Pão e cerveja a moda do período Tudor

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Em março estive pela primeira vez no museu a céu aberto chamado The Weald and Downland. Falei um pouco dele aqui. Naquela visita descobri que eles oferecem vários cursos – técnicas de restauração de móveis,  como fazer cestas utilizando métodos regionais, coisas ligadas à culinária. E me inscrevi para o curso de como fazer pães e cerveja como na época dos Tudor. Como fiz a inscrição 6 meses antes, quase esqueci da data do curso. E ao acordar no sábado pela manhã fiquei muito inclinada a não ir pois estava tão cansada. Mas graças a Deus fui, pois o curso foi ótimo.

O curso foi  ministrado pela historiadora Catherine Flower-Bond, uma mulher muito interessante. Foi como uma mini aula de historia do período dos Tudor pois para se entender a importância do pão e da cerveja Ale naquela época temos que nos contextualizar. Pão e cerveja eram feitos ao mesmo tempo, e o fermento que se usava para se fazer o pão vinha do preparo da cerveja. Água naquela época era insalobra, e náo era bebida. A cerveja Ale que é fermentada usando cevada maltada, era a água daquele período, o que todos bebiam. As mulheres que faziam a cerveja também faziam o pão.

O curso era daqueles em que você faz tudo. Foi ministrado em uma cozinha da época dos Tudor reconstruída. Nós preparamos  o fogo, lavamos os objetos necessários para o nosso trabalho. Foi quase como uma viagem ao tempo. Todos os objetos utilizados – das colheres, a gamelas, a tigelas, xícaras, todos foram recriados por artesãos idênticos a objetos da época.  Os pães foram assados em um forno idênticos aos da época, e os que não couberam no forno foram assados em um skilet com uma tampa para reproduzir o efeito de forno. A ale que começamos a preparar lá nos foi dada para levar para casa pois ela tem que fermentar por vários dias. E tomamos lá uma que foi preparada com antecedência pela Kathy.

Saí de lá no fim da tarde me sentindo revigorada, e tão inspirada. Se aprende muito sobre um povo através dos seus hábitos alimentares. O alimento não é somente algo que se prepara aleatoriamente. Este curso me fez também querer viver mais no ritmo natural, com as estações.

Você já fez algum curso semelhante? Adoraria saber da sua experiência.

A cozinha tinha iluminação muito precária e a qualidade das fotos sofreu com isso. Mas acho que dá para dar uma idéia.

Salada crua de beterrabas e ervas

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Não leio jornal toda semana, mas tenho hábito de comprar o The Guardian todo sábado e  de ler a parte de viagens de férias e também a revista pois ela traz artigos de culináia: um artigo do Yotam Ottolenghi e de outros dois outros dos quais não vou falar hoje.  Através dos anos vi muitas receitas do Ottolenghi; várias executei, com outras só sonhei. Mas sempre as namoro. Sem exceção. Fico sempre encantada com a forma inusitada de preparar um certo legume, a combinação de ervas, temperos. E fico besta de como sou limitada na minha criatividade. Pessoas como o senhor Ottolenghi vieram a este mundo para nos apresentar possibilidades infinitas de atiçar os sentidos. ‘E incrível como no nosso dia-a-dia corrido, em que a vida muitas vezes nos ganha na corrida diária, nos limitamos muitas vezes ao mesmo, ao familiar. Afinal ele é fácil, sem riscos. Mas veja como só no campo das ervas  um punhadinho de salsinha já dá um toque simpático; daí se juntamos a salsinha à hortelã a  alquimia já muda, e o prazer já é outro. E misturando umas as outras somos surpreendidos ainda mais por estas várias explosões de sabores. Como um lindo dia de sol.

E nesta receita de salada de beterraba crua é bem isso que ele faz. Só de ler a lista de ervas lembro ter erguido as sobrancelhas e pensado: Santa Bárbara, que carnaval de ervas!! E confesso, hand in my heart, que titubeei. Só me arrisquei por ser fiel ao Ottolenghi e me entregar ao que ele diz que dá certo. Deus  que é testemunha – sem querer ser carola, me viu sorrir na cozinha a dar a primeira mordida. Pensei: ‘Ottolenghi danado, você tem toda razão de colocar todas estas ervas juntas’. Elas criam um laço de amizade que dá prazer a quem o vivencia. Quem diria! E já fiz esta receita muitas vezes desde o dia 15 de setembro, quando ela foi publicada. Tal a minha paixão por ela. Assim que a li enviei um email a minha amiga RL que é vegetariana e disse: ‘ Checa esta receita pois é da tua praia’ – talvez não com estas exastas palavras, mas neste tom. Quando a fiz no dia seguinte com minhas duas variedades de beterraba fiquei enfeitiçada.

