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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Banana Pancake com chocolate e morangos (Trilogia 171)

            O tema que o Amândio indicou para esta 171ª Trilogia comigo e com a Ana era o velho pregão “É fruta ou chocolate…” e lá me imaginei a trilhar os caminhos frescos dos gelados… mas não: a frase dos vendedores de gelados das praias era na verdade uma pergunta, se a criançada queria o sabor a fruta ou o sabor a chocolate?
Mais engraçado ainda será combinar os dois sabores e assim, juntaram-se aqui a clássica banana pancake com molho de chocolate e deu-se-lhe a companhia fresca de morangos.
Ficou bom e foi sobremesa condigna de almoço de Páscoa.

Ingredientes:

3 ovos
200g de farinha com fermento
1 pitada de sal fino
100g de manteiga derretida
3 colheres de sopa de açúcar
1 banana bem grande e madura, ou duas mais pequenas.
Leite ou nata culinária, q.b.
Chocolate em barra
Morangos
Molho de chocolate

Preparação:

Separe as gemas das claras. Bata as claras em castelo firme com o açúcar. Esmague a banana com um garfo (eu usei troços de banana congelada) e bata com as gemas e a manteiga derretida. 
Bata bem.
Junte então a farinha, um pouco de leite ou nata e volte a bater.
O leite serve para acertar a consistência do polme, quanto mais liquido mais a panqueca ficará parecida com um crepe, mais espesso o polme, mais fofa e alta fica a panqueca. Experimente e ajuste, mais vale começar com espesso demais e ter de juntar um pouco de leite que o contrário!
Depois de bem batido o creme deve ficar algo espesso e é então envolvido com as claras. 
Use uma “crepeira” ou uma frigideira antiaderente e lume médio. Ponha uma concha do preparado, espalhe de modo a que fique com o tamanho que quiser,
vire quando começarem a aparecer bolhas por cima e deixe alourar.
Comece por fundir em banho-maria um bom chocolate e mergulhe parcialmente nele alguns morangos. Reserve-os.


Com esse chocolate fundido, prepare um molho de chocolate a seu gosto e sirva as panquecas regadas com ele e decoradas com morangos.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Pirâmides de Chocolate


                       As pirâmides de chocolate são, como os outros bolos que reciclam bolos antigos, uma espécie em desaparecimento. Como elas estão as rochas, as broas de mel e até, por vezes, os salames de chocolate, embora neste último caso haja outras saídas para além da reciclagem.
A legislação dificulta muito a feitura destes bolos que usam outros bolos duros e apenas recorrendo a um truque*, nem sempre fácil de praticar no dia a dia, se pode evitar a fúria sanitária da todo-poderosa ASAE.
Eu tenho com o chocolate uma relação bastante ambivalente, que vai facilmente da adoração ao ódio e confesso que bolos que levem chocolate não são o meu cup of tea, nem por sombras. Mas é importante abordar este aspecto da reciclagem alimentar e, pegando numa sugestão que há tempos um amigo me fez, já não sei se aqui se no Facebook, decidi experimentar umas pirâmides, feitas a partir de um bolo lêvedo que fiz para o efeito, 
já que sobras de bolos são coisas que por aqui não existem.

Ingredientes:

350g de bolos duros, farinados
1 ovo
100g de açúcar
75g de manteiga fundida
2 colheres de sopa bem cheias de cacau puro
Cidrão ou fruta cristalizada a gosto
Vinho generoso
Cobertura de chocolate

Preparação:

Deixe endurecer por completo bolos ou bolachas sem creme, ou, leve-os a secar em forno baixo 
e farine-os no mixer.
Pique cidrão e ponha-o a macerar coberto por um vinho doce, como Porto ou Madeira. Se não arranjar cidrão, tarefa cada vez mais difícil com a única fábrica que o fazia regularmente agora fechada, use outra fruta cristalizada como casca de laranja, de limão
ou de tangerina.
Leve o açúcar ao lume com um pouco de água, apenas o suficiente para fazer uma calda e misture com todos os outros ingredientes excepto a farinha de bolos.
Vá então juntando farinha de bolos (ou bolacha Maria farinada, na falta), 
amassando até obter uma massa homogénea. 
Ponha a refrescar no frigorífico.
Molde umas pirâmides (na verdade são cones) 
e verta sobre eles colheradas de chocolate fundido com um pouco de manteiga ou natas.
Tradicionalmente leva no topo um pouco de chantilly e uma cereja em calda, mas como estava a fazer seis unidades e iriam durar por vários dias, decorei o topo com chocolate branco.
Nota:
A lei impede que se guardem nas instalações comerciais ou fabris restos alimentares confeccionados, como o caso dos bolos frescos, de um dia para o outro.
O truque é, ao fim do dia, secar os restos no forno e fariná-los logo. 
Se estiver transformado em farinha de bolo, passa a ser considerado uma matéria-prima e passa a estar dentro da lei. 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Mousse (só) de Chocolate


