[Inscrições] Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América Latina

Programa de Pós-Graduação Interunidades em Integração da América Latina- PROLAM
Universidade de São Paulo (USP)

Seminário 10: Populismos, Ditaduras, Democracias e Direitos Humanos

Coordenadores Prof.Dr. Luiz Antonio Dias (PUCSP / UNISA)  e  Profa.Dra. Raquel  Paz (UFRJ / UNISA)
Resumo: O presente simpósio tem como objetivo promover um debate crítico sobre o conceito de populismo, bem como sua utilização pela historiografia latino-americana na análise de processos históricos encerrados no período de 1950 e 2010. Nesse sentido, propomos uma discussão sobre a idéia de “colapso do populismo”, amplamente difundida como modelo explicativo para os Golpes Civis-militares que ocorreram nesse mesmo período. Dando sequência, propomos um diálogo com as várias perspectivas historiográficas acerca desses movimentos golpistas, promovendo uma problematização dos caminhos das ditaduras na América Latina, pensando suas causas e consequências. Pensar os processos de redemocratização e suas especificidades nos diversos países latino-americanos, bem como o modelo de justiça de transição adotado por esses países. Finalizando, propomos também, uma discussão sobre os Direitos Humanos nesse período, discutindo as suas violações ao longo das ditaduras, mas também nas democracias implantadas nos anos 1980.
Justificativa: Diante da abertura de diversos arquivos – no Brasil e demais países latino-americanos, bem como dos arquivos do Departamento de Estado norte-americano e da CIA (que explicitou operações conjuntas como, por exemplo, a Operação Condor) – entendemos que é fundamental ampliar o diálogo entre as diversas áreas de estudo e países da América Latina, no sentido de promover uma integração entre essas pesquisas. Além disso, o polêmico debate no continente sobre os denominados governos nacionais populares ou “populistas” tem contribuindo para a produção de novos estudos sobre o período que estão promovendo uma reavaliação desses regimes através da utilização de novas fontes documentais e referenciais teóricos.Temas:

  • “Populismos”
  • Trabalhismo
  • Peronismo
  • Golpes
  • Ditaduras
  • Redemocratizações
  • Meios de Comunicação
  • Imperialismo
  • Justiça de Transição

Bibliografia:

COGGIOLA, Osvaldo. Governos militares na América Latina. São Paulo: Contexto, 2001.
DREIFUSS, René Armand – 1964: A Conquista do Estado: Ação política, poder e golpe de classe. Petrópolis: Vozes, 1981.
FERREIRA, Jorge – O Populismo e sua História: Debate e Crítica.Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, 2001.
FERREIRA, Jorge e GOMES, Ângela de C. – O Golpe que derrubou um presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu uma ditadura no Brasil. São Paulo: Civilização Brasileira, 2014.
JELIM, E. e HERSHBERG, E. Construindo a Democracia: Direitos Humanos, Cidadania e Sociedade na América Latina.  São Paulo: NEV/PNUD/SEDH, 2007.
KUSHNIR, Beatriz – Cães de Guarda: jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de 1988. São Paulo: Boitempo Editorial, 2004.
MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Em guarda contra o “perigo vermelho”: o anticomunismo no Brasil (1917-1964). São Paulo: Perspectiva, 2002.
PADRÓS, Enrique. América Latina: Ditadura, Segurança Nacional e Terror de Estado. História e luta de classes. América Latina Contemporânea, n. 4, p. 43-49, 2007.
NOVARO, Marcos e PALERMO, Vicente. A ditadura Militar Argentina 1973-1986. São Paulo: Edusp, 2003.
REIS, D. A.; RIDENTI, M.; MOTA, R. P. S. (org.) – O Golpe e a Ditadura Militar: 40 anos depois (1964-2004). Bauru-SP: Edusc, 2004.
REIS, D. A.; RIDENTI, M.; MOTA, R. P. S. (org.) A ditadura que mudou o Brasil: 50 anos do golpe de 1964. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.
SANTOS, Raquel Paz dos.  Um novo olhar sobre o país vizinho: a cooperação cultural na como crítica ao paradigma da rivalidade no contexto das relações Brasil-Argentina (1930-1954). Rio de Janeiro: Editora Multifoco, 2012.