Veja bem, como já repeti muito esta receita  nem sempre tenho tido todos os ingredientes. E isto não me tem intimidado. Tenho tido sorte de ter sempre o endro/dill, o estragão, a salsinha e o coentro em casa, mas não fique acanhada caso não tenha a seleção, e brinque com a receita – use o que tiver na falta de todos os ingredientes, se aproprie um pouco da receita. Receita é só um guia em saladas. Não é que nem receita de bolo em que se você deixar de usar um elemento imprescendível o resultado final vai desandar. Agora na minha opinião as sementes são imprescendiveis pois dão textura,  além de todas as outras coisas saudáveis que elas propiciam Por que não tostá-las com antecedência e guardar em um tupperware para quando precisar?  Tenho sorte de ter estas beterrabas variadas – a mais conhecida cor de vinho tinto (na minha palheta a vejo assim), a amarela cor de sol,  e a rajada. Porém já a fiz somente com um tipo – isto não importan Neste começo de outono esta salada é um arco-íris na minha cozinnha. E tenho certeza que dentro de mim também. Me faz pensar em dias de sol, em multidão andando na rua, curtindo o sol. Uma brisa que bate no rosto em um passeio de barco.


Salada crua de beterraba e ervas frescas

Receita de Yotam Ottolenghi publicada na revista de sábado do jornal The Guardian

Ingredientes:

  • 30g amêndoas em lascas
  • 15g sementes de sésamo
  • 45g sementes de abóbora
  • 300g beterrabas cruas, descascadas e cortadas a julienne
  • 40g manjericão fresco rasgado em pedaços
  • 20g salsinha picada
  • 30g endro/dill fresco
  • 20g coentro fresco – folhas
  • 10g estragão fresco
  • 1 colher de chá de pimenta seca em flocos
  • 2 colheres de chá de raspa de limão
  • 3 colheres de sopa de sumo de limão
  • 5 colheres de sopa de azeite de oliva
  • sal e pimenta do reino moída na hora

Preparo:

Caso você não tenha sementes já tostadas pre-aqueça o forno – 180oC.  Coloque as amêndoas, gergelim e abóbora em uma assadeira e leve ao forno para tostar por uns 6 minutos. Isto fará com que o sabor delas realce. Retire do forno e deixe esfriar.

Coloque a beterraba em uma vasilha, seguida das ervas, pimenta em flocos e raspa de limão. Jogue as sementes e amêndoas na vasilha, seguido do sumo de limão, sal e pimentea do reino a gosto mais azeite de oliva. Misture tudo delicadamente com uma saladeira e sirva. Seja generoso (a) pois acho difícil você ficar sem repetir.

Bolo de laranja com pecãs e material de outros

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Resolvida a questão do laptop – comprei um novo, volto para dividir esta receita que para mim é muito especial. A elegi a minha receita favorita de laranja.Ao pensar em publicar esta receita um turbilhão de pensamentos se desencadeou na minha cabeça. Esta questão de publicar receitas de outros tem que ser feita de forma correta, seguindo uma etiqueta que não é só necessária para a Internet. Bom senso é a grande palavra. Plágio é plágio não interessa que meio tenha sido utilizado. Recentemente andava conversando sobre isto com uma amiga. De uns tempos para cá tenho me aborrecido imensamente com certas pessoas no mundo de blogs do Brasil que sem a menor cerimônia se apoderam não somente de nossas imagens como de nossos textos. Não estou me referindo a receitas. Confesso ter me sentido exausta de mandar mensagens para gente desonesta que simplesmente adquire esta prática e tem a petulância de se apropiar de propriedade alheia e ainda desafiar o dono do material. Digo ‘mundo de blogs do Brasil’ pois até agora foi aonde se concentrou e concentra o meu problema. Nunca tive este problema com minhas publicações em inglês.

