Visitas virtuais:


Visita virtual aos pontos turísticos 
Depois de tours pelos principais museus, o Google lançou o World Wonders (google.com/culturalinstitute/worldwonders), que permite um passeio (virtual, é claro) por 132 lugares turísticos do planeta. Há como percorrer as ruínas da italiana Pompeia, o misterioso Stonehenge, na Inglaterra, e algumas ruas históricas da mineira Ouro Preto. Tudo isso graças ao grande número de vídeos e imagens – muitas giram 360 graus – que vêm acompanhadas de textos informativos da Unesco.

English: The church of São Francisco de Assis,...

English: The church of São Francisco de Assis, Ouro Preto, Brazil. Français : L’église Saint François d’Assises (São Francisco de Assis), à Ouro Preto,, au Brésil. (Photo credit: Wikipedia)

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Disponível em  português, o  www.vatican.va não é bem um site de orientação turística, mas reúne informações históricas e culturais sobre o local. Acesse também o calendário de celebrações de 2010, os sites da Biblioteca Apostólica e dos Museus Oficiais do Vaticano.

O www.museivaticani.va indica onde estão as principais atrações, como a Pietà, de Michelangelo, e as obras de Botticelli. Confira o tour em 360 graus da Capela Sistina. E anote: é possível visitar as galerias à noite nas sextas-feiras, até outubro.

Um dos pontos turísticos mais visitados do mundo, a Basílica de São Pedro impressiona com seu tamanho e as 284 colunas que parecem abraçá-la. Leia sobre sua origem e veja fotos no www.italiantourism.com/vatican.html.

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Português: Pico do Jaraguá

Português: Pico do Jaraguá (Photo credit: Wikipedia)

Com um clique, conheça São Paulo em 360 graus

São Paulo Turismo fechou parceria com o site sp360 e agora exibe, em sua página na internet, imagens em movimento de pontos turísticos da cidade.

Conhecer os pontos turísticos da cidade sem sair da cadeira. Como isso é possível? Com uma visita à pagina na internet da São Paulo Turismo .

Em 2006, uma nova seção foi criada: a possibilidade de ver alguns cartões-postais, e outros nem tanto, em imagens de 360 graus.

O material é proveniente de uma parceria com o site sp360, que concede uma parte de seu acervo de fotos panorâmicas e imagens em 360 graus à Prefeitura.

Assim, se você tem vontade de conhecer a vista do Mirante do Banespa e nunca teve a oportunidade, é só apelar para o computador. Basta entrar no site da SPTuris e escolher, entre as 19 opções possíveis, a que mostra o mirante.

Com um clique, sem mexer mais o corpo, a imagem do alto do prédio do Banespa vai girando lentamente até fechar uma volta completa. Se ficar com vontade de programar já para o próximo final de semana uma visita ao local, saiba que não será o primeiro.

Mesmo sem ter sido lançado oficialmente, o site sp360 já pôde sentir a repercussão de seu trabalho. “Recebi muitos e-mails de pessoas dizendo que não conheciam alguns pontos, gostaram e estavam indo lá”, diz Eduardo Amara que, em parceria com Zuza Melkan, criou o sp360.

Até sua sogra, que viveu durante 40 anos na Capital e há 5 mora no Interior, descobriu a beleza da vista do Pico do Jaraguá através dos cliques no computador. Na sua primeira visita à filha, programou a ida física ao Pico.

O passeio virtual, segundo Amaral, não vem para acabar com o passeio ao vivo e a cores. Pelo contrário, ele acha que essa é uma forma de fomentar a visitação.

E foi por este motivo, explica, que a SPTuris ficou interessada em receber parte de seu material.

Por enquanto, o site da SPTuris apresenta voltas completas nas paisagens de 12 pontos: Pinacoteca, Memorial da América Latina, Vale do Anhangabaú, Parque da Luz, Museu de Arte Contemporânea, Igreja do Carmo, Mirante do Banespa, Pico do Jaraguá, Parque Ibirapuera, Vila Maria Zélia, Vilarejo São Paulo e da exposição Dinos na Oca.

Em breve, explica Amaral, estarão disponíveis também os passeios virtuais pelo Sambódromo, Museu Paulista, Teatro Municipal, Museu de Zoologia, Parque do Jaraguá, Memorial do Imigrante, Parque da Aclimação, Parque Fernando Costa, Praça Vinícius de Moraes e Parque do Piqueri.

