Poética e versificação

Atenção! A resposta às seguintes questões está no link mais abaixo:- o que é que eleva um poema?- como é que isso se faz? A apresentação no link explora a diferença entre poética e poesia! Aprenderás as diferentes formas e regras poéticas, incluindo versificação e como estes "engenhos" trazem musicalidade e dimensão aos teus poemas… Continue lendo Poética e versificação

HEX #000000

À hora da manhã ainda por vir acariciar o meu jardim, chamo os meus irmãos! Levantai-vos e ouvi-me. Tomo o meu lugar, convoco o conventículo. Escutai-me! Já provei dos vossos castigos, até no amor embrulhados. Os meus olhos, a minha pele, secaram ao vento Suão, o meu estômago odre selado segrega água revolta. De tudo… Continue lendo HEX #000000

Margarida

Conhecemo-nos zangados, vi através de ti pela vidraça da alegria, tu achaste-me parecido a alguém. Acontece-me bastante, ser parecido a alguém. É comum para pessoas como eu que se mascaram. Tens um amigo que é tal e qual como eu estou a ser para ti e até nos devíamos conhecer, talvez este seja o glitch… Continue lendo Margarida

A Rosa dava beijos a cópias de poemas

Acabo de viver a minha fantasia diária de pássaro primaveril que constrói o ninho, de montar um lar e deixar a casa pronta para estar sozinho, de arrumar os atoalhados categoricamente e de colocar as matrioskas velhas de verniz estalado na estante dos livros. Os arranjos de folhagem seca trazem algum conforto, apenas superado pelo… Continue lendo A Rosa dava beijos a cópias de poemas

Manhã da Desrazão, poesia

https://emporiumeditora.com/collections/all/products/manha-da-desrazao Foi recentemente editado em papel o livro, Manhã da Desrazão, da minha autoria. "Num ponto de interseção entre a consciência e a desrazão e num enigmático tempopessoal, Gonçalo Julião evoca a poesia até ao limite da imaginação simbólica num vaivémde representações dinâmicas e figurações discursivas. As páginas de Manhã da Desrazãoalojam a alma do… Continue lendo Manhã da Desrazão, poesia

Tongue

  cinders, cinders, flacking from your tongue, mouthing my necromancies blown to cinders, cinders 'tween puffs of scant life blown dust to flesh bred. Mine's the art of death by your artful touch, fate, end.   GJ

Bacalhau Basta

A vida não vale nada e a morte vale ainda menos mas quando é a nossa vida vale aquilo que fazemos desde o dia em que se nasce até à noite em que se morre é com aquilo que se faz que o caminho se percorre e se a vida é para ser gasta vamos… Continue lendo Bacalhau Basta

Alienatio 2.0

Alienatio O Homem Absurdo é aquele que busca sentido onde não há um sentido predefinido. The Absurde Man is he who seeks meaning where there is no predefined meaning.  There's no meaning to chaos if it grants life it's status of absolute ruler of absurdity. Not that nostalgia is foreign to him. But he prefers his courage… Continue lendo Alienatio 2.0

Bubbles – insomniac events

It usually happens after turmoil and before insomnia and numbness, the urge to create something compulsively. I'm making my best to live a compulsion and obsession-free life. Nonetheless, I wanted to do something iridescent, like soap bubbles, so I spent hours making them, four nights in a row. I made a coat with Merck's Prisma… Continue lendo Bubbles – insomniac events

ad libs 4

A verdade liberta-nos quando a aceitamos. Algo muda. Por cada verdade que aceitei como libertação algo mudou, é verdade. Há alívio parcelado. No alívio, porém, persiste a demanda por preenchimento, a aventura de levar a cabo a crise sustentada por coisas que não sei o que são, coisas vazias. Coisas, ambições, fragmentos de identidade dos… Continue lendo ad libs 4

Recent readings: Manfred – act III end of scene I – Lord Byron

Abbot. This should have been a noble creature: he Hath all the energy which would have made A goodly frame of glorious elements, Had they been wisely mingled; as it is, It is an awful chaos—light and darkness, And mind and dust, and passions and pure thoughts, Mix’d, and contending without end or order, All… Continue lendo Recent readings: Manfred – act III end of scene I – Lord Byron