Procuro sempre colocar autoria das receitas que publico se as tenho. Esta por exemplo é de um dos meus grandes ídolos – me senti a própria adolecente ao escrever isso, o Dan Lepard. Como já disse em posts anterioroes ele publica semanalmente no jornal inglês The Guardian, edição que sai todo sábado. Acho que não estou infringindo nenhuma norma pois dou crédito a quem merece. E quem sabe isto também não aumenta o tráfego do site pois quem não o conhece passa a conhecer. Sei que muitas editoras dão em cima de receitas publicadas em blogs, pedindo inclusive que as receitas sejam retiradas. Acho que contanto que não se faça uma reprodução completa do livro de uma pessoa na internet porque isso tem outro nome, uma receita de livro aqui outra ali com os devidos créditos deveria ser permitida, e visto inclusive como uma forma de publicidade. Deve-se concentrar e atacar é a apropriação ilegal de materiais alheios.


Fotos tiradas na linda praia de West Wittering em West Sussex

Voltando a esta receita,seu sucesso foi grande. A levei para o trabalho e muita gente me mandou email para dizer como tinham gostado dela. Pena que não pude fazê- la para levar para um passeio que fiz com amigos no sábado. Algo para beliscar depois de uma boa caminhada na beira o mar. Fiz algumas pequenas alterações: parte da medida de farinha ‘normal’ foi substituída por farinha de amêndoas para dar uma textura mais úmida; usei pecãs ao invés de nozes puramente por gosto pessoal, e as tostei levemente antes de picá-las e misturá-las com a canela. A receita original recomenda colocar 2/3 da massa, depois salpicar um pouco da mistura de pecãs, depois o restante da massa seguido do restante das pecãs. Só coloquei as pecãs no final. Simplesmente por esquecimento. Dê o seu toque.

Loaf de laranja com pecãs

Fonte de inspiração: Dan Lepard em sua publicação semanal no jornal The Guardian aos sábados
Ingredientes:

  • raspas de 5 laranjas
  • 150ml de suco de laranja (das laranjas a cima)*
  • pedaço de 3cm de gengibre descascado e ralado
  • 225g açúcar refinado
  • 100g manteiga
  • 3 ovos
  • 75ml creme de leite fresco
  • 
200g farinha de trigo
  • 125g farinha de amêndoas/ amêndoas moídas
  • 3 colheres de chá de fermento em pó
  • 
pecãs levemente tostadas, picadas e misturadas com canela em pó**

*as laranjas que usei eram bem grandes e o suco de 1 1/2 foi suficiente para os 150ml
**não tenho medidas para dar pois foi no olho – caso você coloque metade da mistura na massa lembre-se de que o excesso pode fazer a massa ficar pesada demais

Forma de bolo inglês de 19 cm decomprimento – untada e forrada no fundo e nas laterais

Preparo:

Pre-aqueça o forno – 180oC. Misture a farinha de trigo com o fermento e reserve.

Coloque o açúcar e suco de laranja em uma panela e leve a fogo médio baixo para derreter o açúcar – não mexa, só vire a panela para lá e para cá de vez em quando. Quando o açúcar derreter tire a panela do fogo, acrescente a manteiga e deixe esfriar. Coloco a minha em cima de uma vasilha com água gelada para acelerar o processo de esfriamento. A mistura tem que estar completamente fria antes de passar para os próximos passos. Acrescente as raspas, gengibre ralado,  ovos e creme de leite e use um fouet para misturar. Eu acho que o fouet acrescenta mais leveza à mistura. Por fim ponha as farinhas na mistura e ainda usando o fouet mexa para encorporar tudo. Você pode proceder de duas formas:

1a) coloque 2/3 da massa na forma e salpique parte da mistura pecãs e canela por cima; depois ponha o restante da massa e revista com o restante das nozes.

2a) coloque a massa toda e salpique a mistura de pecãs com canela por cima

Asse por 45 minutos e faça o teste do palito antes de retirar do forno. Deixe esfriar na forma por uns 10 minutos antes de transferir para a grelha e deixar esfriar completamente.

Food and Travel Magazine e o resultado do sorteio

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Saiu o resultado da Loteria Federal. Abaixo estão os 1o, 2o e 3o prêmios. Tomamos os três últimos dígitos do 1o prêmio, e pegamos a centena. Se há um número de inscrição que corresponde a ele, este é o vencedor. Como neste caso não há, partimos para a dezena, 60. Como também não há uma inscrição que corresponda, partimos então para a unidade 0. Vamos então para o 2o prêmio, e  usamos o mesmo método. Mais uma vez não temos um número de inscrição que corresponda.  Vamos então ao 3o prêmio. Desta vez chegamos a unidade 2. E há uma inscrição que se encaixa aqui. Ela corresponde a o nome da Maria Soares.

