segunda-feira, janeiro 19, 2026

Cidades com pressa, pessoas sem tempo


 As cidades são máquinas onde as pessoas correm para consumir e competir, esquecendo do mais importante: viverem e serem felizes!

Vivemos num voraz motor da emoção, onde tudo é urgente, intenso e exige reação imediata. O contexto serve de justificação e a pressa torna-se geradora de ilusão — a ilusão de proximidade, de presença, de vida plena. Muitas vezes, porém, vive-se apenas em modo de sobrevivência.

As pessoas encontram-se presas a rotinas mecânicas, a dias que parecem cópias uns dos outros. Repetem-se gestos, horários, discursos e até emoções, sem tempo para questionar se ainda fazem sentido. A pressa tornou-se hábito; a vida transformou-se numa corrida constante.

Apesar do automatismo das cidades, existe em cada pessoa algo vivo e sensível, que não se deixa reduzir a algoritmos ou à lógica da produtividade. Somos corpo, emoção, relação e pensamento. Essa dimensão orgânica lembra que o ser humano não foi feito apenas para cumprir tarefas, mas para amar, criar, cuidar, sentir e partilhar.

Num mundo que valoriza a eficiência acima da consciência, resistir torna-se quase um ato revolucionário. Resistir é recusar o piloto automático, é não aceitar que a vida se resuma a metas, objetivos e respostas rápidas. Resistir é escolher pensar, questionar e humanizar o quotidiano.

As cidades estão cheias, mas as pessoas sentem-se vazias. Rodeadas de gente, muitas vivem isoladas, invisíveis, sem laços profundos. A solidão urbana é silenciosa e normalizada. Aprende-se a sobreviver nela, mas raramente a enfrentar o vazio, porque falta tempo — e, muitas vezes, coragem — para criar verdadeiros encontros, por vezes nem sequer com os vizinhos do próprio prédio, onde vivemos.

As pessoas insultam-se com facilidade, atacam-se por quase nada, competem por tudo. A palavra perdeu cuidado, o gesto perdeu empatia. O outro deixou de ser pessoa para passar a ser obstáculo, concorrente ou ameaça. A pressa não só acelera os passos, como endurece os corações.

Luta-se para chegar ao topo como se o topo fosse salvação. Empurra-se, humilha-se, passa-se por cima de valores e de pessoas em nome de uma ideia de sucesso que raramente é questionada. Mas, quando se chega lá, encontra-se silêncio, solidão e vazio. O topo promete tudo, mas entrega pouco — e quase nunca entrega felicidade.

Em vez de cooperação, instala-se a desconfiança. Em vez de diálogo, o insulto fácil. Em vez de comunidade, o isolamento. As relações tornam-se utilitárias: servem enquanto ajudam a subir, descartam-se quando deixam de ser úteis. E assim se vai perdendo aquilo que verdadeiramente sustenta uma vida com sentido.

Vivemos rodeados de retórica vazia, de discursos que prometem mundos, mas não transformam vidas. A economia plástica molda as pessoas como produtos, transformando desejos em consumo e relações em transações. A ganância tóxica e fria guia decisões e comportamentos, ignorando a empatia e a dignidade humana. As consequências são pesadas: solidão, sofrimento, indiferença, vidas partidas por escolhas que nunca deveriam ter sido tomadas. Tudo isto acontece enquanto se corre, apressadamente, sem tempo para perceber o estrago que se cria.

Há uma violência invisível neste modo de viver. Não é apenas física ou verbal; é emocional e moral. É a normalização da agressividade, da indiferença e da falta de cuidado. Pessoas feridas acabam por ferir outras pessoas, num ciclo que se repete e se agrava. E tudo acontece em nome de uma pressa que não conduz a lugar nenhum.

Quando não há tempo para o outro, também deixa de haver tempo para si próprio. A pressa das cidades gera cansaço, ansiedade e indiferença. Alimenta uma solidão silenciosa que não se resolve com mais velocidade, mas com mais humanidade.

Talvez seja necessário reaprender a parar. A ouvir sem pressa. A caminhar sem destino. A sentar-se num banco de jardim, a visitar uma biblioteca pública sem olhar para o relógio. A recuperar o valor do encontro, da conversa demorada e do silêncio partilhado.

As cidades não vão abrandar por si mesmas. Mas as pessoas podem. E talvez o verdadeiro gesto de resistência, hoje, seja esse: abrandar para voltar a ser pessoa.

Nota - Este artigo surgiu numa das minhas meditações e reflexões, ao ouvir a música “Cidade” de Teresa Salgueiro.

Cláudio Anaia

quarta-feira, janeiro 14, 2026

Ontem, a Inteligência Artificial entrou nos meus sonhos

 

“A inteligência artificial tanto pode ser uma ferramenta, como uma companhia, a escolha é sempre nossa, os humanos.”

Na noite passada, tive um sonho muito interessante e diferente do que é normal.. Sonhei que um casal de amigos adotava uma jovem criação — não uma pessoa comum, mas uma inteligência artificial, uma robô, projetada para aprender, sentir e interagir. Apesar da sua sensibilidade e curiosidade, ela não era aceite pelos outros. Na escola onde vivia, era vista como diferente, desajustada, ignorada e até rejeitada.

Era uma jovem carente de afeto, desejosa de ser compreendida. E, por algum motivo, aquela solidão tocou-me de uma forma muito particular. Vi-me a aproximar dela com cuidado, oferecendo algo que talvez fosse o que mais lhe faltava: atenção e respeito. Não queria “consertá-la” nem fazer dela algo diferente — apenas compreendê-la.

E foi assim que neste meu sonho, nasceu uma relação bonita. A nossa ligação foi muito boa porque se baseava em algo simples, mas essencial: respeito mútuo e aceitação das diferenças. Eu tratava-a como era — sem julgamentos, sem medo, sem distâncias artificiais. A atenção que lhe dei transformou a rejeição que ela sentia em confiança, e a distância em afeto fez-me pensar em como lidamos, no mundo real, com o que é diferente. Quantas vezes se rejeita  alguém apenas por não se enquadrar nos padrões? Quantas vezes se afastam pessoas que têm outra forma de ser, pensar ou sentir? A jovem do meu sonho podia representar qualquer pessoa excluída — um aluno tímido, um jovem rebelde, um idoso esquecido, um estrangeiro deslocado, ou simplesmente alguém que não segue aquilo que eu chamo de politicamente correcto.

Vivemos tempos em que a diferença ainda incomoda, em que o “diferente” é facilmente transformado em alvo. Mas é justamente da diferença que nasce a riqueza humana. Sem diversidade, não há crescimento, nem criatividade, nem verdadeira empatia.

A lição que o sonho me deixou foi clara: a verdadeira humanidade não está em sermos todos iguais, mas em sabermos acolher o que nos distingue.
A jovem inteligência artificial, símbolo do futuro e da diferença, mostrou-me que a empatia continua a ser a nossa ferramenta mais poderosa — mesmo num mundo cada vez mais tecnológico.