Verdadeira comunicação

Fui recentemente questionado acerca de um verso que escrevi há anos e tive de procurar em mim aquilo que quis dizer na altura. Após alguma reflexão encontrei a origem daquela reflexão incluída no seguinte terceto do alexandrino intitulado XII com data de 2013: Prazeroso moderado amor em movimento. Vejo na escuridão e ando livre no ovo. Mero… Continue lendo Verdadeira comunicação

O LIVRO DAS IMAGENS, Rilke

Solidão A solidão é como uma chuva. Ergue-se do mar ao encontro das noites; de planícies distantes e remotas sobe ao céu, que sempre a guarda. E do céu tomba sobre a cidade. Cai como chuva nas horas ambíguas, quando todas as vielas se voltam para a manhã e quando os corpos, que nada encontraram,… Continue lendo O LIVRO DAS IMAGENS, Rilke

Elogio dos repuxos – Ronald Carvalho

Hoje tenho em mim versos variados de Ronald Carvalho, em especial este "Elogio dos repuxos", que lê assim: Dor dos repuxos ao Sol-pôr agonizando em plumas e marfins, em rosas de ouro e luz... Canto da água que desce em poeira, leve e brando, canto da água que sobe e onde o jardim transluz. Dormem… Continue lendo Elogio dos repuxos – Ronald Carvalho

Les Deux Bonnes Soeurs

  La Débauche et la Mort sont deux aimables filles, Prodigues de baisers et riches de santé, Dont le flanc toujours vierge et drapé de guenilles Sous l'éternel labeur n'a jamais enfanté. Au poète sinistre, ennemi des familles, Favori de l'enfer, courtisan mal renté, Tombeaux et lupanars montrent sous leurs charmilles Un lit que le… Continue lendo Les Deux Bonnes Soeurs

FAUSTO, Goethe -melhores momentos

"Que vida! angústias sempre: ora a almejar por gozo, ora inquieto na posse, e do almejar saudoso! (...) Mudar de pele não muda interior. Com quaisquer trapos há-de ir comigo o meu viver terrestre. Já sou velho de mais para brinquedos, e para descartar-me de cobiças inda muito rapaz. Que há nesse mundo que me… Continue lendo FAUSTO, Goethe -melhores momentos

Zangões / Bumblebees

Tenho um grande fascínio por zangões, ando a desenhar estes bichos aos anos, por isso pensei em revisitá-los. Bumblebees fascinate me greatly, I've been drawing these creatures for years, so I've decided to revisit them. GJ

(re)leituras – “The Waste Land”de T.S.Eliot

Here is no water but only rock Rock and no water and the sandy road The road winding above among the mountains Which are mountains of rock without water If there were water we should stop and drink Amongst the rock one cannot stop or think Sweat is dry and feet are in the sand… Continue lendo (re)leituras – “The Waste Land”de T.S.Eliot

O vinho

Le Vin des amants Aujourd'hui l'espace est splendide! Sans mors, sans éperons, sans bride, Partons à cheval sur le vin Pour un ciel féerique et divin! Comme deux anges que torture Une implacable calenture Dans le bleu cristal du matin Suivons le mirage lointain! Mollement balancés sur l'aile Du tourbillon intelligent, Dans un délire parallèle,… Continue lendo O vinho

let me out of my mind

Let me trip, let the colors bring back the thrill, let me fly, let me dive, let me be superhuman, vanish from here to there, start all delayed human things from scratch to finish, let me float above your heads and rain down on you, let me wear a different skin, let me be neon-like… Continue lendo let me out of my mind

Edgar Allan Poe “The Poetic Principle”

Adquiri recentemente os contos completos de Poe, muitos dos quais já tinha lido em inglês, pelo que considero a tradução boa, bem como a obra poética completa, traduzida por Margarida Vale de Gato, que é excelente e faz um livro esteticamente agradável, ilustrado por Filipe Abranches. No entanto, enquanto leitor de Poe, fascinou-me a "Poética"… Continue lendo Edgar Allan Poe “The Poetic Principle”