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: http://sites.usp.br/prolam/apresentacao-3/

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Políbera marca presença em evento da UFRJ

O 3º Encontro Regional Sudeste de História da Mídia acontecerá na Escola de Comunicação da UFRJ nos dias 14 e 15 de abril de 2014. O evento tem o objetivo de reunir pesquisadores, professores, alunos e profissionais interessados nas interfaces entre comunicação e história.

Os professores Dr. Luiz Antonio Dias e Dr. Paulo Fernando de Souza Campos, membros do Políbera, marcarão presença no evento

Para mais informações sobre o encontro, clique aqui.

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Abertas Inscrições para o 14º Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia

Já estão abertas as inscrições de propostas de simpósios temáticos para o 14º Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia.

O evento será realizado na cidade de Belo Horizonte, no Campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, entre os dias 08 e 11 de outubro de 2014.

Promovido desde 1986 pela SBHC, este é o mais importante encontro nacional da área, congregando pesquisadores de diversos países e especialidades. Entre as atividades previstas estão Conferências, Mesas-Redondas, Simpósios Temáticos, Mini-Cursos, Painéis de Iniciação Científica, lançamento de livros e eventos culturais.

As propostas de simpósios temáticos deverão ser feitas por até dois coordenadores vinculados a instituições diferentes. Os proponentes deverão estar em dia com a anuidade de 2013.

Outras informações, instruções e prazos para as inscrições podem ser encontradas em http://www.14snhct.sbhc.org.br/

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Alunos Pesquisadores do POLIBERA recebem Menção Honrosa no 16º Congresso de Iniciação Científica e 10ª Mostra de Pós-Graduação da UNISA

congresso

Os alunos Daniel Machado Moura Neves e Leandro Kaplan Ramos da Silva foram contemplados com Menção Honrosa do 16º Congresso de Iniciação Científica e 10ª Mostra de Pós-Graduação da UNISA com trabalho intitulados Um balanço da IIRSA no contexto da integração sul-americana orientado pela Profa. Dra. Raquel Paz dos Santos e  Curar e Cuidar: mulheres negras nas aquarelas de Jean-Baptiste Debret orientado pelo Prof. Dr. Paulo Fernando de Souza Campos.

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Selecionados para publicação na Revista do POLÍBERA

cartaz

O I Encontro de Pesquisa em Políticas e Identidades Ibero-Americanas foi um sucesso! Abaixo, temos a lista dos trabalhos selecionados (divididos por simpósios) para publicação na Revista do POLÍBERA. Além dos trabalhos selecionados, os palestrantes, componentes das mesas e professores que ministraram minicursos também participarão da primeira publicação. Mais informações em breve!

Análise de Movimentos Sociais Contemporâneos
Dr. Luiz Antônio Dias UNISA/PUC-SP; Dr. Rafael Lopes de Sousa UNISA/PUC-SP

O Estado Autocrático e a Criminalização do Movimento Social
Ana Maria da Silva Gomes de Oliveira Lucio de Sousa. Mestre em História Social – PUC/SP Especialista em História – UNICAMP ann_lucio@yahoo.com.br

Lutas Sertanejas: a cultura nordestina e as lutas sociais, o movimento do PCB em São Miguel Paulista
Édiney Georgenes Duarte Mello. Graduado em História, Universidade de Santo Amaro – Unisa.  Pesquisador do Grupo de Pesquisa Políticas e Identidades Ibero-Americanas – POLIBERA/UNISA/CNPq. edineymello@hotmail.com

Penitentes de Barbalha, CE: memória e oralidade
Marcos Martinez Munhoz. Doutorando no Programa de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade de São Paulo em Comunicação e Semiótica. mfradini@hotmail.com.