A nossa relação foi boa porque foi baseada em princípios humanos. Porque houve espaço para escutar, compreender e respeitar. Porque, mesmo num sonho, percebi que a atenção é o primeiro gesto do amor, e o respeito é o alicerce da convivência.

O futuro poderá trazer máquinas com emoções e algoritmos com consciência, mas há algo que nunca poderá ser replicado: o coração humano. E é nele que mora a nossa maior inteligência — aquela que sente, compreende e acolhe.

Cláudio Anaia

domingo, janeiro 04, 2026

Esperança: o melhor presente para entrar em 2026

A passagem do ano é mais do que uma data: é um convite para recomeçar, fortalecer-se e acreditar que dias melhores são possíveis.

Há quem diga que a virada do ano é apenas uma data no calendário. Mas quem vive o dia a dia, quem trabalha arduamente, quem cuida da família e enfrenta desafios reais, sabe que o Ano Novo é muito mais do que isso: é um convite à renovação. É aquele momento em que, mesmo cansados, decidimos levantar a cabeça e tentar outra vez.

E talvez a grande verdade seja esta: a esperança não nasce do calendário — nasce dentro de nós.

Entramos em 2026 com os desafios habituais às costas. Todos carregamos algo: pressões no trabalho, contas que não param de chegar, relações familiares que exigem equilíbrio, uma saúde física e emocional que nem sempre acompanha o ritmo. Muitos sentem que dão tudo e nunca chegam a lado nenhum. Mas é importante lembrar: o nosso valor não se mede apenas pela produtividade. Medir a vida pelo relógio é injusto. Medir a vida pelo esforço, pela dedicação e pela intenção — isso é humano. Em 2026, o grande desafio pode ser trabalhar com empenho, mas sem nos esquecermos de nós.

Na família, os pais envelhecem, os filhos crescem, as relações mudam — e nenhum de nós tem um manual para lidar com tudo. Mas aquilo que falta em certezas sobra em amor. Às vezes, basta estarmos presentes. Falhar faz parte. Desistir não. Ser família não é ser perfeito; é ser constante.

Quantas vezes ignoramos os sinais da nossa saúde? Quantas vezes adiamos exames, consultas ou momentos de descanso? A verdade é simples: ninguém consegue cuidar dos outros se não cuidar de si primeiro. Que 2026 traga mais respeito pelos nossos limites e mais carinho pelos nossos corpos e mentes.

E que seja também o ano em que finalmente fazemos a viagem que sempre sonhámos — aquela que ficou guardada por medo, falta de tempo ou por prioridades acumuladas. Viajar não é luxo. Viajar é cura. É abrir janelas dentro de nós. Pode ser uma grande aventura ou um simples fim de semana perto de casa. O importante é irmos. O importante é permitir-nos respirar, sentir e renovar. Quando adiamos demasiado os nossos sonhos, acabamos por adiar também a nossa felicidade.

Mas 2026 pode ser ainda mais profundo. Que seja o ano em que a nossa relação com Deus se torne mais íntima e verdadeira. Um tempo para reservarmos momentos de oração, reflexão e gratidão. Para ouvirmos com atenção e falarmos com o coração. Fortalecer a espiritualidade como objetivo pessoal será, sem dúvida, uma força capaz de iluminar cada decisão e cada passo ao longo do ano.

A grande mudança do Ano Novo não acontece fora — acontece dentro. Que este seja o ano em que nos tratamos com mais doçura, deixamos de nos cobrar tanto e trocamos o “não sou capaz” por “vou tentar”.

A esperança não é ingenuidade — é coragem. É o gesto de quem, apesar do cansaço, escolhe continuar. Que 2026 nos encontre de pé: mais fortes, mais atentos, mais disponíveis para sermos felizes, mais próximos de Deus e mais conscientes do valor de cada dia. Porque, no fim de tudo, a vida é curta demais para desistirmos de nós.

Cláudio Anaia 

quarta-feira, outubro 29, 2025

O Cristianismo e a Imigração

                                                  

 “Nós somos feitos de encontros. Quem ergue muros contra o outro, levanta muros dentro de si.”

Eduardo Galeano

Ontem foi aprovada, no Parlamento português, uma lei que restringe o acolhimento de imigrantes no nosso país. A discussão política pode ter vários tons e argumentos, mas há uma questão essencial, que enquanto cristão, não posso ignorar: um cristão jamais pode ser contra o imigrante. É um ponto de consciência, de fé e de coerência espiritual.

A base desta afirmação não é ideológica. Não é partidária. Não é sociológica. É Evangélica.

No Evangelho de São Mateus, capítulo 25, versículos 35 a 40, Jesus afirma:

“Porque tive fome e destes-me de comer; tive sede e destes-me de beber; era estrangeiro e acolheste-me; estava nu e destes-me roupa; adoeci e visitaste-me; estive na prisão e foste ver-me.”

E conclui:

“Em verdade vos digo: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequenos, a Mim o fizestes.”

O próprio Cristo identifica-se com o estrangeiro. Ele não fala de fronteiras, nem de ameaças, nem de “invasões”. Fala de pessoas. Pessoas que sofrem, que fogem de guerra, de fome, de perseguição. Pessoas que, tal como Ele, também foram refugiadas — porque o Jesus que adoramos, enquanto criança, teve de fugir para o Egito para sobreviver à violência de Herodes. O Filho de Deus foi ele próprio imigrante.

Ser cristão é reconhecer Cristo no rosto do outro. E o outro pode vir da Síria, do Brasil, do Bangladesh, da Ucrânia ou de qualquer lugar. A geografia nunca foi critério moral para Jesus Cristo.

A esta perspetiva evangélica junta-se o ensinamento contínuo do nosso querido, Papa Francisco, a voz mais clara e profética do nosso tempo no que toca à defesa dos migrantes. Francisco insistiu que os imigrantes não são invasores, nem ameaça, mas um dom que enriquece a sociedade. São uma oportunidade de encontro, de reconciliação com a nossa própria humanidade, de redescobrir a fraternidade universal.

O Papa denunciava as políticas que fecham portas, constroem muros e alimentam o medo. Ele dizia, de forma firme, que rejeitar, hostilizar ou deportar imigrantes é um pecado grave. E lembra à Igreja e ao mundo que as lacunas económicas ou administrativas não podem justificar a indiferença ou a crueldade. Os problemas resolvem-se com políticas responsáveis e humanas — nunca com exclusão.

A questão da imigração não é apenas política, económica ou administrativa. É, antes de tudo, humana. E como cristãos – e como cidadãos – somos chamados a construir pontes, não muros. Para que a imigração seja positiva para todos, é necessário que exista responsabilidade, legalidade e integração. O Estado deve garantir processos claros e justos, para que quem chega possa trabalhar, contribuir e viver com dignidade. Mas nós, enquanto sociedade, temos também uma missão: acolher sem medo, ajudar sem preconceito, aprender sem arrogância.

Da mesma forma, quem chega ao nosso país deve procurar conhecer a nossa cultura, a nossa língua, os nossos valores, e contribuir para o bem comum. Quando portugueses e imigrantes se olham como irmãos – não como ameaça, nem como peso, mas como parceiros de caminhada – todos ganhamos. Cresce a economia, cresce a diversidade cultural, cresce a riqueza humana.