81.860
56.550
11.552

Obrigada a todos que participaram. Aguardarei os detalhes da Maria Soares no meu email pessoal – valentina.jacome at gmail.com.  Caso eu não tenha recebido nada até o final do dia de sexta, no sabado farei uma nova apuraçao. E partirei para o 4 prêmio deste sorteio.

Curry de camarão, castanha de cajú e leite de coco e os inscritos para o sorteio

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Uma nota antes de entrar no post: no final deste post está a lista dos inscritos para o sorteio assim como o dia e hora em que eles fizeram suas inscrições. O sorteio da loteria é amanhã e a noite sairá o resultado aqui.

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Quando converso com amigos indianos que gostam de cozinhar sempre fico fascinada com o conhecimento que eles têm do uso de especiarias. É tudo tão natural. Dominar o uso de especiarias abre as portas de um mundo culinário fascinante. Mas sou principiante nesta área, e a não ser por alguns poucos ingredientes com os quais até me arrisco a brincar, a maioria só uso seguindo instruções recebidas. Faço anotações e tento aprender.

Tenho um ritual no sábado pela manhã que consiste em ligar a TV  por volta das 08h20min e aguardar o início do programa Saturday cookbook. Isto porque a menos que esteja viajando quase sempre estou em casa sábado até umas 10 horas. E assistindo a este programa outro dia tive a oportunidade de assistir o preparo deste curry pelo chefe Cirus, um indiano que se fixou aqui há umas duas décadas. Achei interessante a dica que ele deu na hora de adicionar especiarias em pó: recomenda que se acrescente um pouco de água a elas para se fazer uma como que pasta. Super dica.

Já fiz este prato algumas vezes – ás vezes mais grosso para comer sem acompanhamento de arroz, e às vezes com mais caldo. Como na foto. Ele fica mais gostoso quanto mais tempo demorar para ser consumido, pois os sabores da canela, cardamomo e demais penetrarão mais no curry.

Curry de camarão, castanha de cajú e leite de coco
Ingredientes:
  • 2 colheres sopa óleo vegetal
  • 4 bagos de cardamomo levemente machucados (para que não pulem quando esquentar)
  • 1 pau de canela
  • 1 cebola media fatiada fininha
  • 6 dentes de alho picados
  • 1 1/2 pedaço de gengibre fresco fatiado
  • 2 pimentas frescas cortadas em tiras finas
  • 1/2 colher cha açafrão da terra em pó
  • 1 colher chá cominho em pó
  • 2 colheres chá coentro em pó
  • 400g leite de coco
  • 100g castanha de cajú de molho em uma xícara de agua fervida por 3 horas
  • sal a gosto
  • 1 colher sopa coentro fresco picado
  • 500g camarão limpo e descascado
Preparo:
Aqueca o óleo e acescente o cardamomo e canela.
Depois de uns dois minutos acrescente a cebola e sautee até ficar macia – não deixe queimar.
Acrescente o gengibre, alho e pimenta e sautee por uns 2 a 3 minutos  fogo baixo
Acrescente o açafrão da terra, cominho e coentro em pó em um pouco dágua e jogue na panela. Cozinhe por uns 3 minutos.
Enquanto tudo cozinha bata a castanha e leite de coco no liquidificador até ficar com uma mistura meio uniforme – gosto dela rustica. Se quiser bata até ficar bem uniforme. Depois acrescente isto à mistura que estava cozinhando (masala). Leve à fervura gentilmente, meendo de vez em quando para que não grude no fundo.
Tempere a gosto e deixe fervendo em fogo baixo por uns minutos até que o curry comece a engrossar.
Jogue o coentro fresco dentro. Mexa um pouco e acrescente o camarão no final. Deixe cozinhar até o camarão chegar no ponto – sera rapidinho. Sirva com arroz.
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 Lista de inscritos no sorteio:
Dia Nomes
1 8/29/2012 22:52:08 Josefa Navas Faria
2 8/29/2012 23:08:52 Maria Soares
3 8/29/2012 23:49:42 Clarice Akemi Mizumoto
4 8/29/2012 23:52:37 Maria Beatriz de Carvalho Galvão
5 8/29/2012 23:56:07 Regina Castro
6 8/30/2012 0:10:30 Renata Verdun da Silva Carmo
7 8/30/2012 3:33:17 Alessandra Suescun Foletto
8 8/30/2012 12:44:46 Marise Grossi
9 8/30/2012 13:03:16 Renata Lampião
10 8/30/2012 14:53:24 Sandra Germano
11 8/30/2012 14:57:58 Patricia Bergamini Grizotto
12 8/30/2012 16:40:11 Lilian Regina Gonçalves Diniz
13 8/30/2012 17:10:02 Malvina Boni Mitake
14 8/30/2012 17:15:19 Aniela Dal Rovere
15 8/30/2012 18:09:23 Ana Barbosa
16 8/30/2012 19:29:40 Laila Costa
17 8/30/2012 22:45:18 Letícia Ono
18 8/30/2012 22:50:30 Verena Buschinelli Ferreira
19 8/31/2012 0:18:28 Claudia manchini de Castro rosa
20 8/31/2012 13:14:38 Aparecida Donisete de Faria
21 8/31/2012 17:27:12 Patricia Scarpin
22 8/31/2012 21:25:05 Raquel Barbosa Lopes
23 09/01/2012 15:40 Tânia Saj Fernandes
24 09/01/2012 18:36 Tânia Maria Marques Ferreira
25 09/01/2012 23:06 Adelina Carturano
26 09/02/2012 03:13 Leonardo da Silva Soares
27 09/02/2012 13:01 PATRICIA DAPAZ
28 09/03/2012 01:27 Ligia Rechenberg
29 09/03/2012 02:16 maria isabel leite
30 09/03/2012 08:50 Erica Ferreira
31 09/04/2012 15:40 Lucia Alcantara
32 09/05/2012 13:11 Graziela Flor
33 09/06/2012 15:07 Suzana Parreira
34 09/06/2012 18:59 karlanardi@terra.com.br
35 09/09/2012 18:04 Rosane Bezerra de Andrade
36 09/10/2012 16:21 Zeneide Vital Dias Duarte
37 09/11/2012 16:35 Auta Câmara

