Atenção! A resposta às seguintes questões está no link mais abaixo:- o que é que eleva um poema?- como é que isso se faz? A apresentação no link explora a diferença entre poética e poesia! Aprenderás as diferentes formas e regras poéticas, incluindo versificação e como estes "engenhos" trazem musicalidade e dimensão aos teus poemas… Continue lendo Poética e versificação
HEX #000000
À hora da manhã ainda por vir acariciar o meu jardim, chamo os meus irmãos! Levantai-vos e ouvi-me. Tomo o meu lugar, convoco o conventículo. Escutai-me! Já provei dos vossos castigos, até no amor embrulhados. Os meus olhos, a minha pele, secaram ao vento Suão, o meu estômago odre selado segrega água revolta. De tudo… Continue lendo HEX #000000
Os bairros em que vivi
O gato anda pela casa ao cheiro, de certeza que vê a minha tristeza, perseguindo-lhe os esporos de aroma acre e a estática. Por outro lado, talvez se sinta agoniado com a laranja que apodreceu na fruteira. Pulava de manhã cedo pela janela com vista para o sempre viçoso limoeiro do quintal, deixando a pouca… Continue lendo Os bairros em que vivi
Margarida
Conhecemo-nos zangados, vi através de ti pela vidraça da alegria, tu achaste-me parecido a alguém. Acontece-me bastante, ser parecido a alguém. É comum para pessoas como eu que se mascaram. Tens um amigo que é tal e qual como eu estou a ser para ti e até nos devíamos conhecer, talvez este seja o glitch… Continue lendo Margarida
A Rosa dava beijos a cópias de poemas
Acabo de viver a minha fantasia diária de pássaro primaveril que constrói o ninho, de montar um lar e deixar a casa pronta para estar sozinho, de arrumar os atoalhados categoricamente e de colocar as matrioskas velhas de verniz estalado na estante dos livros. Os arranjos de folhagem seca trazem algum conforto, apenas superado pelo… Continue lendo A Rosa dava beijos a cópias de poemas
Gabinete 12
Ela nunca desviou o olhar do teclado, do papel, do anel nada modesto, uma única vez. Tinha uma caneta de aparo lindíssima, robusta, branca, a tampa a ouro claro, coisa elegante. Lia-se gravada a assinatura Ingrid Bergman. O charme terminava no bijou violeta da patilha, com o opulento símbolo da Montblanc, com o cabelo escovado… Continue lendo Gabinete 12
Queimando pontes, atando pontas
Não vou agora explicar à Sofia o surto psicótico que foi 2010, o porquê das barbaridades que lhe disse exausto acerca da minha iluminada liberdade de dizer qualquer merda e a vergonha alheia. A Sofia não chegou a ser uma amizade, como muitas outras. Ser incauto aos 20 anos faz parte. Podia ter parado por… Continue lendo Queimando pontes, atando pontas
Manhã da Desrazão, poesia
https://emporiumeditora.com/collections/all/products/manha-da-desrazao Foi recentemente editado em papel o livro, Manhã da Desrazão, da minha autoria. "Num ponto de interseção entre a consciência e a desrazão e num enigmático tempopessoal, Gonçalo Julião evoca a poesia até ao limite da imaginação simbólica num vaivémde representações dinâmicas e figurações discursivas. As páginas de Manhã da Desrazãoalojam a alma do… Continue lendo Manhã da Desrazão, poesia
Colecção Primavera
Dimensões: 1ª imagem - 35.5 cm larg x 22.5 cm alt 2ª imagem - 36.5 cm larg x 34.5 cm alt 3ª imagem - 34.5 cm larg x 35.5 cm alt 4ª imagem - 40 cm larg x 63.5 cm alt
Tongue
Dopamina
Sendo feliz quanto baste e não sendo triste, estou normal. Tenho saudades da minha dopamina. A dopamina é um neurotransmissor, estimulante do sistema nervoso central. Estímulo, prazer e vivacidade estúpida, é o que dá a dopamina. Dá muito jeito para sorrir, para correr, para trabalhar e foder bem. A vida é melhor com níveis equilibrados… Continue lendo Dopamina
Calma Inquieta
‘Lá está ele a olhar para nada’, pensou ela ao se deparar com aquele homem ausente, de novo, estático no meio do corredor. ‘Estás à procura de alguma coisa?’, perguntou-lhe, pondo-se de frente para ele. Virou-se para ela, lançando um olhar agora atento para o fundo do corredor, não reparando sequer na sua presença. Algo o… Continue lendo Calma Inquieta
Bacalhau Basta
A vida não vale nada e a morte vale ainda menos mas quando é a nossa vida vale aquilo que fazemos desde o dia em que se nasce até à noite em que se morre é com aquilo que se faz que o caminho se percorre e se a vida é para ser gasta vamos… Continue lendo Bacalhau Basta
I’m bad at small talk
Portrait of Plath