No site do sp360 também há 12 passeios, porém com muito mais pontos de giro e fotos panorâmicas que no da Prefeitura – são ao todo 400 imagens. Apenas da Pinacoteca há 60 fotos, enquanto a página da SPTuris mostra três. “Só para visitar tudo o que está no site, o internauta gasta quatro horas e meia”, diz Amaral.

A idéia é adicionar cada vez mais locais a serem visitados, até chegar aos 432 passeios catalogados. Em abril, quando o site for oficialmente lançado, já serão 30 passeios e seis horas e meia de navegação em suas seções.

“Trabalhamos com comunicação e ´vender´ São Paulo é muito difícil. Por isso decidimos criar um site que não falasse da Cidade, mas mostrasse”, explica Amaral.

E, apesar de ter sido criado para vencer esse tipo de dificuldade e atrair visitantes à Cidade, Amaral e Melkan acabaram lançando moda entre os próprios paulistanos: um site que desperta nos internautas a vontade de levantar da cadeira não só para visitar shoppings e salas de cinema.

Hospedagem vip para quem não tem paciência de procurar


Jennifer Conlin – THE NEW YORK TIMES

Enquanto os amigos mais organizados reservam quartos à beira-mar ou em oásis urbanos para a perfeita fuga de férias, sigo procrastinando, esmagada pelas intermináveis listas de opções de hospedagem. Para mim, entrar em sites como o VRBO.com, Hoteis.com e Airbnb.com é ficar prestes a desistir da viagem. Até que deparei com o DesignTripper.com, um site com 200 lindas fotografias de pequenos hotéis, pousadas e casas. Uma curta lista de propriedades tão bem projetadas que o destino em si se torna secundário.

O resort brasileiro Ponta dos Ganchos, em Santa Catarina, está entre as opções dos sites - The New York Times
O resort brasileiro Ponta dos Ganchos, em Santa Catarina, está entre as opções dos sites

Ele é apenas um dos vários sites recentemente criados como alternativa para as enormes listas dos tradicionais. Se você, assim como eu, está cansado delas, confira seis opções com portfólio sob medida de hospedagens peculiares e elegantes. Esteja avisado: há enormes variações nos preços e localizações – alguns nem sequer incluem valores.

Designtripper.com

Fotografias incríveis e opiniões compõem a avaliação de hotéis, pousadas e cama & cafés. Dentre as opções – são 200 espalhadas por 39 países – está o Podere Palazzo, uma casa de fazenda com cinco quartos e piscina de borda infinita na Toscana, por a partir de US$ 4.450 dólares a semana.

Como funciona: as imagens são cativantes e os comentário atenciosos, mas a reserva não é feita ali – há links que levam aos sites de cada local, muitas vezes escondidos nos textos.

Designhotels.com

Criado em 1993 como empresa de marketing de 10 hotéis, agora enumera aqueles com design artístico. Recentemente, iniciou uma nova experiência, os pop-up hotéis. O de Mykonos fica até outubro e é um tipo de clube de praia renovado. Diárias dos quartos começam em 120.

Como funciona: é facílimo de usar: escolha o destino e datas e uma lista de hotéis aparecerá com preços e link para reserva – no total, são 220 hotéis em 41 países. Os vídeos e fotos são sedutores. A desvantagem é que não há avaliações de clientes.

Boutique-homes.com

Com o bordão “hospedagem temporária para nômades chiques”, traz opções incomuns: são 166 casas para alugar e 35 hotéis em 33 países. Você pode reservar um trailer restaurado com estilo vintage no Texas por a partir de US$ 110 a diária, ou um quarto no hotel onde paredes de vidro dão vista para as montanhas da Noruega por desde US$ 210 a noite.

Como funciona: com descrições, fotos e comentários de hóspedes, há pouco que você não saberá sobre o imóvel antes da reserva – feita por um formulário online. Vale ressaltar que nem todas as opções contam com as informações completas.

Mrandmrssmith.com

É mais antigo, de 2005, e conta com uma equipe que visita as propriedades e faz relatórios sobre hotéis, spas e pousadas listadas: são 950 opções em 65 países. Dentre elas, uma casa de pedra do século 18 com design sofisticado localizada no País de Gales (a semana custa desde 480 libras).

Como funciona: selecione destino e datas para receber uma lista de opções, com preços e disponibilidade. As resenhas ali apresentadas parecem não conter críticas. Para efetuar reserva é preciso ligar na central: (800) 464-2040.

Uniquehomestays.com

Casas luxuosas e finas opções de cama & cafés são o foco do site. Há 140 propriedades em 14 países – só na Grã Bretanha são 14 opções de cama & cafés e uma mansão em Cotswolds que custa 50 libras por noite para um casal.