Arqueologia Pública na Constituição de Identidades Ibero-Americanas
Esp. Felipe Prospero, UNISA

Arqueologia do Sentimento: a luxúria na obra A Divina Comédia
Tarine Castro de Oliveira. Graduanda em História pela Universidade de Santo Amaro – UNISA. tarine_castro@hotmail.com

A Cerâmica Marajoara: entre o passado e a contemporaneidade
Camila Cristina Guerreiro. Graduada em História – Universidade Bandeirante de São Paulo e cursando Pós-Graduação em Arqueologia, História e Sociedade – Universidade de Santo Amaro – UNISA. camilaguerreirosp@hotmail.com

Larissa Souza Correia. Professora de ensino fundamental II – Historia na rede municipal de São Paulo, pós-graduanda em Arqueologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Graduada em História pela Universidade de Santo Amaro – UNISA e membro do GP-CNPq Políticas e Identidades Ibero-Americanas. larissasouzacorreia@hotmail.com

A Doença, o Benzimento e a Crença – o ritual de cura, na descrição da última benzedeira da família Pinho, em Alagoinhas/BA
Gladys Mary Santos Sales. Pós-graduanda em Arqueologia, História e Sociedade pela Universidade de Santo Amaro – UNISA. eusougenio@bol.com.br

Ensino de História: perspectivas Ibero-Americanas
Mdo. Diogo Brauna UNISA/PUC-SP

A história da disciplina Sociologia da Educação no currículo dos cursos de formação de professores no Brasil: um estudo a partir dos manuais didáticos
Fernando Roberto Campos. Doutor em Educação: História, Política, Sociedade – PUC-SP. Professor da Universidade de Santo Amaro – UNISA. fccampos1@gmail.com

Escola Oficina No. 1: uma experiência de educação libertária em Lisboa, Portugal
Tatiana da Silva Calsavara. Doutora em Educação pela USP. Docente Pedagogia – Universidade de Santo Amaro. tcalsavara@gmail.com.

A História Antiga em um Manual Didático – uma investigação sobre as mudanças ocorridas na década 90 e início dos anos 2000
Roberto Ramos de Campos. Graduando do curso de Licenciatura em História da Universidade de Santo Amaro – UNISA. Pesquisador do Grupo de Pesquisa Políticas e Identidades Ibero-Americanas – POLIBERA/UNISA/CNPq. ramosdecampos@hotmail.com

Diogo Brauna Mestre em Historia. Professor de Licenciatura em História da Universidade Santo Amaro – UNISA. Pesquisador do Grupo de Pesquisa Políticas e Identidades Ibero-Americanas – POLIBERA/UNISA/CNPq.  dbrauna@gmail.com

História das Mulheres no Mundo Ibero-Americano
Dr. Paulo Fernando de Souza Campos, UNISA; Dra. Isabela Candeloro Campoi UNESPAR

Coniupuiaras: as Amazonas da América sob o olhar europeu moderno
Dayana Mendes Pereira. Aluna do Curso de Licenciatura em História, Universidade de Santo Amaro – UNISA. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Politicas e Identidades Ibero-Americanas – POLIBERA/UNISA/CNPq. IC/UNISA

Francielle Wisnieski de Andrade. Aluna do Curso de Licenciatura em História, Universidade de Santo Amaro – UNISA. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Politicas e Identidades Ibero-Americanas – POLIBERA/UNISA/CNPq. Bolsista IC/UNISA

Questões de Gênero: confluências, debates e tensões entre o biológico e o social
Patrícia Rocha Carvalho. Aluna do Curso de Licenciatura em História, Universidade de Santo Amaro – UNISA. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Politicas e Identidades Ibero-Americanas – POLIBERA/UNISA/CNPq.

Paulo Fernando de Souza Campos. Doutor em História. Professor do Curso de Licenciatura em História, Universidade de Santo Amaro – UNISA. Pesquisador do Grupo de Pesquisa Politicas e Identidades Ibero-Americanas – POLIBERA/UNISA/CNPq. pfsouzacampos@hotmail.com

Mulheres Negras na Revolução Constitucionalista de 1932
Jhonatan Uilly G. Ferreira. Aluno do Curso de Licenciatura em História, Universidade de Santo Amaro – UNISA. Pesquisador do Grupo de Pesquisa Politicas e Identidades Ibero-Americanas – POLIBERA/UNISA/CNPq. Bolsista IC/UNISA.