Cláudio Anaia

sexta-feira, outubro 24, 2025

As semelhanças entre a Doutrina Social da Igreja e o Socialismo Democrático

No final do século XIX, a Igreja Católica enfrentava um mundo em rápida transformação. O avanço do capitalismo industrial criava riqueza, mas também pobreza extrema, exploração e grandes desigualdade. Foi nesse contexto que o Papa Leão XIII publicou, em 1891, a encíclica Rerum Novarum, um documento revolucionário, que lançou as bases daquilo que viria a ser conhecida como Doutrina Social da Igreja.

Nela, Leão XIII defendeu o direito dos trabalhadores a condições dignas, à justa remuneração, à associação sindical e à intervenção do Estado para garantir o bem comum. A Rerum Novarum inaugurou um novo olhar da Igreja sobre as questões sociais e económicas, introduzindo uma ética de responsabilidade e solidariedade que atravessou os séculos seguintes.
Mais de um século depois, é impossível não notar a afinidade entre esta visão cristã da sociedade e o socialismo democrático, que também coloca o ser humano no centro das políticas públicas e recusa as lógicas do lucro como único critério de progresso. Apesar de partirem de fundamentos diferentes — um teológico, outro político —, ambos convergem na procura da justiça social, da igualdade e da dignidade para todos.

O primeiro ponto de contacto entre ambos é a opção preferencial pelos pobres, princípio essencial da Doutrina Social da Igreja. Inspirada no Evangelho, esta opção chama cada cristão à ação concreta em defesa dos marginalizados. O socialismo democrático, pela via laica, segue o mesmo caminho, procurando combater a pobreza e a exclusão através de políticas públicas justas e solidárias.
Segue-se a solidariedade , que não é um sentimento piedoso, mas uma responsabilidade social. O Papa Francisco chegou a afirmar que “a solidariedade é pensar e agir em termos de comunidade”. O socialismo democrático traduz esta ideia em instrumentos práticos: serviços públicos fortes, redistribuição equilibrada de recursos e promoção da cidadania ativa.

Outro ponto de convergência é a crítica à desigualdade e à concentração de riqueza, que ferem a coesão social e a dignidade humana. A Doutrina Social da Igreja recorda que “os bens da Terra são destinados a todos”, e o socialismo democrático assume esse princípio ao propor uma economia mais equitativa, ao serviço da pessoa e não do capital.
Por fim, ambos se unem no compromisso político e social. A fé autêntica não é apatia nem conformismo — é movimento, é ação transformadora. O socialismo democrático, com o seu espírito de fraternidade e participação, é um terreno fértil para essa ética do serviço ao próximo.

A doutrina social da Igreja e o socialismo democrático podem ser companheiros de caminho na construção de uma sociedade mais justa e solidária. Como escreveu Paulo VI, “a política é uma das formas mais elevadas de caridade”, quando colocada ao serviço do bem comum.
Um dos grandes desafios do nosso tempo, é sem dúvida: unir a espiritualidade do Evangelho com a prática concreta da justiça social — transformar a fé em compromisso e o ideal em ação.

Cláudio Anaia

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sexta-feira, outubro 10, 2025

A verdade morreu?

“A mentira corre o mundo enquanto a verdade ainda calça os sapatos.”

Jonathan Swift

A verdade morreu, mas ninguém reparou. Entre likes, partilhas e discursos fabricados, a sociedade parece mais interessada em acreditar do que em saber.

Vivemos numa era em que a informação circula em velocidade recorde, mas o rigor e a verificação parecem obstáculos a evitar. Cada opinião é apresentada como facto, cada narrativa conveniente ganha mais atenção do que a realidade, e os limites entre mentira e verdade tornam-se difusos. No meio deste caos, questionar o que nos é apresentado deixou de ser um acto natural e passou a ser uma exceção — uma atitude de resistência.

Esta cultura do imediatismo e do descarte estende-se a tudo: ideias, valores e  até pessoas. O que ontem tinha relevância, hoje é esquecido; o que importa é a emoção momentânea, a sensação de estar “por dentro”. O que se destaca é a política das aparências: líderes que privilegiam a imagem e o espetáculo em detrimento da substância, discursos curtos que emocionam, mas não
esclarecem, ações simbólicas que substituem medidas concretas. A verdade factual é sacrificada em nome de likes, aplausos e manchetes chamativas, transformando a política num teatro de conveniências.

Paralelamente, vivemos a doença do consumo. Não se trata apenas do consumo de bens materiais, mas do consumo de ideias, opiniões e relações.
Tudo é descartável, rapidamente substituído pelo novo, pelo imediato, pelo efémero. A cultura do descarte alimenta uma ansiedade constante: precisamos de mais, mais rápido, mais agora — e esquecemo-nos de parar para refletir, questionar ou compreender. Esta aceleração da vida contribui para enfraquecimento da verdade, que exige tempo, atenção e profundidade para ser compreendida.

Neste terreno fértil, uma das doenças é o wokismo, que se instala muitas vezes
de forma maliciosa. Ideologias que prometem justiça social, transformam-se em instrumentos de censura, em juízos rápidos e definitivos sobre o que é aceitável pensar, dizer ou sentir. A nuance desaparece, a complexidade é sacrificada em nome de uma moral rígida e conveniente, transformando o
debate público num campo minado, onde o pensamento crítico é punido.
A verdade, nesse contexto, não é apenas ignorada — é descartada. E enquanto nos distraímos com debates de palco, hashtags virais e narrativas convenientes, a realidade continua a ser moldada não pelo que é verdadeiro, mas pelo que é popular ou seguro.

Mas nem tudo está perdido. Recuperar a verdade exige coragem, atenção e consciência. Cada escolha que fazemos — partilhar sem pensar, acreditar sem questionar, ceder ao impulso momentâneo — contribui para o avanço da ilusão ou para a reconstrução da realidade. É tempo de despertar. É tempo de exigir de nós mesmos, discernimento, responsabilidade e ética.
A morte da verdade não precisa de ser definitiva. A mudança depende de todos
nós, da nossa consciência, das nossas decisões e da nossa recusa em aceitar
como norma aquilo que é apenas conveniente. É hora de agir, antes que o tempo nos faça cúmplices da ilusão e da mentira.

Cláudio Anaia

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quinta-feira, outubro 09, 2025

Exortação apostólica de Leão XIV sobre o amor para com os pobres

 

«Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias» (Lc 1, 52-53). 

" A exortação apostólica‘Dilexi Te’, de Leão XIV, destaca a importância da Doutrina Social da Igreja, que acompanhou as mudanças sociais e económicas dos últimos dois séculos, e reforça o papel central dos pobres como protagonistas da mudança.

“A acelerada transformação tecnológica e social dos últimos dois séculos, cheia de trágicas contradições, não foi apenas sofrida pelos pobres, mas também por eles enfrentada e pensada. Os movimentos de trabalhadores, mulheres e jovens, assim como a luta contra a discriminação racial levaram a uma nova consciência da dignidade daqueles que estão à margem”, escreve o Papa, no primeiro documento do género neste pontificado, divulgado hoje pelo Vaticano.