Yotam Ottolenghi e Sami Tamimi

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Acabei de fazer uma reserva do meu exemplar do novo livro da dupla Yotam Ottolenghi e Sami Tamimi. Não é necessário apresentar a culinária associada ao nome Ottolenghi.  Sou uma grande fã. Morava há poucos blocos da primeira loja deles em Notting Hill. E lembro-me de sempre ficar com um sorriso no rosto ao passar pela loja todas as manhãs a caminho do metrô. As vitrines são  lindas, sempre com uma explosão de cores, formatos, comidas.  A comida deles é algo que me deixa feliz, animada, doida para cozinhar. O Ottolenghi tem hoje em dia três endereços em Londres: o de Notting Hill, um em Kensignton e um em Islington. O de Islington tem mesas atrás. Os outros dois são bem pequenso. O de Notting Hill tem uma mesa só no fundo, para ser dividida. Normalmente se leva para casao que se compra. Eles também abriram um restaurante chamado NOPI pertinho de Piccadilly Circus. E se mantêm fieis ao seu princípio. Só de escrever sobre eles me animo, meus dedos querem ir mais rápido do que eu posso digitar. Isso porque o que fazem é absolutamente lindo e inovador.

Salada de batata doce e figo – veja o vídeo da receita aqui – em inglês

Há uns meses a BBC passou um programa em que Ottolenghi viajava por Jerusalém. Lindo programa. Até falei sobre o programa no Facebook. Infelizmente os programas da BBC só podem ser vistos no Reino Unido. O Ottolenghi disse no blog deles que estavam vendo se o programa se faria disponível não só para estas ilhas.  E agora como fruto daquela viagem e várias coisas relacionadas a ela está saindo o novo livro chamado Jerusalém. E ponho aqui o link para um vídeo curtinho do site do Jornal the Guardian em que Ottolenghi e Sami falam da nova publicação. Não consegui postar o vídeo aqui pois o WordPress apaga o código. Uma pena.

Assinatura da revista Food and Travel

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Por favor, note que as inscrições se encerraram na segunda dia 10 de setembro.

