<$BlogRSDUrl$>

2007/12/30

Parece uma resolução de Ano Novo, mas não é.
A ideia de fundir este blog com Um piano na floresta já me foi lançada há uns meses, estava eu na frase da não escrita. Mais recentemente, uma amiga minha demonstrou interesse de começar a escrever mas tinha relutância em embarcar num blog individual. Um amigo dela, idem.
A luz fez-se, a obra nasceu, chama-se Sofa Station, onde apartir de agora começo a lançar as minhas captations.
Cheguei a perguntar-me se perderia esta identidade que criei aqui (melhor dizer, que desenvolvi aqui, pois ela é anterior), com a mudança de blog.
É impossível, Mentecapto sou eu, eu sou Mentecapto. Aqui ou ali.

2007/12/25


[desculpem, o post está um bocadinho maior do que tinha pensado...]

Decidi dar a mim mesmo a série “Portugal, um retrato social” que o Público editou em 7 DVDs, que tinha sido das poucas coisas que recentemente lamentei perder na TV nacional.
São apresentados dados que demonstram o salto que Portugal deu nos últimos 40 anos. Tendo, como a maior parte de vocês, testemunhado as mudanças dos últimos 20~25 anos, estou tranquilo com alguns deles. Mas, mesmo fenómenos que nos são perfeitamente tangíveis, podem revelar-se surpreendentes porque passamos por eles com a naturalidade de quem está a acompanhar o movimento, sem parar para pensar muito sobre o assunto. [esta é, parece-me, a grande mais-valia desta série]
O final do primeiro DVD, único que vi até agora, debruça-se sobre a família, nas diversas mutações que o conceito de agregado familiar foi sofrendo, com um leque mais alargado de opções de vida, mas tendo sempre em comum a diminuição da dimensão desse agregado.
Desemboca na questão da terceira-idade. Antes integrada no seio da família alargada que compartilhava um mesmo espaço [de repente, uma dúvida transcendental: como é que a natalidade era maior numa altura em que era normal no quarto ao lado dormirem os sogros? :S], os país passaram a ver os seus pintainhos partirem rumo à independência e ficarem num espaço sozinhos, isolados.
Não é de agora que esta questão me ocupa a mente. Se recuarem ao dia 20 deste mêsverão que sou adepto dos lares ou, como esta palavra está conotada com os piores exemplos, residências/condomínios com assistência médica incluida. Não apenas para uma fase terminal da vida, onde o idoso precisa de cuidados continuados, aguardando pacientemente que chegue "o seu momento" de ir ter com o seu cônjuge que já partiu. Considero que essa opção passa a ser válida quando se entra na reforma e os filhos, quando os há, já se tornaram independentes, e se encara invariavelmente a solidão. Preservando, claro, a privacidade inviolável de um cantinho para cada um.
A minha mãe é uma sortuda, conta ainda com duas pintaínhas ainda perto das suas asas. Mas não é por isso que deixei de insistir com ela que, desde que se reformou, se envolvesse em actividades diversas (seja actividade física, seja voluntariado em apoio social, seja participação em actividades culturais, através de uma qualquer "Universidade de Terceira Idade"). Pela mesmíssima razão, insisti com ela que aprendesse a utilizar esta dádiva da tecnologia chamada internet, para se abrir ao que se passa no mundo, mas sobretudo para combater a distância dos restantes dos seus entes queridos.
Veio-me tudo isto à memória quando, neste DVD era entrevistada uma senhora residente num lar dos arredores de Lisboa, com a cabeça bem fresca, tristíssima por os restantes residentes chegarem lá num estado terminal de saúde, indo lá morrer praticamente, e portanto não poder também ali contornar a solidão que sente desde que o marido morreu.

Não sei se foi pela época natalícia que atravessamos, mas aí chorei (como está prestes a acontecer agora que escrevo...).

Acho que a minha mãe não tem a noção da importância que tem para mim quando todos os dias, mais-ou-menos pela mesma hora, se abre uma janela de msn no meu monitor a dizer “Bom dia filhote, tudo bem?”. A conversa nunca é longa (estou a trabalhar, né?), trocam-se recados, mas mais importante que isso, trocam-se afectos! [este é um recadinho aos que dizem que a Internet distancia as pessoas]

2007/12/21

Hoje estou .... Morrissey!

2007/12/14


Para quem não saiba, eu andei no ensino superior, vesti o traje, fiz a praxe (sem fazer mal a uma mosca!), pertenci a uma Tuna. Desde a sua fundação.