Slight improvement :)
Alienatio 2.0
Alienatio O Homem Absurdo é aquele que busca sentido onde não há um sentido predefinido. The Absurde Man is he who seeks meaning where there is no predefined meaning. There's no meaning to chaos if it grants life it's status of absolute ruler of absurdity. Not that nostalgia is foreign to him. But he prefers his courage… Continue lendo Alienatio 2.0
Bubbles – insomniac events
It usually happens after turmoil and before insomnia and numbness, the urge to create something compulsively. I'm making my best to live a compulsion and obsession-free life. Nonetheless, I wanted to do something iridescent, like soap bubbles, so I spent hours making them, four nights in a row. I made a coat with Merck's Prisma… Continue lendo Bubbles – insomniac events
Moon
My camera died last summer, and so did my cat. It's been sad and lonely. I had to get a new phone recently and this one has a camera. I had no idea just how much I actually missed taking photos. I captured this one through a telescope, I think it turned out really nice.… Continue lendo Moon
ad libs 4
A verdade liberta-nos quando a aceitamos. Algo muda. Por cada verdade que aceitei como libertação algo mudou, é verdade. Há alívio parcelado. No alívio, porém, persiste a demanda por preenchimento, a aventura de levar a cabo a crise sustentada por coisas que não sei o que são, coisas vazias. Coisas, ambições, fragmentos de identidade dos… Continue lendo ad libs 4
Poetry, imagery & painting
Some time ago I drew a series of illustrations for a few poems. Back then I was really into digital drawing and although I liked the results the drawings came out a little stiff, dull even. I took the time to reinterpret my favourites and add bits of the poems to the watercolour paintings in… Continue lendo Poetry, imagery & painting
Patience
GJ
Recent readings: Manfred – act III end of scene I – Lord Byron
Abbot. This should have been a noble creature: he Hath all the energy which would have made A goodly frame of glorious elements, Had they been wisely mingled; as it is, It is an awful chaos—light and darkness, And mind and dust, and passions and pure thoughts, Mix’d, and contending without end or order, All… Continue lendo Recent readings: Manfred – act III end of scene I – Lord Byron
I was hungry
It is infectious, it waters my mouth for something unknown. Beyond restlessness, beyond frustration, beyond music and will to dance, beyond sex. Beyond anything at hand. GJ
Salad days are gone
GJ
No more explanations
GJ
Verdadeira comunicação
Fui recentemente questionado acerca de um verso que escrevi há anos e tive de procurar em mim aquilo que quis dizer na altura. Após alguma reflexão encontrei a origem daquela reflexão incluída no seguinte terceto do alexandrino intitulado XII com data de 2013: Prazeroso moderado amor em movimento. Vejo na escuridão e ando livre no ovo. Mero… Continue lendo Verdadeira comunicação
New illustrations and more to come
GJ
Volto Já
Aproveito o espírito da época para deixar claro que larguei as memórias. Larguei as memórias empilhadas como lixo numa gaveta pequena. Ofereci as memórias de volta como perdão, retribuí com carinho o lixo que me foi despejado em cima. Só assim me livrei do que não faz falta. Não fazem falta. Que fique claro que… Continue lendo Volto Já
O LIVRO DAS IMAGENS, Rilke
Solidão A solidão é como uma chuva. Ergue-se do mar ao encontro das noites; de planícies distantes e remotas sobe ao céu, que sempre a guarda. E do céu tomba sobre a cidade. Cai como chuva nas horas ambíguas, quando todas as vielas se voltam para a manhã e quando os corpos, que nada encontraram,… Continue lendo O LIVRO DAS IMAGENS, Rilke
Elogio dos repuxos – Ronald Carvalho
Hoje tenho em mim versos variados de Ronald Carvalho, em especial este "Elogio dos repuxos", que lê assim: Dor dos repuxos ao Sol-pôr agonizando em plumas e marfins, em rosas de ouro e luz... Canto da água que desce em poeira, leve e brando, canto da água que sobe e onde o jardim transluz. Dormem… Continue lendo Elogio dos repuxos – Ronald Carvalho
– Letter in November, Plath
Love, the world Suddenly turns, turns color. The streetlight Splits through the rat's tail Pods of the laburnum at nine in the morning. It is the Arctic, This little black Circle, with its tawn silk grasses -- babies hair. There is a green in the air, Soft, delectable. It cushions me lovingly. I am flushed… Continue lendo – Letter in November, Plath