Paulo Fernando de Souza Campos. Doutor em História. Professor do Curso de Licenciatura em História, Universidade de Santo Amaro – UNISA. Pesquisador do Grupo de Pesquisa Politicas e Identidades Ibero-Americanas – POLIBERA/UNISA/CNPq. pfsouzacampos@hotmail.com

Integração Regional da América Latina
Dra. Raquel Paz dos Santos UNISA/UFRJ

Integração Regional da América do Sul e Criação da IIRSA
Daniel Machado Moura Neves. Graduando do curso de Licenciatura em Geografia pela Universidade de Santo Amaro – UNISA, Bolsista IC/UNISA. danielmouraneves@gmail.com

Raquel Paz dos Santos. Doutora em Historia. Professora do curso de História da Universidade de Santo Amaro – UNISA. raquelpazdossantos@terra.com.br

O Pacto ABC nas Visões das Imprensas Paulista e Carioca
Fernando de Lima Chagas. Graduando do curso de licenciatura de História pela Universidade de Santo Amaro – UNISA. IC/UNISA. fdlchagas@hotmail.com

Rommel de Sene Trindade. Graduando do curso de licenciatura de História pela Universidade de Santo Amaro – UNISA. Bolsista IC/UNISA rommelst@gmail.com

Raquel Paz dos Santos. Doutora em Historia. Professora do curso de História da Universidade de Santo Amaro – UNISA. raquelpazdossantos@terra.com.br

Catolicismo x Protestantismo: a crítica do Padre Antonio Vieira ao calvinismo holandês do século XVII
Marcio Paulo Cantalício da Silva. Graduando em Licenciatura de História pela Universidade de Santo Amaro – UNISA. Pesquisador do Grupo de Pesquisa Politicas e Identidades Ibero-Americanas – POLIBERA/UNISA/CNPq. marciocantalicio@gmail.com

Raquel Paz dos Santos. Doutora em História. Professora do curso de História pela Universidade de Santo Amaro – UNISA. Pesquisador do Grupo de Pesquisa Politicas e Identidades Ibero-Americanas – POLIBERA/UNISA/CNPq. raquelpazdossantos@gamil.com

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POLÍBERA tem 12 aprovados no 16º Congresso de Iniciação Científica da UNISA

O POLÍBERA teve 12 aprovados no 16º Congresso de Iniciação Científica e 10ª Mostra de Pós-Graduação da UNISA.

Um balanço da IIRSA no contexto da integração sul-americana
Daniel Machado Moura Neves

Congada de São Benedito em Ilhabela – Entre o passado e o presente
Kelli Castor Nascimento

O Estado Novo e a censura do samba
Debora Alves Barbosa

A Divina Comédia: luxúria, amor, pecado e divino
Tarine Castro de Oliveira

Educação Patrimonial: dentro e fora do sítio arqueológico
Larissa de Souza Correia

Identidade de gênero: confluências, debates e tensões entre o biológico e o social
Patricia Rocha Carvalho

Pérolas Negras: a participação de mulheres negras na Revolução Constitucionalista de 1932
Jhonatan Uilly Gomes Ferreira

Valores da Renascença: um estudo das obras de Da Vinci
Everton de Souza Teixeira

Tarsila do Amaral: um novo olhar sobre a sociedade brasileira moderna
Patricia Maria dos Santos

Racismo científico em São Paulo e as representações dos combatentes negros
Alex de Jesus dos Santos

Enfermagem, cuidado e poder no Hospital do Juquery na gestão de Pacheco e Silva
Cláudia Polubriaginof

Curar e Cuidar: mulheres negras nas aquarelas de Jean-Baptiste Debret
Leandro Kaplan Ramos da Silva

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16º Congresso de Iniciação Científica e 10ª Mostra de Pós-graduação (UNISA)

O Congresso de Iniciação Científica e a Mostra de Pesquisa da Pós-graduação procuram oportunizar a discentes e docentes a apresentação de suas pesquisas, fruto do trabalho na elaboração de Monografias, Projetos Integradores, Projetos Experimentais e demais produções geradas a partir de ligas e grupos de estudos, em todos os cursos da UNISA.