Essa Tuna faz 15 anos e decidiu juntar toda a malta que por lá passou. Logo à noite (não digo onde para não provocar condicionamento de trânsito...)
Vai ser bom, muito bom! Ver malta que nao vejo desde que saí, rever outra com quem cruzei entretanto, conhecer os nossos (=fundadores ) sucessores, conheces as suas histórias.

Ah! Adivinharam, eu apareço na foto, não digo é quem sou. (quem me conhece, não vale dedo-durar !)

A notícia veio como uma bomba, vinda da boca da minha própria mãezinha:
- Filho, espera lá, já continuamos a conversa, que vai começar a nova novela da TVI: Deixa-me amar!
- Deixa-me amar? Deixa-m'amar? Deixa.... ihihihih

Mais um toque de génio, duma estação que já provou conhecer o gosto português, nomeadamente em brincar com as palavras e as acentuações!

2007/12/12

No sábado passado um amigo meu contava-me, horrorizado, que tinha estado num Hotel no Canadá, de uma grande Cadeia, e tinha encontrado um rato no quarto. Concordo, não é uma ideia muito tranquilizadora, pensar que essa visita pode voltar em pleno sono. :S
Coincidêntemente, horas antes tinha lido um artigo que dava conta que na Alemanha era crescente o número de encontros imediatos em plenas cidades de seres muito menos urbanos do que os ratatuis deste mundo.

“Estudos recentes comprovaram que os espaços arborizados das grandes cidades excedem, por vezes, as florestas mais ricas em diversidade biológica, que Berlim abriga a maior população de rouxinois da Alemanha, ou ainda que, em algumas zonas de Munique, há quase tantass espécies de borboletas como nas melhores reservas naturais. Os pássaros chocam os ovos no meio do rugido dos aviões, constroem o ninho debaixo do fragor dos sinos ou instalam-se enfrenteando a algazarra das pontes ferroviárias e das colunas de camiões.”

A conclusão do artigo não é surpreendente : a culpa desta migração animal é …os humanos! Quanto mais invadimos o seu território, mais industrializamos a agricultura, mais os animais se sentem desconfortáveis neste ambiente, e procuram a paz nos Tiergarden deste Planeta.

(Nota: em Agosto, pude comprovar em Tiergarden, a presença de diversos esquilos, dos verdadeiros, e “daqueles outros, de 2 patas”….. :P)

2007/12/02

Como disse ainda há mão muito tempo, para evitar banhadas cinematográficas, tento ser criterioso nas escolhas. Por vezes, a tesoura está "romba" e vejo o que não quero, outras há que corto rente de mais, deixando passar filmes que depois me venho a aperceber que não devia.

Isso aconteceu com este filme.
Confesso que me deixei invadir pelo preconceito, por um lado por uma participação anterior fanhosa do sr. Ralph, num filme que agora me escapa, mas sobretudo por um título que me pareceu saído do reportório das Donas de Casa Desesperadas...

Que errado estava! O filme tem uma história ultra-envolvente (a ponto de, quando a cópia do DVD-clube plissou, ter julgado tratar-se um plano maquiavélico da industria farmacêutica para me impedir de ver o final... :P) envolta numa história de amor como eu gosto.

2007/11/30

Ouvi uma frase na rádio que deixou a pensar (vai sem aspas porque não sei se é textual, e não retive o autor):
Se o homem é a cabeça do casal, a mulher é o pescoço, que gira para o lado que quer que a cabeça esteja direccionada...

2007/11/29

Hoje estou ... Fred Astaire!

2007/11/28

De tão óbvio, esta minha descoberta só pode já ter sido reconhecida antes: já repararam a semelhança que há entre um relacionamento amoroso e um emprego?
Há quem viva bem sem um, o normal é ter-se um, mas também há quem sinta necessidade de um segundo...
Há quem se sinta perfeitamente realizado/a, há que se sinta confortável, há quem se sinta infelicissímo/a e frustado/a.
Há quem procure novo vínculo depois de se desprender do anterior (mesmo que precário, tipo recibo-verde), há quem, independentemente se está satisfeito com o que tem, esteja sempre à cusca de melhor.
Há quem tenha o sentimento que está a deixar passar ao lado uma oportunidade melhor, há quem tenha a certeza que o que tem é o melhor que podia ter encontrado.

This page is powered by Blogger. Isn't yours?