras tantas e tudo passa a ter um outro sentido. José abre um sentido novo, quando sonha o que ninguém antes sonhou? José apenas entrou no sonho de Deus. Só é este que nos interessa: aprender os tempos de Deus nos sinais de cada dia.
Dinâmica Advento desta semana aqui
(Paroquia de Espinho)
14 de dezembro de 2025
III Domingo de Advento
VEJO COM A RAIZ DA
ESPERANÇA E COLHO
PALAVRAS NO DESERTO
Sou um peregrino do assombro… Vejo a Deus na esperança do meu hoje… Preparo a casa do advento
É assim que tudo começa… no imenso deserto de quem nada tem, esta é a história de Israel, depois de todas as voltas da história, volta sempre ao deserto, só a fidelidade faz ver, só a fidelidade é aquele passo que abre caminhos para as palavras singelas e simples. E basta uma para fazer nova a história de uma humanidade inteira, que se julgava perdida. Por agora uma voz no deserto… um imenso deserto, tudo reduzido a uma voz no deserto… seca voz que rompe o ar árido e solta as palavras que podemos colher no coração que quer ver. O coração sempre deseja ver. Escuta a voz de João e possibilita o encontro com a alegria. Encontras a Palavra de Deus que te faz ver o presépio hoje… a casa onde Deus habita, a Palavra encarnada, Jesus, a verdadeira casa da esperança.
Dinâmica Advento desta semana aqui
(Paroquia de Espinho)
7 de dezembro de 2025
II Domingo Advento
VEJO COM A RAIZ DA ESPERANÇA E COLHO PALAVRAS NO DESERTO
Sou um peregrino do assombro… Vejo a Deus na esperança do meu hoje… Preparo a casa do advento
A Palavra, a grande Palavra, traz na sua raiz a esperança. A única que nos faz levantar do banco da amargura e, na esperança, dar um primeiro passo. Uma Palavra planta vida em pleno deserto. Escuta-a e a tua vida enche-se de vida. Um deserto habitado. Não procures uma felicidade imediata… esta não existe propriamente dita, nada a poderá dizer. Só uma Palavra, maior do que nós, abre a visão cheia de esperança e nos dá a alegria para permanecermos juntos. Em cada dádiva uma raiz de esperança com que vês a salvação dos dias. Nada está perdido… há um amor fiel e basta-nos isso, a fidelidade do amor que nos deixa começar agora mesmo.
Dinâmica Advento desta semana aqui
(Paroquia de Espinho)
30 de novembro de 2025
I Domingo de Advento
UM OLHAR MERGULHADO NA PROFUNDIDADE DA ESPERANÇA
Vejo a Deus na esperança do meu hoje…
Preparo a casa do advento
O Natal está à porta. É à porta que se coloca a primeira marca… é à porta que damos o primeiro passo para entrar neste Natal. Uma casa tem sempre uma porta e esta abre para um lugar especial. Uma porta que abre para um caminho conjunto. Passar por ela é desejar ver o que habita dentro. São muitas as vezes que sentimos a necessidade de nos vermos por dentro, de ir bem dentro de nós… olhos mergulhados na profundidade da esperança abrem a porta desta casa e vêem o que não se vê superficialmente: o mistério do amor de Deus. Está à porta… não é um ladrão, mas o próprio Senhor que vem e vem para nos salvar.
8 de maio de 2025
4 de março de 2025
Quaresma de 2025
MENSAGEM DO SANTO PADRE
FRANCISCO
PARA A QUARESMA DE 2025
Caminhemos juntos na esperança
Queridos irmãos e irmãs!
Com o sinal penitencial das cinzas sobre as nossas cabeças, iniciamos na fé e na esperança a peregrinação anual da Santa Quaresma. A Igreja, mãe e mestra, convida-nos a preparar os nossos corações e a abrir-nos à graça de Deus para podermos celebrar com grande alegria o triunfo pascal de Cristo, o Senhor, sobre o pecado e a morte, como exclamava São Paulo: «A morte foi tragada pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?» ( 1Cor 15, 54-55). Realmente, Jesus Cristo, morto e ressuscitado, é o centro da nossa fé e a garantia da nossa esperança na grande promessa do Pai, já realizada n’Ele, Seu Filho amado: a vida eterna (cf. Jo 10, 28; 17, 3) [1].
Nesta Quaresma, enriquecida pela graça do Ano Jubilar, gostaria de oferecer algumas reflexões sobre o que significa caminhar juntos na esperança e evidenciar os apelos à conversão que a misericórdia de Deus dirige a todos nós, enquanto indivíduos e comunidades.