Como funciona: galerias de fotos, valores e depoimentos de clientes são superúteis. Apesar de permitir reservas online, às vezes é preciso fazer uma pré-reserva e aguardar confirmação.

Welcomebeyond.com

Fundado por dois irmãos, oferece cerca de 100 alojamentos em 30 países, todos com personalidade: uma casa de seis quartos, na beira de um penhasco em Phuket, na Tailândia, sai por 1.338 a noite, com chef incluído.

Como funciona: a busca pode ser feita por localização ou temas de interesse – esse é mais divertido, com categorias como “destinos incomuns” e “comida e vinho”. Para fechar a reserva é preciso entrar em contato com o gerente do local pelo próprio site.

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,hospedagem-vip-para-quem-nao-tem-paciencia-de-procurar-,882460,0.htm

Brasileiro consome cinco quilos de agrotóxicos por ano (!!!)


A venda de agrotóxicos no Brasil em 2010 teve um aumento de 190% em comparação a 2009. Isso significa que cada brasileiro consome cerca de cinco quilos de venenos agrícolas por ano. Os dados fazem parte de um estudo da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), baseado em informações disponibilizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O estudo foi apresentado hoje (16) na Cúpula dos Povos pela médica sanitarista Lia Giraldo da Silva Augusto, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Ela credita o aumento na venda dos agrotóxicos ao bom momento do mercado agrícola, puxado principalmente por uma forte demanda chinesa. O produto que mais recebe venenos é a soja transgênica, que precisa do glifosato para produzir, em um tipo de “venda casada”, explicou a pesquisadora.

“Este ano a Abrasco decidiu construir um dossiê sobre o tema do agrotóxico e os impactos na saúde e no meio ambiente. O trabalho marca os 40 anos de Estocolmo [primeira conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente], os 20 anos da Eco92 e os 50 anos do lançamento do livro Primavera Silenciosa, de Rachel Carson.”

Segundo a médica, o uso de agrotóxicos no Brasil faz parte do modelo produtivo adotado na agricultura nacional. “Este modelo da agroindústria é todo sustentado no pacote da revolução verde, que é baseada em uma agricultura químico-dependente. O agrotóxico é parte desse modelo. Por causa disso, desde 2008 o Brasil ocupa o primeiro lugar no consumo de agrotóxicos, segundo dados levantados pela Abrasco na Anvisa.”

fonte: http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2012/06/16/brasileiro-consome-cinco-quilos-de-agrotoxicos-por-ano-mostra-estudo-divulgado-na-cupula-dos-povos.htm

São Paulo vai morrer


Downtown Sao Paulo

Downtown Sao Paulo (Photo credit: Thomas Locke Hobbs)

As cidades também morrem. Há meio século, o lema de São Paulo era “a cidade não pode parar”. Hoje, nosso slogan deveria ser “São Paulo não pode morrer”. Porém, parece que fazemos todo o possível para apressar uma morte anunciada. Pior, o que acontece em São Paulo tornou-se infelizmente um modelo de urbanismo que se reproduz país afora. A seguir esse padrão de urbanização, em médio prazo estaremos frente a um verdadeiro genocídio das cidades brasileiras.

Enquanto muitas cidades no mundo apostam no fim do automóvel, por seu impacto ambiental baseado no individualismo, e reinvestem no transporte público, mais racional e menos impactante, São Paulo continua a promover o privilégio exclusivo dos carros. Ao fazer novas faixas para engarrafar mais gente na Marginal Tietê, com um dinheiro que daria para dez quilômetros de metrô, beneficia os 30% que viajam de automóvel todo dia, enquanto os outros 70% se apertam em ônibus, trens e metrôs superlotados. Quando não optam por andar a pé ou de bicicleta, e freqüentemente demais morrem atropelados. Uma cidade não pode permitir isso, e nem que cerca de três motociclistas morram por dia porque ela não consegue gerenciar um sistema que recebe diariamente 800 novos carros.

Não tem como sobreviver uma cidade que gasta milhões em túneis e pontes, em muitos dos quais, pasmem, os ônibus são proibidos. E que faz desaparecer seus rios e suas árvores, devorados pelas avenidas expressas. Nenhuma economia no mundo pode pretender sobreviver deixando que a maioria de seus trabalhadores perca uma meia jornada por dia – além do duro dia de trabalho – amontoada nos precários meios de transporte. Mas em São Paulo tudo se pode, inclusive levar cerca de quatro horas na ida e volta ao trabalho, partindo-se da periferia, em horas de pico.