Les Deux Bonnes Soeurs
La Débauche et la Mort sont deux aimables filles, Prodigues de baisers et riches de santé, Dont le flanc toujours vierge et drapé de guenilles Sous l'éternel labeur n'a jamais enfanté. Au poète sinistre, ennemi des familles, Favori de l'enfer, courtisan mal renté, Tombeaux et lupanars montrent sous leurs charmilles Un lit que le… Continue lendo Les Deux Bonnes Soeurs
Birthday Present
What is this, behind this veil, is it ugly, is it beautiful? It is shimmering, has it breasts, has it edges? I am sure it is unique, I am sure it is what I want. When I am quiet at my cooking I feel it looking, I feel it thinking 'Is this the one I… Continue lendo Birthday Present
Oraison du Soir
Je vis assis, tel qu'un ange aux mains d'un barbier, Empoignant une chope à fortes cannelures, L'hypogastre et le col cambrés, une Gambier Aux dents, sous l'air gonflé d'impalpables voilures. Tels que les excréments chauds d'un vieux colombier, Mille Rêves en moi font de douces brûlures : Puis par instants mon coeur triste est comme… Continue lendo Oraison du Soir
Heavy Load
GJ
Melhor leitura da semana
Départ Assez vu. La vision s'est rencontrée à tous les airs. Assez eu. Rumeurs des villes, le soir, et au soleil, et toujours. Assez connu. Les arrêts de la vie. — Ô Rumeurs et Visions! Départ dans l'affection et le bruit neufs! Arthur Rimbaud
FAUSTO, Goethe -melhores momentos
"Que vida! angústias sempre: ora a almejar por gozo, ora inquieto na posse, e do almejar saudoso! (...) Mudar de pele não muda interior. Com quaisquer trapos há-de ir comigo o meu viver terrestre. Já sou velho de mais para brinquedos, e para descartar-me de cobiças inda muito rapaz. Que há nesse mundo que me… Continue lendo FAUSTO, Goethe -melhores momentos
Zangões / Bumblebees
Tenho um grande fascínio por zangões, ando a desenhar estes bichos aos anos, por isso pensei em revisitá-los. Bumblebees fascinate me greatly, I've been drawing these creatures for years, so I've decided to revisit them. GJ
I just wanted more pt I
Inicio uma nova colecção de ilustrações intitulada I just wanted more que vou partilhando aqui. I'm starting a new collections of illustrations entitled I just wanted more which I'm sharing here. GJ
(re)leituras – “The Waste Land”de T.S.Eliot
Here is no water but only rock Rock and no water and the sandy road The road winding above among the mountains Which are mountains of rock without water If there were water we should stop and drink Amongst the rock one cannot stop or think Sweat is dry and feet are in the sand… Continue lendo (re)leituras – “The Waste Land”de T.S.Eliot
O vinho
Le Vin des amants Aujourd'hui l'espace est splendide! Sans mors, sans éperons, sans bride, Partons à cheval sur le vin Pour un ciel féerique et divin! Comme deux anges que torture Une implacable calenture Dans le bleu cristal du matin Suivons le mirage lointain! Mollement balancés sur l'aile Du tourbillon intelligent, Dans un délire parallèle,… Continue lendo O vinho
Registo Fotográfico XV – Vidro e afins / Glass and similars
GJ
let me out of my mind
Let me trip, let the colors bring back the thrill, let me fly, let me dive, let me be superhuman, vanish from here to there, start all delayed human things from scratch to finish, let me float above your heads and rain down on you, let me wear a different skin, let me be neon-like… Continue lendo let me out of my mind
Registo Fotográfico XIV – Linhas Condutoras
GJ
Registo Fotográfico XIII – Movimento / Abducted
GJ
Registo Fotográfico XII – Escala
GJ
Registo Fotográfico XI – Mistério
GJ
Edgar Allan Poe “The Poetic Principle”
Adquiri recentemente os contos completos de Poe, muitos dos quais já tinha lido em inglês, pelo que considero a tradução boa, bem como a obra poética completa, traduzida por Margarida Vale de Gato, que é excelente e faz um livro esteticamente agradável, ilustrado por Filipe Abranches. No entanto, enquanto leitor de Poe, fascinou-me a "Poética"… Continue lendo Edgar Allan Poe “The Poetic Principle”
Registo fotográfico X – Warmth
Inspired by the use of sunlight. Belém Jardim da Estrela Mesquita de Lisboa (mortuary) GJ
Registo fotográfico IX – Qualquer forma
Fotografar arquitectura ou interiores a preto e branco é algo esperado, de maneira que brinquei ainda com perspectiva e textura. O resto é luz. GJ