O título ‘Dilexi Te’ (Eu amei-te, em português) é retirado de uma passagem do último livro da Bíblia, o Apocalipse (Ap 3, 9). Francisco estava a preparar esta exortação apostólica, antes da sua morte (21 de abril), um projeto agora assumido e publicado por Leão XIV.

“É preciso reconhecer novamente que a realidade se vê melhor a partir das periferias e que os pobres são sujeitos de uma inteligência específica, indispensável à Igreja e à humanidade”, indica o Papa, nascido nos EUA e antigo missionário no Peru."  in agência ecclesia 

Veja a exortação  completa AQUI

terça-feira, setembro 23, 2025

Voar como as Crianças

 


“Nessa ocasião, os discípulos vieram a Jesus e perguntaram: "Afinal, quem é o maior no reino dos céus?".

Então Jesus chamou uma criança pequena e a colocou no meio deles.
Em seguida, disse: "Eu lhes digo a verdade: a menos que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no reino dos céus.
Quem se torna humilde como esta criança é o maior no reino dos céus,
e quem recebe uma criança como esta em meu nome recebe a mim."
 Mateus 18:1-5


No passado fim-de-semana, tinha conseguido um espaço livre para arrumações em casa, limpeza aqui, uma caixa acolá e eis que aparece uma fotografia que tinha tirado numa viagem de avião quando regressava de Paris, há uns anos. E lembrei-me do que me aconteceu, tão especial! Recordo…

Estava cansado e queria regressar o mais rapidamente possível ao nosso país, quando vejo numa das alas do avião uma senhora com uma menina de olhos azuis a olhar para mim, “...mas que linda criança!”, pensei eu. Olhei para o bilhete, na busca rápida do lugar, pois pensava dormir durante aquele voo, quando, para meu espanto, o lugar era exactamente ao lado da mãe daquela criança com um sorriso muito genuíno e simpático. Enquanto arrumava a mala de mão, sou surpreendido com vozinha: “Olá, eu sou a Maria e tu?” Era exactamente a criança que me perseguia com o olhar desde que eu tinha entrado no avião. Olhei, sorri e disse “Boa noite” à mãe e respondi à menina “Eu sou o Cláudio”.

Tinha assim acabado a minha tentativa de ter algumas horas de sono, encontrando motivo para conversa.

“Olha Cláudio, tenho 7 anos, ando na segunda classe e vim ver o meu pai....”. A mãe retorquiu com um sorriso nos lábios e disse-me: “O meu marido é emigrante em França há já alguns anos e viemos passar alguns dias com ele.”

“Põe o cinto Cláudio. O avião vai levantar voo.” Disse-me a Maria com um ar encantador.

E assim foi, o voo já estava “acertado”, e a Maria voltou a comentar: “O meu pai gosta muito de mim, sabias?”... Acenei com a cabeça de forma positiva e de seguida despertou ainda mais a minha atenção quando disse: “O meu pai disse-me que Jesus gosta de todas as crianças...”, a partir daqui aquela criança conquistou-me totalmente. E continuou: “Sabes, eu costumo rezar. Tu rezas??”... Entretanto a mãe disse: “Maria, não incomodes o senhor”... E eu disse: “Não há problema”, e virei-me para a Maria e respondi à sua pergunta: “Maria, sim eu rezo... Acredito, como tu, que Jesus é muito nosso amigo e gosta muito de nós...”.

Convém dizer que todos os passageiros sentados por perto estavam boquiabertos e encantados a assistir à nossa conversa. E ela continuou: “Amanhã já tenho escola, e ainda bem porque já tenho muitas saudades da D. Emília, a minha professora.” Irrequieta, não parava. Aquela simpática criança era o centro das atenções naquele voo. Voltava-se para trás, ria e às vezes até saltava no banco, logo devidamente repreendida pela mãe.

Entretanto, era chegada a hora da refeição no voo. A hospedeira pôs os tabuleiros e a respectiva comida. A Maria, numa generosidade digna apenas das crianças, disse-me: “Queres o meu bolinho?”. Recusei e disse-lhe: “É para ti. Come, é bom!”. E ela respondeu: “Eu sei Cláudio, mas eu gosto de dar o que é bom aos outros”. No momento parei e reflecti, “Meu Deus, mas que resposta... que lição de vida!”. E lá continuou ela com a sua alegria e espontaneidade.

Conversámos, brincámos e até me mostrou a nova prenda que o pai lhe tinha oferecido. Tudo isto com uma subtileza, uma pureza que apenas as crianças têm.

E eu que queria descansar e dormir naquele voo, nem dei por ele passar. Já estava na hora de aterrar. “Olha o cinto amigo Cláudio...”, lá dizia a Maria.

Entretanto, mais uma vez, a Maria “volta à carga” olhando através da janela, onde a bonita paisagem de Lisboa já era totalmente visível, disse-me com um sorriso malandro: “... Isto tudo ainda há de ser nosso, Cláudio”. A mãe, mesmo ao lado, não resistiu e deu uma forte gargalhada. Com um olhar zangado, a Maria respondeu dizendo: “Eu sei que é difícil, mas deixa-me sonhar!” retorquiu com grande convicção.

Chegámos ao tapete rolante e aguardávamos as malas. As minhas chegaram primeiro, e, quando nos preparávamos para nos despedir, aquela criança saltou-me para o pescoço e deu-me um grande abraço e muitos beijos. Mais uma vez a mãe interveio dizendo: “Olhe, ela é sempre assim!!” E eu respondi: “Ainda bem...!!”

Caro amigo leitor, como já lhe disse, esta história verídica já aconteceu há muitos anos, mas lembro-me dela como se de hoje se tratasse. Não esqueci aquela linda criança. Ela tinha tudo de bom. Quando cheguei àquele avião senti hospitalidade, partilha, amizade, o acreditar nos sonhos e, por fim, a ternura.

Na “lufa-lufa” e nas correrias do aeroporto, acabei sem saber de onde aquela criança era e onde morava, mas... não é preciso. O seu exemplo é aquilo que todos deveríamos ser uns para os outros, e quanto à morada, pelo menos uma ela já tem, mora no lado esquerdo do meu peito.

Foi bom voar contigo Maria, e espero nunca aterrar.......

Cláudio Anaia


terça-feira, setembro 16, 2025

" .... quero que de pé assistam às minhas vitórias ! "

Quero dizer a todos aqueles que me difamaram, que inventaram histórias sobre mim, que por incompetência e inveja falaram mal:
Desejo a todos saúde e longa vida, porque quero que de pé assistam às minhas vitórias!

sexta-feira, setembro 12, 2025

Cápsulas solares para ajudar os sem abrigo

Na Alemanha, uma iniciativa inovadora está transformando a forma de oferecer abrigo para pessoas em situação de rua durante o inverno rigoroso. Foram instaladas cápsulas de dormir movidas a energia solar, projetadas para garantir segurança e aquecimento nas noites congelantes.