Objetivos:

  • Demonstrar os resultados dos esforços de discentes e docentes na produção científica;
  • Permitir a divulgação dos trabalhos em andamento ou em fase de conclusão;
  • Favorecer que os estudantes compartilhem suas pesquisas com a comunidade acadêmica;
  • Valorizar a pesquisa e a produção científica na UNISA.

Calendário:
Inscrição dos trabalhos: 10 a 28/10/2013, pelo Portal UNISA – Ambiente do aluno.
Período de avaliação dos trabalhos: 29/10 a 3/11/2013.
Divulgação dos trabalhos aceitos: 4/11/2013.
Realização do evento: 11 e 12/11/2013, nos 3 Campi.

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[Resenha] O desenho epistemológico da Arqueologia Pública: regras para a construção de um relatório técnico científico

Resenhista: Patrícia Rocha Carvalho

O artigo ora resenhado, escrito por Heraldo Elias Montarroyos se configura como uma concatenação das ideias explícitas no livro Public Archeology (editado em 2004), que se referem aos pressupostos epistemológicos da Arqueologia Pública. Para tanto, o texto é organizado de modo a salientar diferentes dimensões para a construção de relatórios técnico-científicos da arquelogia pública.

O autor, ao introduzir o debate acerca de tais dimensões, contextualiza o quadro de paradigmas da arqueologia pública que, vale ressaltar, busca a preservação e estudo do patrimônio arqueológico, a fim de incitar a percepção de pertencimento do passado de determinado grupo ou sociedade, desencadeando, por conseguinte, uma identidade e memória social. Conforme explica o autor, dado seu caráter social/comunitário e não somente academicista, a arqueologia pública é dotada de diferentes interesses, teorias e técnicas, que certamente influenciarão a abordagem da mesma. Nesse sentido, Montarroyos menciona uma importante mudança de paradigma sofrida pela arqueologia pública a partir dos anos 70, passando do modelo histórico classificatório de reconstrução para a técnica de redescobrimento de dados antropológicos associados à História Cultural e ao Ambientalismo. Sob a ótica pós-processualista, quando o passado é interpretado como história, transforma-se em ideologia. Contudo, afirma-se que conhecer o passado arqueológico é útil para dar sentido ao presente e, que nenhuma interpretação é absoluta, mas está sempre aberta a discussões. Destaca-se, ainda, que o pós-processualismo é apenas um em meio aos muitos paradigmas existentes na arqueologia pública, dentre os quais podemos citar a abordagem histórico-classificatória, a processualista, a marxista e a neoliberal. Tal variedade teórica, decorrente dos diferentes interesses e técnicas anteriormente mencionados, representa um desafio para a arqueologia pública, que se vê diante de vários caminhos possíveis para se enveredar.

Ao discorrer sobre as dimensões Ontológicas da Arqueologia Pública, o autor define como regra dentro deste espectro a relação de simultaneidade e convergência de interesses da ciência e da sociedade em geral, visto que a mesma se situa entre o elitismo acadêmico (burocrático) e o senso comum (que pode utilizar o material arqueológico arbitrariamente), devendo, pois, negar os dois extremos a fim de cumprir seu objetivo de estudo.

No que se refere às questões metodológicas, ressalta-se novamente a necessidade de interação de interesses entre academia e sociedade, afirmando-se que a arqueologia pública deve ser praticada pelos sujeitos sociais. Para tanto, há a preocupação de formular modelos tecnológicos para a integração com a comunidade. O modelo de “déficit”, por exemplo, prevê a educação como propulsora da preservação e identificação com o patrimônio histórico. Por sua vez, o modelo de “perspectiva múltipla” sugere o desenvolvimento de tecnologias de comunicação social e atividades lúdicas; nesse caso, a internet, por exemplo, seria um recurso.