Português do Brasil: Vista panorâmica da Margi...

Português do Brasil: Vista panorâmica da Marginal Tietê, São Paulo, Brasil. (Photo credit: Wikipedia)

Uma cidade que permite o avanço sem freios do mercado imobiliário (agora, sabe-se, com a participação ativa de funcionários da própria prefeitura), que desfigura bairros inteiros para fazer no lugar de casas pacatas prédios que fazem subir os preços a patamares estratosféricos e assim se oferecem apenas aos endinheirados; prédios que impermeabilizam o solo com suas garagens e aumentam o colapso do sistema hídrico urbano, que chegam a oferecer dez ou mais vagas por apartamento e alimentam o consumo exacerbado do automóvel; que propõem suítes em número desnecessário, o que só aumenta o consumo da água; uma cidade assim está permanentemente se envenenando. Condomínios que se tornaram fortalezas, que se isolam com guaritas e muros eletrificados e matam assim a rua, o sol, o vento, o ambiente, a vizinhança e o convívio social, para alimentar uma falsa sensação de segurança.

Sao Paulo Skyline

Sao Paulo Skyline (Photo credit: Thomas Locke Hobbs)

Enquanto as grandes cidades do mundo mantêm os shoppings à distância, São Paulo permite que se levante um a cada esquina. Até sua companhia de metrô achou por bem fazer shoppings, em vez de fazer o que deveria. O Shopping Center, em que pese a sempre usada justificativa da criação de empregos, colapsa ainda mais o trânsito, mata o comércio de bairro e aniquila a vitalidade das ruas.

Uma cidade que subordina seu planejamento urbano a decisões movidas pelo dinheiro, em nome do discutível lucro de grandes eventos, como corridas de carro ou a Copa do Mundo, delega as decisões de investimentos urbanos não a quem elegemos, mas a presidentes de clubes, de entidades esportivas internacionais ou ao mercado imobiliário.

Esta é uma cidade onde há tempos não se discute mais democraticamente seu planejamento, impondo-se a toque de caixa políticas caça-níqueis ou populistas, com forte caráter segregador. Uma cidade em que endinheirados ainda podem exigir que não se faça metrô nos seus bairros, em que tecnocratas podem decidir, sem que se saiba o porquê, que o mesmo metrô não deve parar na Cidade Universitária, mesmo que seja uma das maiores do continente.

Mas, acima de tudo, uma cidade que acha normal expulsar seus pobres para sempre mais longe, relegar quase metade de sua população, ou cerca de 4 milhões de pessoas, a uma vida precária e insalubre em favelas, loteamentos clandestinos e cortiços, quando não na rua; uma cidade que dá à problemática da habitação pouca ou nenhuma importância, que não prevê enfrentar tal questão com a prioridade e a escala que ela merece, esta cidade caminha para sua implosão, se é que ela já não começou.

Downtown Sao Paulo

Downtown Sao Paulo (Photo credit: Thomas Locke Hobbs)

Nenhuma comunidade, nenhuma empresa, nenhum bairro, nenhum comércio, nenhuma escola, nenhuma universidade, nem uma família, ninguém pode sobreviver com dignidade quando todos os parâmetros de uma urbanização minimamente justa, democrática, eficiente e sustentável foram deixados para trás. E que se entenda por “sustentável” menos os prédios “ecológicos” e mais nossa capacidade de garantir para nossos filhos e netos cidades em que todos – ricos e pobres – possam nela viver. Se nossos governantes, de qualquer partido que seja, não atentarem para isso, o que significa enfrentar interesses poderosos, a cidade de São Paulo talvez já possa agendar o dia se deu funeral. Para o azar dos que dela não puderem fugir.

João Sette Whitaker Ferreira, arquiteto-urbanista e economista, é professor da Faculdade de Urbanismo da Universidade de São Paulo e da Universidade Mackenzie.

USP, Universidade de São Paulo, Faculdade de A...

USP, Universidade de São Paulo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (Photo credit: Wikipedia)

Mais metrô, menos embromação


(English-speakers: you can read a pretty cool blog on this subject: http://progressivetransit.wordpress.com/ and also the article “A walk around the city of SP” that is at the bottom of this very post, just scroll down! :))

Do buraco em Pinheiros aos problemas na licitação da linha 5, escândalos no metrô não pararam de acontecer. Há ainda acidentes e paralisações

por CARLOS ZARATTINI, em Tendências e Debates, na Folha de S.P.