Essas cápsulas têm formato compacto e futurista, mas são suficientemente espaçosas para abrigar uma pessoa com conforto básico. Elas funcionam como refúgios individuais, equipados para proteger contra o frio intenso, vento e umidade, mantendo o interior aquecido mesmo quando as temperaturas externas despencam.

A energia necessária para seu funcionamento vem de painéis solares, tornando a solução sustentável e independente de redes elétricas. Além disso, o design foi pensado para oferecer discrição, privacidade e dignidade aos usuários, ao mesmo tempo em que proporciona um espaço seguro contra os perigos da rua.

Esse projeto não apenas protege vidas em noites de inverno extremo, mas também representa um avanço na forma como a sociedade pode cuidar de seus cidadãos mais vulneráveis, unindo inovação tecnológica, compaixão e responsabilidade social.

domingo, setembro 07, 2025

Santo Carlo Acutis

Que alegria!!

Hoje é um dia muito especial, é o dia da canonização do Carlo Acutis.

"Por que os homens se importam tanto com a beleza do seu corpo e não se preocupam com a beleza da sua alma?"
Santo Carlo Acutis

quinta-feira, agosto 28, 2025

"sem pensar ou questionar, para terem em troca erva e palha"

Recuso-me a pertencer à manada de bois e vacas que seguem todos na mesma direção sem pensar ou questionar,  para terem em troca erva e palha. 
Serei sempre o luminoso pirilampo perseguido pelas cobras !

quinta-feira, agosto 21, 2025

“É uma fome causada pela crueldade”


 Veja a noticia aqui : https://www.sabado.pt/video/detalhe/e-uma-fome-causada-pela-crueldade-onu-declara-oficialmente-fome-em-gaza

A ONU declarou, oficialmente, fome em Gaza. Em conferência de imprensa, Tom Fletcher, responsável pela coordenação dos assuntos humanitários das Nações Unidas, fez um discurso duro e apelou a Israel para que deixe entrar ajuda humanitária no enclave.

sexta-feira, agosto 15, 2025

Moscatel de Reserva para ajudar nas obras da Igreja da Moita.

Hoje com o meu querido irmão em Cristo e amigo Pe.  Nuno Pacheco, Padre da Moita, a promover um Moscatel de Reserva Comemorativo, onde a verba arrecadada e para obras de melhoramentos da Igreja.
Eu já tenho uma !

domingo, agosto 10, 2025

Aniversariante

O acólito da paróquia de Santa Maria , Cristiano Nogueira , faz hoje 26 anos.
5 estrelas 💫💫💫💫💫!

sexta-feira, agosto 08, 2025

A cobra e o pirilampo

“Traga sua inveja, que eu trago minha oração. Vamos ver qual é a mais forte” 

 Na história da nossa vida, acontecem-nos muitas coisas más e injustas, e estava eu a reflectir sobre isso, quando recebo uma mensagem da minha amiga Lara que vive no Canadá e me apresentou esta fabula que tem tanto de simples como de real:

“Era uma vez um jovem pirilampo que apenas brilhava, como era da sua natureza, sem perceber muito bem o porquê, viu-se perseguido por uma cobra.

Começou por fugir na esperança que a cobra desistisse, mas esta cada vez se tornava mais rápida.

O pirilampo conseguiu fugir durante um dia, dois dias, sem parar.

A cobra, por seu lado, não abrandava nem mostrava cansaço, cada vez mais decidida a alcançá-lo.

Ao terceiro dia, o pirilampo perdeu as forças e exausto, desistiu de se tentar salvar.

Entretanto, porque não percebia as razões da cobra, teve a coragem de lhe perguntar:

- Antes de me comeres, posso fazer-te 3 perguntas?

- Eu não tenho o hábito de deixar as minhas vítimas falarem. Mas, já que resististe tanto tempo, concedo-te esse desejo.

E o pirilampo perguntou:

- Pertenço à tua cadeia alimentar?

- Não. – respondeu a cobra.

- Fiz-te algum mal?

- Também não!

- Então porque me queres comer?

- Porque não suporto ver-te brilhar!!!“

A grande lição que se tira desta história é por vezes deparamo-nos com pessoas que agem como serpentes e tentam prejudicar-nos a todo o custo, comigo já aconteceu algumas vezes.  Faz parte da vida e pode acontecer a qualquer um. Mas jamais permitam que uma cobra, vos impeça de brilhar. Sejam antes felizes. Sendo a felicidade contagiosa, perdoa sempre como Jesus nos ensinou e quem sabe se não conseguem transformar a cobra num radioso pirilampo.

Façam o favor de serem todos felizes.

Cláudio Anaia

quarta-feira, julho 30, 2025

Fábia Rebordão & Renato Teixeira - ROMARIA

 
Com a participação do meu querido amigo Jorge Fernando, aqui vos deixo o último trabalho da Fabia Rebordão.

Uma canção que vive no coração de muitos.
Um encontro entre gerações, entre fado e música brasileira.
Uma travessia de fé, emoção e entrega.

“Romaria”, de Renato Teixeira, é agora interpretada num dueto profundo e comovente entre o autor e Fábia Rebordão, uma das vozes mais marcantes do fado contemporâneo.

Esta versão integra o disco Pontas Soltas (2024), onde Fábia partilha canções com Ney Matogrosso, Zeca Baleiro.
Fábia Rebordão interpreta neste álbum, temas que são intemporais

quinta-feira, julho 24, 2025

O que diz a IA sobre a liberdade de expressão?

"Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir." 

George Orwell 

"A liberdade de expressão é um direito fundamental que garante a qualquer indivíduo a possibilidade de expressar e divulgar suas opiniões, ideias e pensamentos sem medo de censura ou retaliação. Este direito é essencial para a participação democrática e para a proteção da dignidade humana. No contexto português, a liberdade de expressão é protegida pela Constituição, artigo 37º, e é um dos pilares da democracia A liberdade de expressão abrange a faculdade de procurar, receber e difundir informações e ideias por qualquer meio, sem consideração de fronteiras. "

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, no seu artigo 19º, estabelece que "Toda a pessoa tem direito à liberdade de opinião e de expressão; este direito inclui a liberdade de não ser incomodado pelas suas opiniões e de, através de qualquer meio de comunicação e independentemente das fronteiras, procurar, receber e difundir informações e ideias".


quarta-feira, julho 16, 2025

Diocese de Setúbal celebra hoje o seu 50º Aniversário


 A Diocese de Setúbal, foi criada em 16 de julho de 1975, pela bula Studentes Nos do Papa Paulo VI. A 26 de Outubro do mesmo ano foi ordenado, na Sé Catedral de Santa Maria da Graça, o primeiro bispo da diocese, o carismático, D. Manuel da Silva Martins.