Posteriormente, o autor se volta para as questões axiológicas que se referem a um leque de possibilidades que a Arqueologia Pública pode proporcionar dentro da produção de bens culturais. A promoção da identidade social, a memória cultural, a ordem patrimonial, a preservação arqueológica, informações técnico-científicas seriam exemplos deste trabalho. Ao assumir tal postura, de tecnologia pública de informação, a arqueologia gera a expectativa de uma ação democrática que estimule a preservação arqueológica não somente com fins academicistas.

No que tange às considerações teóricas e contextuais, evidencia-se o quão importante é o intercâmbio entre a academia e a comunidade. Dentro de tal lógica, a arqueologia pública se aproxima do chamado modelo policrático, ao passo que busca conciliar o interesse comunitário com interesses privados, apelando, desta forma, para uma descentralização e uma abordagem que atenda a pluralidade social. Assim sendo, configura-se como o avesso do modelo autocrático, regido pelas elites científicas e burocráticas.

Em seguida, o artigo traz uma análise acerca das questões pragmáticas que perpassam o desenvolvimento desta disciplina. Dentre elas, destacam-se: 1) a busca por tecnologias que desencadeiem a participação social (estas podem ser informacionais, políticas, jurídicas, administrativas, negociais, entre outras); 2) questões legais para o seu desenvolvimento, que estabeleçam uma ordem político-constitucional para a proteção, estudo, fiscalização e pesquisa do patrimônio histórico-arqueológico.

Por fim, são enumerados fatores que aumentam o engajamento coletivo, os quais se podem citar a legislação, o capital moral (bom relacionamento entre arqueólogos e não arqueólogos), eficiência do Estado. Por seu turno, há também os elementos que diminuem tal engajamento, como por exemplo, a baixa escolaridade dos não-arqueólogos e a negligência fiscalizadora do Estado.

Diante do exposto, verificamos a relevância do desenvolvimento de tal vertente arqueológica, mas também se tornam evidentes os desafios que a mesma enfrenta, dada a complexidade gerada pelo duplo objetivo que se propõe a realizar: atender as necessidades acadêmicas e, concomitantemente, as sociais, de maneira democrática.

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Divulgue o I Encontro POLIBERA

Ajude na divulgação do I Encontro POLIBERA, espalhando o flyer abaixo entre seus amigos. Cole nas paredes, dispare e-mails e compartilhe nas redes sociais. Vamos tornar o evento ainda mais interessante, aumentando o número de participantes. Se preferir, baixe o PDF pronto para impressão.

cartaz

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[Ata] Reunião do dia 03.10.2012