Os deputados Pedro Tobias e Cauê Macris tentaram usar este espaço, em 16/4 (“Por que o PT torce contra o metrô de SP?”), para defender a atuação do governo do Estado no transporte metropolitano, em particular metrô e CPTM. Para isso, atacaram as gestões do PT na cidade de São Paulo e no governo federal.

É lamentável que não tenham respondido com propostas ao verdadeiro “apagão no transporte” que se verifica nos últimos anos na cidade e na região metropolitana.

Não defenderam o governo Kassab (talvez porque o PSDB se sinta incomodado ao seu lado) e não se pronunciaram sobre as inúmeras questões jurídicas que hoje envolvem essas empresas. Não é pouca coisa. Desde o escândalo da Alstom, falcatruas não param de acontecer.

Para citar: o buraco do metrô em Pinheiros (com sete mortos), causado pelas necessidades de contenção de custos; a licitação da linha 5, em que o presidente do metrô foi afastado pela Justiça e as empresas indiciadas sob a acusação de conluio; as ações de empreiteiras reivindicando mais pagamentos pelas obras da linha 4; e a nomeação de um presidente com condenação na Justiça.

Tudo tem levado essas empresas para as páginas policiais.

E não é só. A falta de planejamento é notória. Em 2011, dos R$ 4,5 bilhões previstos para investimentos na expansão do metrô, o governo Alckmin executou só R$ 1,2 bilhão, deixando de aplicar 73% dos recursos estipulados no Orçamento.

A CPTM teve tratamento igual. Houve corte de investimentos na compra de trens, de R$ 684 milhões em 2010 para R$ 260 milhões em 2011 (corte de 56%), mesmo com recursos avalizados pelo governo federal.

Resultado: congestionamentos, acidentes, paralisações e até mortes.

Não há falta de recursos federais. Nos governos Lula e Dilma, São Paulo obteve autorização e a União afiançou R$ 21,2 bilhões em empréstimos subsidiados, no período de 2007 a 2012, para investimentos em transporte e mobilidade, sendo R$ 14 bilhões somente para modernização e expansão do Metrô e CPTM.

Estão previstos R$ 400 milhões do orçamento da União para a linha 18-bronze do metrô, a fundo perdido. O trecho sul do Rodoanel, grande vitrine de publicidade do ex-governador Serra, recebeu R$ 1,2 bilhão do governo Lula. Agora, o governo Alckmin recebe R$ 1,7 bilhão de repasse do governo Dilma para a construção do trecho norte. O Expresso Tiradentes teve mais de R$ 90 milhões liberados.

À imprensa, o secretário Jurandir Fernandes acusa as prefeituras, em particular a de São Paulo, de não fazer corredores de ônibus para aliviar o metrô e a CPTM. Tem razão.

Aliás, poderia ter explicado também porque não construiu corredores metropolitanos, de sua responsabilidade. Ele reconhece também que não foi prevista a ampliação do sistema elétrico para atender o aumento do número de passageiros. Só falta lembrar que os responsáveis foram os governos tucanos.

Agora, Alckmin promete 200 km de metrô até 2018, apesar de, em 17 anos, os governos do PSDB terem construído só 25 km. Mais um anúncio eleitoral e apetitoso para as empreiteiras. Afinal, novas linhas de metrô sempre foram o sonho do paulistano que sofre com congestionamentos e más condições nos ônibus.

O transporte público tem que ser mais barato e rápido, um sistema integrado operacional e tarifariamente. Para isso, deve ser prioridade tanto do Estado quanto da prefeitura.

Infelizmente, não é o que faz o PSDB. No lugar do debate transparente dos problemas enfrentados pelos paulistas, os tucanos partem para a desqualificação da discussão. Sinal da sua incapacidade de lidar com os desafios da cidade e do Estado.

CARLOS ZARATTINI, 51, é deputado federal (PT-SP). Foi secretário municipal de Transportes (gestão Marta)

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

Nota minha: o texto estava ótimo até eu saber sobre o autor…considerando-se que ele foi secretário de transportes numa gestão anterior, bem…digamos assim que ele também não fez lá grandes coisas pela nossa cidade, certo?? O PT é ótimo nas críticas à oposição, mas na hora de arregaçar as mangas e se provar diferente de quem critica…se mostra essencialmente a mesma coisa (ou seja: incompetente e corrupto). Chega desses dois partidos que vêm afundando o Brasil nos últimos anos, está na hora de alguém mais entrar no poder para se mostrar digno do nosso voto.