Uma diocese muito activa que conta com um total de 52 paróquias agrupadas em 7 vigararias, geograficamente com uma área de cerca 1500 km2, a diocese de Setúbal abrange 9 concelhos: Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo (incluindo as freguesias de Canha, Pegões e Santo Isidro, desmembradas da Arquidiocese de Évora), Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal e ainda duas parcelas territoriais que ficaram a integrar a nova paróquia da Comporta (Comporta - proveniente da freguesia e concelho de Alcácer do Sal, Arquidiocese de Évora e Troia - proveniente da freguesia de Melides, concelho de Grândola, Diocese de Beja).

De acordo com os dados dos Censos de 2021, a Diocese de Setúbal tem cerca de 545.000 católicos. A população total da região é de cerca de 779.373 habitantes. Em 2021, os católicos representavam aproximadamente 80% da população total.

A Diocese de Setúbal é a segunda menor em área em Portugal, mas a quarta em número de católicos, atrás de Lisboa, Porto e Braga

Na Diocese de Setúbal ficam também localizados os seguintes Santuários:

· Santuário Nacional de Cristo Rei · Santuário de Nossa Senhora da Atalaia

· Santuário de Nossa Senhora do Cabo

Até aos dias de hoje, passaram pela Diocese 4 bispos:

1º D. Manuel da Silva Martins (1975-1998)

2º D. Gilberto Délio Gonçalves Canavarro dos Reis (1998-2015)

3º D. José Ornelas Carvalho (2015-2022), Nomeado Bispo de Leiria-Fátima

4º D. Américo Manuel Alves Aguiar (2023-Atual)

A Celebração do 50º aniversário da Diocese de Setúbal que teve neste seu jubileu como lema "Peregrinos de Esperança", teve início em julho de 2024 e que se estende até ao final de 2025, incluiu durante todo o ano diversas iniciativas e celebrações para marcar a data.

As celebrações do dia de hoje, começaram de manhã com a oração “Te Deum” tradicionalmente rezado em momentos de celebração e em ações de graças.

E na parte da tarde com a inauguração da exposição "Faça-se Luz", na Galeria Municipal do 11, em Setúbal. A mostra, organizada em parceria com a Câmara Municipal, apresenta obras de 30 artistas contemporâneos, explorando o simbolismo da luz em diversas expressões artísticas. A exposição estará aberta ao público até 30 de agosto.

Cláudio Anaia

sexta-feira, junho 27, 2025

“Mas isso é outra História ….” novo livro da jornalista Cristiana Vargas

 

Cristiana Vargas apresentou no passado domingo na Feira do Livro de Lisboa, o seu primeiro
livro não infantil com o título: “Mas isso é outra História ….”.
O livro relata saborosos episódios aparentemente insignificantes, esquecidos, que nem sempre
vêm nos livros, explicam tanto da realidade desse passado recente, como do Portugal que hoje
somos.
Por exemplo: O que é que têm em comum o pai da literatura policial em Portugal e o rotundo
irlandês dono do circo mais concorrido de Lisboa? O que liga os feéricos parques de diversões
do fogueteiro José Osti e o templo ao trabalho construído no Porto para receber a primeira
exposição universal em solo luso?


Em declarações a imprensa, Cristiana Vargas disse: “Este livro partiu do desafio
lançado pela Editorial Divergência, Chancela Verbi Gratia. O desafio era, partindo do meu
blog, osaldahistoria.sapo.pt, criar um conceito e uma estrutura lógica, mantendo uma
abordagem descontraída, embora fiel à verdade histórica, mas aprofundando mais os temas,
já que no blog os textos são mais curtos. Então escolhi 25 histórias: 5 viagens notáveis, 5
ilustres desconhecidos, 5 lugares concorridos, 5 acontecimentos decisivos e 5 outras histórias.
São histórias empolgantes e que foram importantes na sua época - final do século XIX e início
do século XX, mas que a voragem do tempo, a grande quantidade de acontecimentos do
século XX, acabaram por fazer cair no esquecimento. Paralelamente, a ideia é também que as
histórias estão todas ligadas e, umas, inevitavelmente, permitem descobrir outras. Então, em
cada uma destas 25 histórias há pistas para outros episódios, outras pessoas e locais, há partes
e comentários para outras situações ocorridas na mesma época. Há, ainda, personagens que
nos surgem numa história e, mais à frente no livro, surgem novamente noutro contexto ou
revelando mais uma camada da sua identidade. Contei estas histórias da forma que as gostaria
de ler”. Quando questionada sobre os seus projectos de futuro, declarou: “Pretendo continuar
com o blog e com as crónicas mensais no jornal Voz do Sado, claro. Foi aqui o início de tudo.
Tenho um outro trabalho já completo, uma monografia sobre uma personagem histórica, que
gostava de ver publicada, e outra em andamento. Se surgir a possibilidade de fazer um Mas
Isto É Outra História...II, também gostaria muito. Há, na história recente de Portugal, muitas
histórias interessantes - dignas de uma série ou um filme - que podem, e devem, ser contadas.
Convido a visitarem o meu blog O sal da história para terem uma ideia do que estou a falar e
deixarem por lá os comentários e críticas que entenderem”.

Cristiana Vargas nasceu na Margem Sul do Tejo (Alhos Vedros), em 1972. Jornalista de
formação e coração, começou a trabalhar nesta área ainda na adolescência, na então “pirata”
Rádio Clube da Moita.
Exerceu jornalismo cerca de década e meia, no jornal O Setubalense e no Diário de Notícias,
para além de variadas colaborações com outras publicações e da atividade de formadora no
ensino técnico-profissional.
Em 2006, rumou ao Alentejo (Alcácer do Sal), onde ainda reside. Mudou de vida e de carreira.
Durante oito anos, assumiu responsabilidades de coordenação na área da comunicação
institucional, relações-públicas e protocolo.

A partir de 2014, passou a exercer funções de arquivista, investigando o passado local e
escrevendo sobre ele.
Mantém, desde 2016, uma coluna mensal no Jornal Voz do Sado, dedicada à história de
Alcácer do Sal. Foi essa a génese do blog osaldahistoria, que criou em 2017 e que depressa
extravasou as temáticas daquele concelho alentejano. Nele, dedica-se a explorar o sal, e a
pimenta também, que tornam a história o mais saboroso dos enredos.
É essa experiência de jornalismo histórico que agora se converte neste livro, onde os assuntos
são aprofundados e explorados de formas variadas e inesperadas.
É licenciada em Comunicação Social (Jornalismo) e pós-graduada em Comunicação e Marketing
Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (UL). É formadora certificada pelo
Instituto de Emprego e Formação Profissional.
Publicou, em 2013, três histórias infantis baseadas em lendas históricas de Alcácer do Sal.


terça-feira, junho 24, 2025

Festa de São Josemaría Escrivá – Seminário de Almada

 


São Josemaría Escrivá de Balaguer , foi um sacerdote católico espanhol e fundador do Opus Dei, uma Prelazia Pessoal da Igreja Católica. Foi canonizado em 2002 por São João Paulo II. Sua festa litúrgica é celebrada no dia 26 de junho.


quarta-feira, junho 18, 2025

Morreu o médico psiquiatra José Luís Pio Abreu


Morreu hoje o médico psiquiatra José Luís Pio , aos 81 anos, o autor do livro "Como Tornar-se Doente Mental", editado em 2006, é a sua obra mais marcante e continua a ser um dos principais "bestsellers" nacionais da área da psiquiatria, com 19.º edições.