                         Por vezes pergunto-me sobre a real utilidade do tempo que passo a “likar” redes sociais, produzindo coisas que, se tiverem a sorte de ao menos serem lidas, decerto não farão mais mossa que isso, logo refundidas por centenas de novas entradas, uma catadupa de nada que nos afoga sem remédio.
Mas há dias, mais raros, onde sinto que valeu a pena deter-me sobre algo que alguém me trouxe ali para a frente e transformá-lo em mote para acção.
Foi o que sucedeu com a chamada de atenção que a AnabelaMartins (amiga de Facebook) fez para o trabalho do  físico-químico francês Hervé This  que se dedica há muito à  gastronomía molecular  e que apresenta uma mousse de chocolate, dita molecular, que me conquistou, coisa que não é fácil a alguém que usou chocolate três vezes em quinhentos posts!
Sem ovos, sem açúcar, sem natas, manteiga ou gelatina, esta mousse  feita só de chocolate e água é um verdadeiro hino ao chocolate, faz-se em cinco minutos, é estável já que não usa claras de ovo e é uma perdição de sabor que nos explode na boca a cada colherada.

Ingredientes:

100g de chocolate com mais de 70% de cacau*
90g / (ml) de água**

Preparação:

Parta o chocolate* em pedaços, 
adicione 90% do seu peso em água** quente 
e dê-lhe uns segundos de micro-ondas ou banho-maria de modo a que funda e forme com a água um fondant homogéneo.
Introduza a tigela num outro recipiente em que tem água fria e gelo, numa espécie de banho-maria frio, e bata o chocolate com as varas de claras em castelo, enquanto arrefece.
A determinada altura o chocolate deixa de estar líquido e passa a mostrar-se como um creme 
que à medida que incorpora ar na sua estrutura se transforma num chantilly, ou seja, uma mousse, em que o papel das natas é desempenhado pelo chocolate.
Assim que vir o chocolate a engrossar, retire logo do banho refrigerante e acabe de bater cá fora, já que se o deixar arrefecer mais tornar-se-á areado. Se isso suceder, é voltar a aquecer até fusão e repetir o processo.
Sirva logo  ou leve a mousse ao frio por algum tempo. 
Esta mousse pode conservar-se por muito tempo no frigorífico, já que nunca dessora por não basear a sua estrutura em claras em castelo.

 Notas:
*  Usei chocolate culinário com 72% de cacau, mas pode usar o chocolate que quiser, com a ressalva de que deve ser mesmo chocolate, com pasta e manteiga de cacau e não um sucedâneo barato.
**Se quiser uma mousse com um sabor mais adequado ao gosto infantil (ou adulto guloso), pode usar leite em vez de água e adoçá-lo previamente, ao aquecer.
Se, ao contrário, quiser que a sua mousse seja ainda mais intensa e amarga, junte-lhe cacau puro em pó e aumente um pouco a quantidade de água.


sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Pimenta na Língua


Os anglo-saxónicos dizem "ter a língua lavada com sabão" como fórmula de ameaça quando as criancinhas, ainda mal adestradas às convenções do falar, ou por provocação pueril, descambam para aquelas palavras que pressentem proibidas e tabú, coisas de sexo e imprecações de gente grande.

Por cá, na mesma situação, a ameaça terrível cheia de conotações de processos inquisitoriais e caves de tortura, era a "pimenta na língua"!

Realmente, não conheço nenhum caso em que a menção ameaçadora tivesse passado à prática e, se nalgum caso passou, por certo só conseguiu destravar mais a já destravada língua.

Não que às vezes não fosse um belo tratamento para certos destemperos, não de criancinhas, é claro, mas de gente grande que deixa sair tudo sem pensar, boca fora, sem querer saber se ofende ou magoa.

Foi a pensar nas linguínhas bífidas destas serpentezinhas disfarçadas, às vezes atafulhadas em profissionais doçuras mas que ofendem, desabridas e depois incapazes de um mea culpa que tudo sanaria, que eu puz estas "pimentas" nas velhas e infantis Línguas de Gato, aproveitando o sabor da malagueta fresca, só possível agora, antes de secarem e ficarem simplesmente picantes.

O resultado foi um prato de deliciosas bolachinhas que desapareceram num instante e recomendo vivamente. (Não uma especial, que não aparece nas fotos, feita com as sementes de "fogo", para a tal cobrinha) :-)









Nota:
Estas "Bélinhas" (lembram-se?) são de uma simplicidade desconcertante, usei chocolate negro "de comer" e não culinário, era o que tinha em casa quando me lembrei de experimentar o sabor de Chocolate com Pimenta, derretido em banho-maria, umas Línguas de Gato do lidl, e, é claro, as malaguetas frescas da minha colheita.