Antes de tudo, caminhar. O lema do Jubileu – “Peregrinos de Esperança” – traz à mente a longa travessia do povo de Israel em direção à Terra Prometida, narrada no livro do Êxodo: a difícil passagem da escravidão para a liberdade, desejada e guiada pelo Senhor, que ama o seu povo e sempre lhe é fiel. E não podemos recordar o êxodo bíblico sem pensar em tantos irmãos e irmãs que, hoje, fogem de situações de miséria e violência e vão à procura de uma vida melhor para si e para seus entes queridos. Aqui, surge um primeiro apelo à conversão, porque todos nós somos peregrinos na vida, mas cada um pode perguntar-se: como me deixo interpelar por esta condição? Estou realmente a caminho ou estou paralisado, estático, com medo e sem esperança, acomodado na minha zona de conforto? Busco caminhos de libertação das situações de pecado e falta de dignidade? Seria um bom exercício quaresmal confrontar-nos com a realidade concreta de algum migrante ou peregrino e deixar que ela nos interpele, a fim de descobrir o que Deus pede de nós para sermos melhores viajantes rumo à casa do Pai. Esse é um bom “exame” para o viandante.
Em segundo lugar, façamos esta viagem juntos. Caminhar juntos, ser sinodal, é esta a vocação da Igreja [2]. Os cristãos são chamados a percorrer o caminho em conjunto, jamais como viajantes solitários. O Espírito Santo impele-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro de Deus e dos nossos irmãos, e nunca a fechar-nos em nós mesmos [3]. Caminhar juntos significa ser tecelões de unidade, partindo da nossa dignidade comum de filhos de Deus (cf. Gl 3, 26-28); significa caminhar lado a lado, sem pisar ou subjugar o outro, sem alimentar invejas ou hipocrisias, sem deixar que ninguém fique para trás ou se sinta excluído. Sigamos na mesma direção, rumo a uma única meta, ouvindo-nos uns aos outros com amor e paciência.
Nesta Quaresma, Deus pede-nos que verifiquemos se nas nossas vidas e famílias, nos locais onde trabalhamos, nas comunidades paroquiais ou religiosas, somos capazes de caminhar com os outros, de ouvir, de vencer a tentação de nos entrincheirarmos na nossa autorreferencialidade e de olharmos apenas para as nossas próprias necessidades. Perguntemo-nos diante do Senhor se somos capazes de trabalhar juntos ao serviço do Reino de Deus, como bispos, sacerdotes, pessoas consagradas e leigos; se, com gestos concretos, temos uma atitude acolhedora em relação àqueles que se aproximam de nós e a quantos se encontram distantes; se fazemos com que as pessoas se sintam parte da comunidade ou se as mantemos à margem [4]. Este é o segundo apelo: a conversão à sinodalidade.
Em terceiro lugar, façamos este caminho juntos na esperança de uma promessa. A esperança que não engana (cf. Rm 5, 5), mensagem central do Jubileu [5], seja para nós o horizonte do caminho quaresmal rumo à vitória pascal. Como o Papa Bento XVI nos ensinou na Encíclica Spe salvi, «o ser humano necessita do amor incondicionado. Precisa daquela certeza que o faz exclamar: “Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” ( Rm 8, 38-39)» [6]. Jesus, nosso amor e nossa esperança, ressuscitou [7] e, vivo, reina glorioso. A morte foi transformada em vitória e aqui reside a fé e a grande esperança dos cristãos: na ressurreição de Cristo!
Eis o terceiro apelo à conversão: o da esperança, da confiança em Deus e na sua grande promessa, a vida eterna. Devemos perguntar-nos: estou convicto de que Deus me perdoa os pecados? Ou comporto-me como se me pudesse salvar sozinho? Aspiro à salvação e peço a ajuda de Deus para a receber? Vivo concretamente a esperança que me ajuda a ler os acontecimentos da história e me impele a um compromisso com a justiça, a fraternidade, o cuidado da casa comum, garantindo que ninguém seja deixado para trás?
Irmãs e irmãos, graças ao amor de Deus em Jesus Cristo, somos conservados na esperança que não engana (cf. Rm 5, 5). A esperança é “a âncora da alma”, inabalável e segura [8]. Nela, a Igreja reza para que «todos os homens sejam salvos» ( 1Tm 2, 4) e ela própria anseia estar na glória do céu, unida a Cristo, seu esposo. Santa Teresa de Jesus expressou isso da seguinte forma: «Espera, espera, que não sabes quando virá o dia nem a hora. Vela com cuidado, que tudo passa com brevidade, embora o teu desejo faça o certo duvidoso e longo o tempo breve» ( Exclamações, XV, 3) [9].
Que a Virgem Maria, Mãe da Esperança, interceda por nós e nos acompanhe no caminho quaresmal.
Roma, São João de Latrão, na Memória dos Santos mártires Paulo Miki e companheiros, 6 de fevereiro de 2025.
FRANCISCO