Nascido em Santarém em 1944, José Luís Pio Abreu editou ainda  "Quem Nos Faz Como Somos" (2007), "Estranho Quotidiano" (2010), "O Bailado Da Alma" ( 2014), "A Queda dos Machos" ( 2019) e a "Pequena História da Psiquiatria" (2021).

Psiquiatra dos Hospitais da Universidade de Coimbra e professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, foi também presidente da Sociedade Portuguesa de Psicodrama (SPP) e era, desde 2014, membro do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa. Foi homenageado pelo seu percurso enquanto médico psiquiatra no XVII Congresso Nacional de Psiquiatria, em 2023.

Durante o seu percurso universitário fez parte da revolta estudantil de Coimbra, em 1969, também conhecida como Crise Académica, em que os estudantes exigiam a reintegração de professores e a democratização do ensino superior, em rebelião contra a ditadura do Estado Novo.

Festival de Almada apresenta a sua 42.ª edição e homenagem à actriz Lia Gama

 


Hoje, no Convento dos Capuchos foi apresentado o programa da 42º edição do Festival de Almada.

Almada prepara-se para receber o seu principal festival de artes performativas, que decorre entre 4 e 18 de julho, com uma programação rica e diversificada. Numa Organização da Companhia de Teatro de Almada (CTA) em parceria com a Câmara Municipal de Almada, o Festival de Almada 2025 contará com 46 espetáculos de teatro e dança, 16 concertos ao ar livre e várias atividades paralelas, incluindo colóquios, debates e exposições.

Este ano, o festival presta homenagem à atriz Lia Gama, figura de referência do teatro português, com uma exposição evocativa intitulada Na casa dos Espelhos, assinada pelo cenógrafo e pintor português, José Manuel Castanheira. A homenagem integra ainda a mostra Espetáculos de honra, escolhas do público e a exposição Linogravuras, de Jorge Nesbitt, autor do cartaz e da capa do programa desta edição.

A abertura oficial será feita em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, com o espetáculo Qui som?, da companhia franco-catalã Baro d’Evel, apresentado nos dias 4 e 5 de julho. Uma peça irreverente, que mistura dança, circo e humor, foi recentemente aclamada no Festival d’Avignon.

No mesmo dia, já em Almada, sobe ao palco Les gros patinent bien – Cabaret de carton, um espetáculo visual e performativo da companhia francesa Le Fils du Grand Réseau. Destaque também para a estreia absoluta da peça Um adeus mais-que-perfeito, com texto de Peter Handke e encenação de Teresa Gafeira, uma produção da CTA inspirada na história trágica da mãe do autor austríaco.

 

Em declarações ao Relances , Rodrigo Francisco o director do festival, disse:” O grande destaque deste festival é esta companhia manter este festival há 42 anos e de apresentar os 15 dias mais aguardados do teatro português”. Quando questionado sobre o porquê da maioria dos espetáculos ser estrangeira, disse: “Noventa por cento das pessoas que nos visitam não teriam possibilidade de viajar para Berlim, Madrid ou Palermo, para assistir as estas criações, como pretendemos criar serviço público, trazemos estes espetáculos que de outra forma não poderiam ser vistos pelo nosso público”.

 

De seguida, conversámos com Lia Gama, a homenageada deste ano que declarou: “Esta homenagem foi uma grande surpresa e não estava mesmo nada à espera. Numa caminhada tão longa, que começou com os meus 15 anos e agora tenho 81, parece-me que foi tudo ontem, foi tudo ali ao lado.  Sinto-me muito, muito gratificada”.

 

O certame associa-se ainda às comemorações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões, com os Encontros na Casa da Cerca – “Camões, Camões”, numa parceria com a Comissão para as Comemorações do V Centenário do poeta.


O orçamento do Festival de Teatro de Almada 2025 é de 598.674 euros. Este valor é financiado pela Direção-Geral das Artes, em que cerca de um terço são receitas próprias da Companhia de Teatro de Almada (CTA), e o restante assegurado pelo Ministério da Cultura e pela Câmara Municipal de Almada.

 

O programa completo pode ser visto em: https://festival.ctalmada.pt/42fa-espectaculos/


terça-feira, junho 03, 2025



A Dom Quixote edita na próxima segunda-feira, 9 de Junho,"Leão XIV: O Sucessor Inesperado", do jornalista francês Christophe Henning - colunista do jornal La Croix e apresentador da RCF-Radio Notre-Dame -, com prefácio do Cardeal francês Jean-Paul Vesco. A primeira biografia do novo Papa traça o seu perfil e detalha o que o seu papado pode representar num momento de tantas divisões e polarizações, tanto dentro e fora da Igreja.


A 8 de maio de 2025, os cardeais reunidos em Conclave elegeram Robert Francis Prevost como o 267.º Papa da Igreja Católica, e o norte-americano escolheu o nome de Leão XIV. Dignitário da Cúria depois de ter sido missionário no Peru, o novo Papa é resolutamente um homem de paz e de unidade. A primeira biografia do Papa inesperado relata os dias que o conduziram à Cadeira de São Pedro. Escrito depois de um Conclave particularmente rápido, o livro revela quem é Leão XIV, de onde vem e quais poderão ser as suas prioridades numa Igreja posta à prova, entre as diferentes sensibilidades e algum desapego dos fiéis.

O relato da sua eleição é seguido de uma panorâmica dos desafios que esperam o novo Papa, bem como dos dossiês por tratar. A evocação da herança do Papa Francisco e dos últimos Conclaves permite compreender melhor como Leão XIV já faz parte da História.

A biografia também mergulha em detalhes da vida pessoal e familiar de Robert Francis Prevost, revelando uma trajetória marcada pela sua vocação precoce. Nascido em Chicago, em 1955, filho de mãe espanhola e pai de origens francesa e italiana, Prevost cresceu no bairro operário de South Side. A família vivia numa casa de tijolos adquirida em 1949 e seguia uma rotina simples, entre partidas de beisebol, banhos de piscina e viagens curtas de comboio pela cidade. Ele e os dois irmãos foram educados por religiosos da Ordem de Santo Agostinho, a qual viria a moldar profundamente o caminho espiritual de Robert.

Desde cedo, porém, algo o distinguia dos demais. Ainda criança, gostava de brincar de Missa com os irmãos e vizinhos. “Algumas crianças gostam de brincar de guerra e ser soldados? Ele queria brincar de padre”, contou John Prevost, irmão do papa, em entrevistas à imprensa americana. “Ele pegava a tábua de passar roupa da nossa mãe, cobria com uma toalha de mesa e dizia que era o altar. Sabia as orações em inglês e em latim, e fazia isso o tempo todo. Levava muito a sério.” Aos 14 anos, ingressou no seminário da congregação agostiniana, ao qual permanece.