Tenho revistas que assino e das quais sou imensa fã. Minha fascinação está no que estas publicações me proporcionam, nas portas que abrem. Portas que me levam a descobertas, , que me fascinam pelas oportunidades que me dão de descobrir novos lugares, novas receitas. Gosto de dividir minhas descobertas. O fato de partilhar algo com vocês só me acrescenta trambém. Faz da nossa troca algo mais rico. Mais interessante. E neste espírito venho oferecer a assinatura da revista Food and Travel. Caso você tenha interesse em se inscrever responda e ponha a razao pela qual você se interessou. Esta inscrição estará aberta até o dia 10 de setembro, uma segunda feira. Na  terça publicarei a lista de todos os inscritos, e na 4a é o sorteio. 5a feira será o dia em que o resultado será publicado. O vencedor terá 24 horas para me contactar para me dar endereço para a assinatura. Caso o vencedor falhe, faremos um novo sorteio. Estou utilizando o sorteio da Loteria Federal.

Obrigada a Letícia que me passou detalhes de como organizar o formulário. Se algo der errado no preenchimento do formulário a culpa é toda minha. As instruções da  foram perfeitas.

 

Abobrinhas grelhadas com grão-de-bico

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As minhas viagens a Cingapura entre outras coisas me proporcionaram vários encontros com a culinária Indiana. Embora no Reino Unido se encontre uma variedade enorme de restaurantes indianos, foi somente em Cingapura que experimentei uma culinária leve, extremamente saborosa e predominantemente vegetariana. Fiz vários amigos indianos no escritório de Cingapura e muitas vezes fazíamos refeições juntos. Muitos deles são vegetarianos e foi assim que vi que esta culinária nos ensina muito quanto à preparação de legumes. Com as varias especiarias que eles utilizam tão magistralmente, os alimentos adquirem uma roupagem completamente diferente a cada prato. As possibilidades são muitas, e cada especiaria tem seu toque especial.

Anjum Anand e uma moca de origem Indiana, cidadã do mundo e que cresceu em Londres. Ela traz uma culinária Indiana muito saudável, e prática, para o dia a dia. Através dos seus programas na TV britânica e livros ela desmistifica um pouco a culinária dos seus ancestrais. Desde que comecei a assistir aos programas dela fiquei muito fascinada pelas descobertas que eles me proporcionaram. E já tenho dois dos seus livros. Aprendi que a culinária Indiana e muito mais do que somente os curries que são tão comuns por aqui, e que foram as primeiras coisas que comi.

Em preparação para um novo livro dela que esta sendo lançado agora em setembro, Anjum’s Indian Vegetarian Feast, saiu um artigo na revista de um dos supermercados que frequento. Dentre as receitas publicadas se encontra uma receita com abobrinha e grão-de-bico. Como tenho recebido um monte de abobrinhas – típico nesta época do ano, fiquei logo interessada pela receita. A receita tem elementos bem interessantes com o grão-de-bico, o pistache, o feta (esperava o queijo paneer por ser uma receita vegetariana), o cominho. O resultado e uma salada bem interessante, com várias texturas. Uma das vezes em que a fiz usei pecãs no falta de pistache. Porem confesso preferir com pistache.  Também omiti alguns elementos como o coentro quando não o tinha. Gosto da versatilidade. A versão fotografada foi a com pecãs, e por isso o tom amarronzado do molho. Ele é também assim grosseiro pois o fiz no pilão.

É uma ótima salada para um prato único em um lanche leve. Adoro o fato das abobrinhas serem grelhadas, pois o corte não e muito fino e elas ficam como que suculentas. Gosto muito de grelhá-las mais finas, e de servir com lascas de amêndoas. Aqui dou uma pequena variada no preparo mais mantenho o grelhado que constitui uma forma saudável de prepare.

Abobrinhas grelhadas com grão de bico

Ingredientes para a salada: 

  • 3 – 4 abobrinhas grandes
  • 2 colheres de sopa azeite de oliva
  • 10 grãos de cominho
  • 410 g grão de bico cozido
  • 2 colheres sopa de suco de limão
  • 1 tomate pequeno picado*
  • ½ cebola roxa média picadinha
  • Maço pequeno de coentro picado
  • 100 g queijo feta esfarelado

* também já usei tomates cereja cortados ao meio

Ingredientes para o molho:

  • 1 colher sopa de vinagre de vinho branco
  • 1 dente de alho pequeno descascado
  • 15g de pistache descascado
  • 2 ½  colher sopa de azeite de Oliva
  • ½ colher chá de pimenta do reino moída na hora
  • ¼ colher chá de açúcar refinado

Preparo da salada:

Corte a abobrinha em fatias diagonais – espessura media. Esquente uma grelha e pincele a abobrinha levemente com azeite de oliva e grelhe, lembrando de virar de lado na metade do tempo – aproximadamente 3 minutos de cada lado. Ponha em uma travessa formando uma camada única e reserve.