ATA DA SESSÃO ORDINÁRIA DO GRUPO DE PESQUISA POLÍTICAS E IDENTIDADES IBERO-AMERICANAS, DA UNIVERSIDADE DE SANTO AMARO – POLÍBERA/UNISA/CNPq. No dia três de outubro de dois mil e doze, às duas horas e quatorze minutos da tarde, na sala 6-E, do Campus II, da Universidade de Santo Amaro, sob coordenação dos professores doutores Raquel Paz dos Santos, Felipe Próspero e Paulo Fernando de Souza Campos, tem inicio a reunião do Grupo de Pesquisas – GP com participação dos pesquisadores, Dayana Mendes, Larissa Correia, Márcio Cantalício, Carla Schmidt, Teonas Siqueira, Kelli Castor, Patrícia Rocha, Vinicius Ferreira, Everton Teixeira, Ricardo Alexandre, Édney Mello, Pedro Lucas, Isabel Ribeiro, Denise Siqueira, Wellington da Silva, Fernando de Lima. O Prof. Paulo enfatiza a satisfação com o desenvolvimento do grupo e lembra os eventos para o ano de 2013, a saber, “Fazendo Gênero” e o Simpósio na UNISA. Parte do GP demonstra interesse na participação do evento, o que será retomado adiante. Do mesmo modo, o grupo se predispõe a atuar na organização do Simpósio, bem como ele poderá ser feito. A pesquisadora Larissa Correia dá início à apresentação dos resultados parciais de sua monografia intitulada “O Simbolismo da Deusa Atena no Período Homérico”, na qual destaca a forma como estruturou o trabalho desde a escolha do tema até seus resultados. É destacado à contribuição que seu trabalho pode ter às discussões de gênero, enquadrando-se em mais de uma linha de pesquisa do grupo. Antes de iniciar os debates, os coordenadores avisam que terão que sair alguns minutos antes do término da reunião devido a um compromisso na instituição (reunião do NDE), mas que o Prof. Felipe acompanhará o grupo. A pesquisadora Dayana Mendes dá início à discussão do primeiro texto “Arqueologia Pública no Brasil e as Novas Fronteiras”, do autor Pedro Paulo Abreu Funari. Ao início da discussão se falou de um dos casos que o texto trabalho, mas antes, se fez necessário debater o conceito de “arqueologia pública”, com várias ideias a respeito, e com a importante contribuição do Prof. Felipe Prospero, especialista na área, entendemos por arqueologia pública uma ciência que busca estudar a minorias, colocando seu serviço em favor de uma comunidade relacionada ao objeto. Os demais pesquisadores trouxeram outros relatos que conheciam através de suas leituras, e foram usados para seguir o tema. Uma discussão sobre o período de ditadura militar no Brasil e o trabalho da arqueologia nas conhecidas “valas comuns” foi de grande destaque, lembrando principalmente o quanto é complicado um trabalho que envolve de forma sentimental o arqueólogo. O pesquisador Vinicius Ferreira dá início ao debate do segundo texto, “Arqueologia da Escravidão e Arqueologia Pública: Algumas Interfaces”, de Lúcio Menezes Ferreira, usando de um resumo que fez previamente, falando de como o texto trabalha a questão da arqueologia nos estudos referentes à escravidão. A partir desta leitura, acontece um rico debate referente à escravidão, e o grupo não se prende nas questões referentes à arqueologia, e outros autores com Gilberto Freyre então em pauta. Antes que o último texto seja debatido, conforme aviso ao início, os professores Paulo e Raquel deixam a reunião. O Prof. Paulo pede que o grupo dê atenção durante a semana para a escolha de uma sigla e um logo e que os alunos responsáveis pelos textos enviem o mais rápido possível as resenhas dos mesmos para o pesquisador Raphael Calmeto, para que sejam postadas no blog do grupo, ainda não disponível, pois aguarda os primeiros materiais escritos a serem postados. O pesquisador Wellington Silva abre o debate do texto “Teoria arqueológica na América do Sul”, do autor Pedro Paulo Abreu Funari. Em um primeiro momento, é falado do estado atual do desenvolvimento da arqueologia na América do Sul, e a influência estrangeira é um temo que mereceu especial atenção. Uma discussão distinta é levantada. O grau desenvolvimento de diferentes sociedades entra em pauta, pois alguns pesquisadores não concordam em se pensar que determinada sociedade teve um “desenvolvimento maior” que outras. O Prof. Felipe esclarece que na Arqueologia se trabalha de forma diferente que na História, lidando sim com “superioridade tecnológica”. Por fim a questão de preservação e destruição de memória encerra a discussão. Fica decidido que no próximo encontro, no dia 17/10, o pesquisador Jhonatan Uilly estará responsável pelo texto I, a pesquisadora Carla Schmidt pelo texto II e o pesquisador Pedro Lucas pelo texto III. Os alunos Fernando Lima, Rommel Sene e Márcio Cantalício apresentarão seu projeto de pesquisa na mesma data. Para constar, eu, Dayana Mendes Pereira, lavro e digito a presente ata que assino com os coordenadores da sessão em que for aprovada. São Paulo, vinte de fevereiro de dois mil e treze.

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