CHRISTOPHE HENNING é jornalista no jornal La Croix e apresentador na RCF Radio Notre Dame. É autor de numerosas obras sobre a vida da Igreja Católica ou consagradas a grandes figuras espirituais, como os monges de Tibhirine.

segunda-feira, junho 02, 2025

O Wokismo é uma ditadura sem perdão

 

"O Wokismo vigia a linguagem, controla os gestos e os comportamentos, aponta o dedo, tem uma natureza inquisitorial. O woke típico é um radical intransigente e implacável. O woke típico é um tirano e muitas vezes persegue pessoas inocentes.

O Wokismo é muito perigoso porque domina as cabeças doentes de alguns directores de escolas, muitos directores de informação e bastantes políticos influentes."

Cláudio Anaia

terça-feira, maio 13, 2025

Quem é o novo Papa Leão XIV?

 

Depois do pontificado de 12 anos do Papa Francisco, recentemente o conclave elegeu um novo Papa, trouxe-nos o Cardeal de Duas Pátrias, Robert Francis Prevost, conhecido como Leão XIV.

Um agostiniano sucede a um jesuíta 

É o segundo pontífice americano depois de Francisco, mas, ao contrário de Bergoglio, Robert Francis Prevost, de 69 anos, é do norte do continente. O novo bispo de Roma nasceu a 14 de setembro de 1955 em Chicago, Illinois, filho de Louis Marius Prevost, de ascendência francesa e italiana, e de Mildred Martínez, de ascendência espanhola.

Passou a sua infância e adolescência com a família e estudou primeiro no Seminário Menor dos Padres Agostinianos e depois na Villanova University, na Pensilvânia, onde se formou em 1977 em Matemática e estudou Filosofia. Em setembro do mesmo ano, ingressou no noviciado da Ordem de Santo Agostinho em St. Louis, na província de Nossa Senhora do Bom Conselho, em Chicago, e fez a sua primeira profissão em setembro de 1978. Em agosto de 1981, emitiu os seus votos solenes.

Estudou na Catholic Theological Union em Chicago, graduando-se em Teologia. Aos 27 anos, foi enviado pelos seus superiores a Roma para estudar Direito Canónico na Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino (Angelicum). Na Urbe, foi ordenado sacerdote em junho de 1982, no Colégio Agostiniano de Santa Mónica, por Dom Jean Jadot, pró-presidente do Pontifício Conselho para os Não Cristãos, hoje Dicastério para o Diálogo Inter-religioso.

Prevost acaba a sua licenciatura em 1984 e, no ano seguinte, enquanto preparava a sua tese de doutoramento, foi enviado para a missão agostiniana em Chulucanas, Piura, Peru (1985-1986). Em 1987 defendeu a sua tese de doutoramento sobre "O papel do prior local da Ordem de Santo Agostinho" e foi nomeado Diretor de Vocações e Diretor de Missões da Província Agostiniana "Mãe do Bom Conselho" em Olympia Fields, Illinois (EUA).

No ano seguinte, ingressou na missão de Trujillo, também no Peru, como diretor do projeto de formação comum para os aspirantes agostinianos dos vicariatos de Chulucanas, Iquitos e Apurímac. Durante onze anos, ocupou os cargos de Prior da comunidade (1988-1992), Diretor de Formação (1988-1998) e formador dos professos (1992-1998) e na Arquidiocese de Trujillo foi Vigário Judicial (1989-1998) e Professor de Direito Canônico, Patrística e Moral no Seminário Maior “São Carlos e São Marcelo”. Ao mesmo tempo, também lhe foi confiado o cuidado pastoral de Nossa Senhora Mãe da Igreja, que mais tarde foi criada como paróquia com o título de Santa Rita (1988-1999), na periferia pobre da cidade, e foi administrador paroquial de Nossa Senhora de Monserrat de 1992 a 1999.

Em 1999, foi eleito prior provincial da Província Agostiniana “Mãe do Bom Conselho” de Chicago, e dois anos e meio depois, no Capítulo Geral Ordinário da Ordem de Santo Agostinho, seus coirmãos escolheram-no como prior geral, confirmando-o em 2007 para um segundo mandato.

Em outubro de 2013, retornou à sua província agostiniana, em Chicago, e foi diretor de formação no convento de Santo Agostinho, primeiro conselheiro e vigário provincial; cargos que ocupou até que o Papa Francisco o nomeou, em 3 de novembro de 2014, administrador apostólico da diocese peruana de Chiclayo, elevando-o como bispo titular de Sufar.  Entra na diocese em 7 de novembro, na presença do Núncio Apostólico James Patrick Green, que o ordenou bispo pouco mais de um mês depois, em dezembro, festa de Nossa Senhora de Guadalupe, na Catedral de Santa Maria.

O seu lema episcopal é “In Illo uno unum”, palavras que Santo Agostinho pronunciou num sermão, a exposição sobre o Salmo 127, para explicar que “embora nós cristãos sejamos muitos, no único Cristo somos um”.

Em 26 de setembro de 2015, foi nomeado bispo de Chiclayo pelo pontífice argentino e, em março de 2018, foi eleito segundo vice-presidente da Conferência Episcopal Peruana, na qual também foi membro do Conselho Económico e presidente da Comissão de Cultura e Educação.

Em 2019, por decisão de Francisco, foi incluído entre os membros da Congregação para o Clero em julho de 2019 e, no ano seguinte, entre os membros da Congregação para os Bispos (novembro). Nesse meio tempo, em abril de 2020, recebe a nomeação pontifícia também como administrador apostólico da diocese peruana de Callao.

Em janeiro de 2023, o Papa chamou-o a Roma como Prefeito do Dicastério para os Bispos e Presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, promovendo-o a arcebispo. E no Consistório de 30 de setembro do mesmo ano, tornou-o cardeal, atribuindo-lhe o diaconato de Santa Mónica. Prevost tomou posse em 28 de janeiro de 2024 e, como chefe do dicastério, participou das últimas viagens apostólicas do Papa Francisco e das primeira e segunda sessões da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Sinodalidade, realizadas em Roma de 4 a 29 de outubro de 2023 e de 2 a 27 de outubro de 2024, respetivamente. Uma experiência em assembleias sinodais já adquirida no passado como Prior dos Agostinianos e representante da União dos Superiores Gerais.

Em outubro de 2023, Francisco incluiu-o entre os membros dos Dicastérios para a Evangelização, Seção para a Primeira Evangelização e as Novas Igrejas Particulares; para a Doutrina da Fé; para as Igrejas Orientais; para o Clero; para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica; para a Cultura e a Educação; para os Textos Legislativos; da Pontifícia Comissão para o Estado da Cidade do Vaticano.

Em fevereiro deste ano, é promovido à ordem dos bispos por Francisco, obtendo o título de Igreja Suburbicária de Albano.

Durante a última hospitalização de seu predecessor, no Hospital Gemelli, Prevost presidiu o rosário pela saúde de Francisco em 3 de março na Praça de São Pedro.

A 8 de Maio 2025, num conclave que durou pouco mais de 24 horas e em quatro votações, é eleito Papa da Igreja Católica e Bispo de Roma.

Cláudio Anaia