Toste o cominho gentilmente em fogo médio por aproximadamente um minute, só o suficiente para liberar o aroma. Transfira para um pilão e triture bem fininho. Coloque o grão-de-bico em uma vasilha, jogue o cominho por cima, seguido do sumo de limão, tomate e cebola roxa. Misture e tempere a gosto.

Disponha as fatias de abobrinha em uma travessa Ponha o coentro na tigela com o grão-de-bico e ponha por cima da abobrinha. Por fim ponha o molho e sirva logo em seguida.

Cerejas, damascos e um brinde ao simples

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Este post ia ser um pouco diferente quanto ao texto e envolveria até um sorteio, mas depois que me tranquei do lado de fora da casa na hora do almoço no domingo  tudo mudou. Só entrei em casa às 8 e o pouco da noite graças a minha amiga Karina que tinha uma chave extra. Só que tudo que havia planejado fazer a tarde morreu na praia. Tive que improvisar para me manter ocupada enquanto a chave não chegava. Acabei indo a um moinho tombado pelo patrimônio aqui perto, no vilarejo de Shalford. Região linda. Gente, Surrey é cheia de lindos vilarejos. Mas acho que já falei disto antes. Várias vezes. Tenho uma amiga que está querendo me convencer a mudar para Essex, mas acho que não consigo ou mesmo quero sair daqui. Bom, depois do passeio ao moinho, e uma caminhada pelo campo, voltei para Guildford e comprei um hambúrguer no Gourmet Burger – fiquei petiscando  monkey nuts enquanto esperava, e levei o hamburger para comer no parque Stokes que é perto da minha casa. Então aqui estãou algumas fotos do meu dia ‘completamente’ espontâneo – melhor dizer ‘forçadamente espontâneo’.

Damascos, cerejas, framboesas, groselhas.. Recebo tantas na minha cesta que além de comer excessivamente ainda fico com um monte de fruta. E procuro fazê-las de várias formas. Neste verão fiz até damascos pochê e até assei cerejas. Você leu certo – cerejas assadas. Tanto os damascos quanto as cerejas podem ser consumida com iogurte, com sorvete, acompanhando uma boa fatia de bolo de chocolate. Brownies fica bom. As possibilidades só se limitam à imaginação

Damascos Pochêt

Ingredientes:

  • 400ml água
  • 30g açúcar
  • 1 ½ bulbos de capim limão
  • 10 damascos

Preparo: Pegue os bulbos e esmague a parte mais gordinha deles. Coloque a água, bulbos e açúcar em uma panela em fogo baixo e  aqueça até que o açúcar se dissolva. Ponha os damascos na panela e cubra com uma folha de papel manteiga e deixe cozinhar por 4-5 minutos ou até que a fruta fique levemente macia. Transfira para uma vasilha e deixe esfriar. Gosto de comer estes damascos com iogurte natural. E você?

Além dos cafloutis da vida me deparei com algo novo em um folhetinho do meu supermercado favorito. Como lhes disse anteriormente: cerejas assadas. Fiquei com o olhar transfixo ao ver  o folheto pois até então não havia visto nada do tipo. E confesso que fiz por achar que seria tão estranho e absurdo. Minha supresa foi imensa. Adorei. E quero fazer outras vezes. Talvez com variações de especiarias. Sei lá. Quero usar no sorvete, com panacotta.. e vou pensar em outras coisas.

Cerejas assadas no forno com aniz estrelado

Ingredientes: 

  • 1 bulbo de capim limão
  • 3 aniz estrelado
  • 2 colheres de sopa rasas de açúcar refinado
  • 400g cerejas
  • 100ml água

Preparo:

Pré-aqueça o forno- 2200C. Coloque o bulbo de capim limão, aniz estrelado, açúcar e água em uma panela e aqueça gentilmente, mexendo de vez em quando até que o açúcar se dissolva. Ponha as cerejas na panela e mexa para que elas sejam revestidas com a calda. Retire do fogo imediatamente e transfira para uma assadeira. Leve ao forno por uns 15 minutos.

Retire do forno e deixe esfriar antes de servir. Vai super bem com iogurte, ou pasme brownies. Como você está pensando em comê-las?

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