Ávila. Já conhecia. Há quem ache o máximo. Eu só acho assim para o mais ou menos. Para uma localidade património mundial da humanidade penso que carece de mais informação histórica e descritiva para o turista… A nota máxima vai para as muralhas que são abertas ao público e permitem visionar a cidade muralhada e as paisagens exteriores.

Segóvia. Não conhecia e simplesmente adorei. Fiquei deslumbrada com as paredes texturadas dos prédios e, claro, com o majestoso aqueduto. Recomendo, mesmo!


Madrid. Se tivesse chovido conforme previsão metereológica teria sido um autêntico fiasco. Como só fez frio, foi só assim-assim. Para mim Madrid não é uma cidade para conhecer mas para ser vivida. Assim sendo, aproveita-se o lazer que espreita a cada esquina: entre jardins, exposições, esplandas, restaurantes, bares, tapas, lojas e lojinhas, assim se passou um FdS. Não foi espetacular, mas tive a melhor companhia que pode se pode desejar…

Museu do Prado (de sala em salinha até não poder mais)

O jardim das delícias terrenas, de Hieronymus Bosch (a visita ao Museu do Prado vale a pena só para ver este tríptico)

Restaurante La Gabinoteca (sobremesa do it your self)

Museu Rainha Sofia (é mais o meu género)

Esposição de trabalhos do Dalí. Tivémos a sorte de estar em Madrid.

A persistência da memória, de Salvador Dali (o surrealismo não é o meu género, mas a interpretação que este Senhor faz da realidade na tela não deixa de me impressionar)

Guernica, de Pablo Picasso (esta foi a razão principal da minha visita ao museu Rainha Sofia)

Calle Serrano (o final de tarde foi passado a passear por Salamanca, claramente a zona mais gira de cidade)

Parque do Retiro (considerado o pulmão da cidade pela sua dimensão. imensa gente, imenso movimento. adorei)

Restaurante Lateral (eu já comi muitas “tapas”, mas nenhumas tão boas como as que são servidas aqui)

Catedral de Almudena (não é exuberante como a maioria das catedrais das grandes cidades europeias mas é bonita. e o coro que animou a missa era fantástico)
Não visitar Madrid porque: mendigagem, sem-abrigo, condução tresloucada, vendedores de rua (profissão que considerava extinta), gente a mais na rua para o meu gosto (estava sempre a pensar que deviam fazer parte dos 26% de desempregados…), especialmente na zona das Portas do Sol, onde as pessoas se acotevelavam, quase de forma desordeira.
Visitar Madrid porque: Pode parecer contraditório, mas, tal como noutras cidades europeias que já visitei, adoro ver as pessoas a passear nas ruas, sentadas nas esplanadas (aquecidas!), a correrem nos jardins, a beberem cañas e a comerem tapas nos bares. É sempre assim, faça sol ou faça frio. É claramente uma questão cultural. Cá por Portugal, onde normalmente somos brindados com o Sol (menos este ano), o que a malta gosta (euzinha incluída) é de sentar o rabo no sofá e ver séries e filmes… Prometo que um dia isto vai mudar. Só não sei é quando (já conhecem o valor das promessas neste país…).
Madrid não teria teria tido metade da piada não fosse a Háliazinha, my good and best friend ever, a guiar-nos. Muito agradecida!
Um obrigada especial ao amor da minha vida por tudo e tudo e mais tudo, mas especialmente por ter conduzido toda a viagem e me ter deixado dormir most of the time… Para além de óptima e maravilhosa esposa, sou a melhor “co-pilota” do mundo (silenciosa!).