Vi-o ainda uma vez. Fi-lo por ele mas, acima de tudo, fi-lo por mim. Por saber o quanto me era querido e como tinha sido covarde por adiar tantas vezes ir. Vi-o vivo ainda, sorridente e tão, tão longe do velho amigo que conheci, cheio de alegria de viver e olhos brilhantes de felicidade. Lembrar agora as coisas boas, as passagens de ano partilhadas, aquela vinda ao Porto e o passeio à beira rio, o vinho do Porto nas caves, a sangria fabulosa, o abraço inteiro que sabia dar, o dia em que me tentou ensinar a dançar nos ritmos da terra que trazia no lindo tom de pele e no jeito gingado, quente, táctil e afectuoso com que nos recebia e mimava. Vou sentir-lhe a falta. Tanto! Como só nos fazem realmente falta as boas pessoas, aquelas que parecem ser sempre removidas demasiado cedo da nossa companhia. Hoje, com um soluço atracado na garganta e lágrimas teimosas que não sei conter, sinto-me pobre. Muito mais pobre.
Setembro, 26
Porquê aqui e não no outro?
Posted by Samarcanda under banalidades | Etiquetas: banalidades |Deixe um Comentário
O outro já não é só meu. Aqui faz mais sentido uma declaração de voto banal e facilmente esquecida, como são todos os votos de todas as vozes banais, despachadas para os arquivos mal passa a euforia eleitoral.
Setembro, 25

Já desisti de ver aparecer algo de novo. Se fosse pelo cromo a concurso, ficava-me pelo Jerónimo, que até parece boa pessoa. Mas não sendo isto uma questão de cromos, não encontrando valia na cassete comunista, muito menos no populismo do BE ou do CDS e vendo em MFL apenas um grave erro de casting, sobra-me o palhaço de serviço: ao menos ao votar nesse sei ao que vou e com que conto. Domingo voto PS.
____
Fonte da imagem
Setembro, 9
[clearspring_widget title=”Grooveshark Widget: Single Song” wid=”48f3f305ad1283e4″ pid=”4aa9387d9a2da1a9″ width=”200″ height=”100″ domain=”widgets.clearspring.com”]
Viver apaixonadamente pode ser muito pouco seguro para qualquer coração que se quer saudável. E a experiência traz-nos os limites do conformismo…
Agosto, 11
Morro de medo de me afastar demais do que sonhei ser. Só isso. Se fizer pontaria, talvez ainda me encontre…
Agosto, 11
… já me passou a idade do pasmo.
Agosto, 11
Acho que tem mesmo a ver com maturidade. Com um conforto que se encontra na nossa pele e que, antes, não conhecíamos, tal era a necessidade de nos integrarmos, de alguma forma, nos diferentes grupos com que nos cruzávamos. A maturidade traz-nos também essa independência: mesmo que nos seja necessário ainda conseguir aceitação, pelo menos essa não acontece porque nos enfiamos num padrão, sejam as calças com os buracos exactamente no mesmo local, os penteados copiados, um qualquer uniforme dread que nos põe a salvo porque nos dilui na multidão.
Agosto, 11
E pensar como deixei esta casa abandonada! É quase como uma casa de férias: regresso sempre quanto mais cansada, nos intervalos do resto da vida.
